Temer enfim desperta e manda cortar 4,3 mil cargos federais comissionados

Charge do Ivan Cabral, reprodução do Arquivo Google

Wellton Máximo
Agência Brasil

O governo cortará 4.307 cargos comissionados e funções, anunciou há pouco o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira. Além disso, 10.462 cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS), de livre provimento, serão convertidos em funções comissionadas, exclusivas de servidores concursados. O decreto com a medida será publicado ainda nesta sexta-feira (10) em edição extraordinária do Diário Oficial da União, que trará o detalhamento dos cortes e das conversões de cargos por pasta. Os ministérios e os órgãos vinculados terão 30 dias para reformularem a estrutura administrativa e suprimirem as funções e os cargos comissionados.

De acordo com Oliveira, as mudanças permitirão ao governo economizar R$ 230 milhões por ano. Ele diz que a reformulação reduzirá gastos e melhorará a gestão dos órgão públicos. “Essas medidas são voltadas à melhor organização da administração pública, redução da administração pública e reforço na profissionalização e na utilização de técnicas de gestão e de administração mais acuradas”, declarou.

FUNÇÕES COMISSIONADAS – Com as mudanças, o número de cargos de DAS no governo federal cairá de 24.250 para 10.404. As maiores diminuições ocorrem nos DAS de nível 1 e 2, de menor remuneração, com redução de 4.962 e 4.082, respectivamente. O número leva em conta tanto os cortes como a transformação dos DAS em funções comissionadas.

Se forem considerados apenas os cortes nos cargos de DAS, a diminuição chega a 3.384. Para chegar à redução de 4.307 cargos e funções, o governo eliminou 823 funções gratificadas (FG) e de 100 Gratificações Temporária de Atividade em Escola de Governo (Gaeg). A conta do Ministério do Planejamento, no entanto, inclui 881 cargos de DAS que foram cortados desde dezembro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Aleluia, irmão!!! Ao que parece, o presidente Michel Temer acordou e resolveu mostrar serviço exatamente num dos setores que a opinião pública mais exigia – a redução dos gastos de custeio. É o primeiro passo para a moralização do serviço público e o estabelecimento da tão sonhada meritocracia. Mas ainda falta muita coisa, como a redução do uso dos cartões corporativos. (C.N.)

 

12 thoughts on “Temer enfim desperta e manda cortar 4,3 mil cargos federais comissionados

  1. Prezados colegas Tribunários
    os dados não fecham, pelo menos, não consegui entender. Como não sou especialista na área pública de cargos, seria importante que alguém (ou alguns) pudesse esclarecer melhor, principalmente, n afirmação de que, ” Com as mudanças, o número de cargos de DAS no governo federal cairá de 24.250 para 10.404.”.
    Com a palavra os especialistas.
    Abraço e ótimo final de semana, muito frio mas se tiver sol …
    Fallavena

    • O que acontece, Fallavena, é que 10.462 cargos que eram de livre nomeação (isto é, poderiam ser ocupados por qualquer pessoa), e então abrigavam não-concursados, pessoas de fora, agora só poderão ser ocupados por funcionários de carreira, causando a demissão dos 10.462 “penetras”. Como os concursados já estão na folha, o custo desses cargos cai do salário integral para apenas a gratificação de função para os concursados.

      • Wilson
        Se for assim, fica provado também que, foram contratados desnecessariamente: retiram 10.000 e colocam nos cargos quem já está!
        Este país é uma zona completa.
        Abraço

        • Os cargos DAS, originalmente, foram criados porque quando alguém assume um cargo alto no serviço público, como ministro ou secretário de estado, é razoável que queira trazer consigo, para ajudá-lo, alguma pessoa de sua confiança, que nem sempre faz parte do quadro de concursados. A idéia original faz sentido. Eu mesmo já fui titular, faz mais de vinte anos, de um cargo desse tipo aqui em Minas, quando o então Secretário de Justiça me chamou para dirigir o planejamento da pasta. Só que, com o passar do tempo, a função desses cargos foi desvirtuada e seu número foi escandalosamente aumentado, passando a servir para abrigar correligionários políticos desempregados e fazer o aparelhamento dos órgãos públicos.
          Aí virou, como você disse, uma zona completa…

  2. Manter Comissionados é o mesmo que criar cobras dentro de casa.

    Em menos de um mês Temer teve vários exemplos.

    Este procedimento faz parte da assepsia administrativa.

  3. -Em termos de municípios, os comissionados (na verdade, só os cabos eleitorais são contratados nesses cargos), como sabem que perderão a boquinha quando o prefeito (ou o vereador) perder a eleição, tentam roubar a maior quantidade possível para gastar quando estiverem desempregados.
    -O senhores acham que os deputados são caros? Então procurem conhecer o estrago e a esculhambação no nível das prefeituras! Os senhores ficarão abismados! É desanimador: uma quadrilha no poder e outra esperando para entrar…

    -Por isso eu acho que no serviço público deveria ter apenas pessoas concursadas, que não devem favor a ninguém e têm medo de perder o emprego. Como o comissionado saber que ficará desempregado mesmo, independente do que fizer no cargo, mete a mão sem pena!

  4. Despertas tu que dormes: Há pouca saída para Temer.

    Gostaria imensamente, que o governo interino do vice desse certo e acho que não há outra alternativa pensando nos destinos da nação e do seu povo.

    No entanto, claro está que o vice está refém da Câmara e principalmente do Senado, que tem a responsabilidade de referendar ou não o impeachment de Dilma.

    Com esse pequeno detalhe, os ministros nomeados por Temer seguiram o critério da base aliada, o chamado Centrão do PMDB. São hilárias e acéfalas algumas nomeações, que de tão ridículas. a simples menção delas já causa espanto e tristeza.

    Temer dorme o sono profundo dos deuses do Olimpo deixando seus carros chefes no front interno ( Meirelles) e externo ( Serra) comandarem a seu bel prazeres os destinos da nação. Não é o presidente quem define as políticas nacionais, mas esses senhores vaidosos. Há se tivessem lido o filósofo Sócrates, que mesmo sabendo muito disse: “Só sei que nada sei”. Serra e Meirelles acham que sabem de tudo. Os dois são economistas, certo, portanto, em algum momento aflorará a divergência. É esperar para ver. Lembro da situação do Ministro Mário Henrique Simonsen e Delfin Netto, ambos economistas e participes do mesmo governo militar. Pois bem, Simonsen acabou saído e entrou exatamente seu competidor Delfin Netto.

    Tocando o governo administrativamente, o gaúcho Eliseu Padilha. Todos sabem, que os últimos ocupantes desse importantíssimo cargo acabaram em situação complicada: Dirceu, Dilma, Erenice, Mercadante e Jaques Wagner. Já pode ser considerada uma maldição.

    Nas privatizações, que Dilma cismou em chamar de concessões, Temer deixou na mão de Moreira Franco.

    Sinceramente, tudo isso é nitroglicerina pura. Veremos mais adiante.

    A função de quem escreve é ir na raiz dos acontecimentos e mostrar ao leitor a visão particular do articulista, que não tem a pretensão de abraçar a verdade absoluta dos fatos presentes e suas consequências futuras. Para ajudar o governante e tentar esclarecer o que está obscuro é que fazemos a crítica. Escrever a favor, de quem quer que seja, em nada contribui para o conhecimento, ou seja, não serve para nada tratando-se de pura perda de tempo.

  5. Dos 7.051 cargos em comissão e função de confiança sem vínculo efetivo com a União, temer está cortando 4.307 cargos, isto é, 61% dos parasitas. Pode melhorar muito este número!

    Ainda falta rever os 23.755 contratados temporários. É preciso haver concurso para estes.

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