Temer já antecipara o retorno, devido às novas denúncias contra três ministros

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Novas denúncias incriminam Picciani, Moreira, Geddel e Jucá

Eduardo Barretto
O Globo

O presidente da República, Michel Temer, já embarcou de volta ao Brasil. Ele saiu de Tóquio às 11h30 da manhã desta quarta-feira, no horário de Brasília. Inicialmente, a previsão era que ele retornaria às 23h. O presidente Michel Temer saiu do Japão antes que a prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, fosse decretada. Antecipando a volta em cerca de 12 horas, Temer decolou de Tóquio às 11h30 da manhã, no horário de Brasília, cerca de uma hora antes de despacho do juiz federal Sérgio Moro.

Às 9h30 desta quarta-feira, no horário de Brasília, havia ainda a possibilidade de Temer conceder uma coletiva de imprensa em Tóquio, o que não aconteceu. Temer saiu de Brasília para viagens à Índia, para encontro dos Brics, e ao Japão na última sexta-feira. A chegada a Brasília estava prevista para esta sexta-feira de madrugada. Agora, com a antecipação da volta, a comitiva presidencial chegará ao Brasil na noite desta quinta-feira.

O avião deve fazer uma parada para reabastecimento em Seattle, nos Estados Unidos.

ACORDO COM O JAPÃO – O primeiro encontro entre o presidente e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, nesta quarta-feira foi marcado pela assinatura do acordo de promoção de investimentos e cooperação econômica nas áreas de infraestrutura entre o Japão e o Brasil. No discurso, Temer reforçou as mudanças políticas e econômicas no país, destacando as reformas e foco na área de infraestrutura.

— Nossa prioridade é a retomada do crescimento e a geração de empregos, prioridade que perseguimos com pragmatismos tendo aprofundamento na responsabilidade macroeconômica, daí os ajustes fiscais em curso — disse o presidente, acrescentando o forte interesse em planos de parcerias de investimentos no setor de tecnologia e destacando que o Brasil precisa diversificar suas exportações ao Japão.

O premier Abe parabenizou Temer pela visita, realizada após dois meses de governo. E afirmou que os dois países são parceiros que compartilham a mesma responsabilidade e também citou as mudanças realizadas pelo brasileiro na economia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Temer antecipou a volta devido às notícias sobre novas delações premiadas que incriminam ministros de seu governo, como Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Leonardo Picciani, além do ex-ministro Romero Jucá. Os caciques do PMDB estão em pânico, diante da possibilidade de uma delação premiada de Cunha, que pode arrasar a vida de todos eles, sem exceção. O clima é deprimente, na cúpula do Planalto. (C.N.)

 

9 thoughts on “Temer já antecipara o retorno, devido às novas denúncias contra três ministros

    • https://jornalggn.com.br/noticia/em-2003-cunha-questionou-dilma-sobre-contratos-da-petrobras: “Do JOTA … Cunha questionou Dilma em 2003 sobre contratos suspeitos na Lava Jato
      Fernando Melo
      Em 2003 o Brasil vivia um momento de êxtase. A democracia era vista como um sucesso diante da chegada do primeiro presidente operário ao poder e sua grande promessa de melhorar a vida dos mais pobres com o programa Fome Zero. Enquanto o país debatia este tema, logo nas primeiras semanas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, um deputado do PPB do Rio de Janeiro se interessou por uma empresa e suspeitas de irregularidades que recaíam sobre ela. Para obter as informações que desejava, enviou uma série de pedidos a uma ministra neófita e pouco conhecida nos meios políticos. O deputado tinha interesse em documentos da maior empresa brasileira e pedia respostas sobre processos licitatórios, contratos e seus aditivos. A ministra de óculos de aro grosso e fama de durona recebeu a solicitação por fax da Câmara dos Deputados, na época em que o telefone tinha apenas seis algarismos: 61 319-5626.
      O deputado carioca chama-se Eduardo Cunha.
      A ministra chefiava as Minas e Energia e atende por Dilma Rousseff.
      A empresa era a Petrobras.
      O JOTA teve acesso a centenas de papeis assinados por Cunha e enviados para a Petrobras e para o Ministério de Minas e Energia. Em última análise, eram ambos comandados por Dilma Rousseff, que além de ministra chefiava o Conselho de Administração da estatal.”
      … … …
      CENTENAS!!! abrs.

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