Temer não responde as 82 perguntas da PF e  ainda critica o conteúdo delas

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Rayanderson Guerra
O Globo

A defesa do presidente Michel Temer enviou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira criticando as 82 perguntas enviadas pela Polícia Federal sobre a delação de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, e de outros executivos da empresa. A defesa pede ainda o arquivamento do inquérito que, aberto após a Operação Patmos, investiga Temer por suspeita de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.

Em 14 páginas dirigidas ao ministro do Supremo Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato, os advogados do presidente apresentam 48 razões para Temer não responder às questões da PF.

COMÉDIA BUFA – De acordo com a defesa, o presidente foi “coadjuvante de uma comédia bufa, encenada por um empresário e criminoso confesso e agora está sendo objeto de uma inquirição invasiva, arrogante, desprovida de respeito e do mínimo de civilidade.”

“O questionário é um acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa, além de atentar contra vários dispositivos legais, bem como contra direitos individuais, inseridos no texto constitucional.”

A Polícia Federal enviou o questionário ao presidente com autorização de Fachin. As perguntas foram remetidaS com um prazo inicial de 24 horas para Temer responder, mas a janela foi prolongada para até esta sexta-feira.

ESCLARECIMENTOS – As 82 perguntas se referem, principalmente, à conversa entre o presidente e Joesley Batista que foi gravada pelo empresário durante um encontro fora da agenda oficial. Entre outras questões, a PF pediu a Temer para esclarecer o que ele quis dizer com a frase “Tem que manter isso”, após o dono da JBS dizer que estava bem com ex-deputado federal Eduardo Cunha.

O documento enviado pela defesa ao STF nesta sexta, porém, alega que as autoridades estão mais preocupadas em comprometer o presidente do que mostrar a verdade dos fatos.

“Cumpre inicialmente ponderar que, houvesse Vossa Excelência sido o autor dos questionamentos feitos por escrito ou em colheita de depoimento oral, teria havido, com certeza, uma adequada limitação das perguntas ao objeto das investigações. Indagações de natureza pessoal e opinativa, assim como outras referentes aos relacionamentos entre terceiras pessoas ou aquelas que partem de hipóteses ou de suposições e dizem respeito a eventos futuros e incertos não teriam sido formuladas. No entanto, foram feitas e demonstram que a autoridade mais do que preocupada em esclarecer a verdade dos fatos desejou comprometer o Sr. Presidente da República com questionamentos por si só denotadores da falta de isenção e de imparcialidade por parte dos investigadores “, diz um dos trechos.

SEM PERÍCIA – A defesa alega que, mesmo sem aguardar a perícia do áudio entre Temer e Joesley Batista, o ministro determinou a formulação das questões para serem respondidas pelo presidente. Segundo a defesa, várias perguntas não dizem respeito às funções presidenciais de Temer.

“Há perguntas verdadeiramente invasivas, e portando inoportunas, que procuram simplesmente entrar na vida pessoal do Presidente, afrontando a sua intimidade, sem nenhuma conexão com as investigações”.

“Desde já, e antecipando alguma das razões que trazem dificuldade para o Sr. Presidente da República responder às perguntas da autoridade policial, deve ser salientado, como se fez acima, que diversos questionamentos dizem respeito a fatos estranhos às funções presidenciais; outros referem-se a períodos não cobertos pelo seu mandado; alguns ao relacionamento entre terceiras pessoas. Note-se, que muitos deles partem da premissa do cometimento induvidoso de delitos e não objetivam perquirir a verdade, mas sim revelar meras circunstâncias de crimes que já estariam provados.”

SEM ELEMENTOS – Um dos argumentos enviados por Temer ao STF é que o questionário demonstra falta de elementos incriminadores contra o presidente.

“O questionário demonstra que os trabalhos investigativos, diante da ausência de elementos incriminadores, perderam-se no caminho. Razões que escapam à nossa razão parecem estar conduzindo as investigações por caminhos e veredas que estão, ao que parece, sendo percorridos à revelia de Vossa Excelência. Buscam, sem nenhum critério, métodos ou limites, encontrar qualquer indício, o mais tênue e frágil que seja, para, com o auxílio da mídia, dar uma repercussão a fato que enganosamente possa parecer grave. Assim tem sido e assim será, até que barreiras éticas impeçam o avanço da incompreensão, da intolerância e da falta de respeito que nos vêm atingindo. ”

ROL DE ABUSOS – Em outro ponto, a defesa alega que Michel Temer está sendo “alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da Nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio Estado Democrático de Direito.”

“O vulgo tem questionado “mas o que estão fazendo com o Presidente da República?” e os seus amigos indagam “por que o Michel está sendo tratado desta forma ?”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O texto foi escrito antes da decisão do TSE. O presidente Temer tinha certeza de que seria absolvido, porque no tribunal já estava tudo dominado, como diz a gíria (ou vulgo). Temer pensa que é esperto, mas vai quebrar a cara. A vingança do procurador Rodrigo Janot e do ministro Edson Fachin será maligna, no estilo Bento Carneiro, o verdadeiro vampiro brasileiro. Temer é o falso, foi importado da Transilvânia. (C.N.)

6 thoughts on “Temer não responde as 82 perguntas da PF e  ainda critica o conteúdo delas

  1. entendi: PF 82 X Temer[ilmar] 48> vitória e inversão no ônus da prova…ópera bufa…Bento Carneiro, o verdadeiro vampiro brasileiro. Temer é o falso, foi importado da Transilvânia.

  2. Renan Calheiros não aceitou a notificação judicial e Temer não aceitou responder as perguntas porque sabem que o judiciário brasileiro é cúmplice no saque à nação.

  3. Matéria ” Carta Capital ”

    Michel Temer, o presidente surreal
    por Fábio Terra — publicado 09/06/2017 04h00, última modificação 09/06/2017 11h15
    A melhor forma de entender o apego do peemedebista ao cargo é fazer um restrospecto de todos os esforços feitos para chegar à presidência

    “Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele”, diz o adágio popular. Logo, quem quer ser, que a vista.

    Michel Temer sabe disso muito bem. Assim, a melhor forma de entender a resistência do peemedebista em renunciar ao cargo de presidente é olhar para todos os esforços que ele fez para chegar ao cargo.
    O primeiro sinal da vontade de Temer de ser presidente foi o lançamento, em outubro de 2015, do “Ponte para o Futuro”, um programa de governo do PMDB que, naquela época, ainda fazia parte do governo Dilma Rousseff.

    Pouco depois, ‘vazou’ uma carta em que ele chorava suas mágoas com a presidenta petista. Surrealmente, Temer se disse surpreso com a carta ter vindo a público enquanto que, surpresos, nos perguntávamos: se ele tinha medo do ‘vazamento’ da carta, por que não falou com Dilma pessoalmente? Não trabalhariam os dois no mesmo Palácio do Planalto? Não teria ele, o telefone dela? O Jaburu não fica ao lado do Alvorada?
    Depois, o desejo Temer pela presidência expressou-se pelo partido por ele presidido (e pelo qual ele foi eleito à vice-presidência) ter saído, em 29 de março de 2016, do governo para o qual foi eleito. Embora o PMDB deixasse, então, de ser governo, Temer permaneceu na vice-presidência do governo do qual saiu.
    Obsessivo, em 7 de abril de 2016, portanto, antes do julgamento do impeachment de Dilma na Câmara, ocorreu um novo ‘vazamento’: um áudio de Temer dizendo à nação que se sentia preparado para ser presidente, mesmo ainda existindo uma presidente no cargo.
    Em guerra com o governo com o qual foi eleito, mas do qual saiu, Temer pregava a pacificação e reunificação do país, querendo o cargo de presidente por meio de algo tão pacífico e unificador como um processo de impeachment.
    Temer alcançou seu sonho interinamente em 12 de maio de 2016 e, em definitivo, em 31 de agosto de 2016, quando o Senado ratificou o impeachment de Dilma.
    Porém, permaneceu o caráter surreal de tudo o que envolveu sua chegada ao cargo.
    Em seus seis primeiros meses de governo (interino e definitivo, portanto) Temer perdeu seis ministros. Dos seus cinco assessores especiais, quatro não estão mais com ele e destes, dois estão presos. Claro, é impossível esquecer que ele é o primeiro presidente de nossa história a ser investigado pelo STF por conta do ‘encontro gravado’ entre o presidente e Joesley Batista, em maio de 2017.

    Sejamos todos surreais e finjamos que houve edições no áudio gravado por Joesley: ainda assim, o presidente não o ouviu dizendo que havia comprado juiz e procurador da república? Não percebeu que ele queria atrapalhar a Operação Lava Jato? Não o notou dizendo que pagava propina a Cunha? Achou mesmo que era uma ajuda à uma família despossuída

  4. Só perda de tempo – o jogo era todo marcado, até as perguntas indefectíveis ao Temer tbm!
    Fazem hora demais c/ a nossa cara!
    Espero que aqueles 4 cavaleiros do apocalipse vão p/ o inferno!

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