Temer recua e cancela o decreto que convocou as Forças Armadas

Raul Jungmann anunciou a revogação do decreto

Deu no G1

“A desordem não será tolerada. Não serão toleradas essas manifestações que descambem para o vandalismo e para a violência”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ao anunciar que o presidente Michel Temer revogou nesta quinta-feira (25), por meio de uma edição extraordinária do “Diário Oficial da União”, o decreto que autorizou o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.

No decreto que revogou o ato anterior, o presidente afirma que, “considerando a cessação dos atos de depredação e violência e o consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios”, ele decidiu retirar os militares das ruas de Brasília.

O decreto publicado nesta quinta-feira tem apenas dois artigos:

Art. 1º Fica revogado o Decreto de 24 de maio de 2017, que autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal;

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 25 de maio de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

REUNIÃO NO PLANALTO – A decisão se deu menos de 24 horas após a assinatura do decreto que determinou o envio de tropas das Forças Armadas para o Distrito Federal. Na manhã desta quinta, Temer se reuniu, no Palácio do Planalto, com ministros de seu núcleo político e de defesa para avaliar a eventual saída dos militares da Esplanada e optou pela revogação do decreto.

Participaram da reunião com o presidente da República os ministros Raul Jungmann (Defesa), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme assinalamos aqui na Tribuna da Internet, o decreto foi apenas pirotécnico, baixado depois de terminado o protesto e a baderna. Os militares não podem ficar patrulhando as ruas quando não há manifestações nem ameaças à ordem pública. As Forças Armadas não têm verbas nem logística para manter esse tipo de rotina, que exige rigoroso planejamento. O que é preciso é convocar os militares, antecipadamente, toda vez que for “programado” esse tipo de manifestação. Até porque os milicos não usam balas de borracha e atiram para valer… (C.N.)

11 thoughts on “Temer recua e cancela o decreto que convocou as Forças Armadas

  1. O QUE SERIA BADERNA OU VANDALISMO???

    Grande parte da grande imprensa já começou a desqualificar as manifestações populares que estão ocorrendo em Brasília e na cidade do Rio de Janeiro.

    Evidentemente, não somos favoráveis a atos inconsequentes de violência. Aliás, tais atos são sempre praticados por uma minoria dos manifestantes. Alguns excessos são mesmo inevitáveis, em se tratando de uma atuação coletiva e sem controle. Casos há em que a “massa” se torna incontrolável.

    Nada obstante, é preciso contextualizar toda esta situação caótica, motivada pela perda da paciência de uma população carente, que está assistindo a um cenário de corrupção epidêmica e que seria altamente penalizada pelas tais reformas do senhor Temer, que visa satisfazer, mais uma vez, a cobiça desta classe empresarial elitista e hipócrita.

    No Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, os vencimentos do funcionalismo não estão sendo pagos regularmente e as pensões e aposentadorias estão muito atrasadas.

    Por isso, tomado por muita indignação e alguma dose de emoção, ouso fazer uma espécie de desabafo:

    * Baderna ou vandalismo é um congresso de corruptos modificar cerca de 100 artigos da CLT.

    * Baderna é o negociado sobre o legislado.

    * Baderna é o desemprego cada vez mais crescente.

    * Baderna ou vandalismo é dificultar a aposentadoria das pessoas. Baderna ou vandalismo é diminuir substancialmente a pensão da viúva, quando morre o seu marido.

    * Baderna ou vandalismo é dificultar a aposentadoria dos trabalhadores, enquanto o poder público perdoa altas dívidas de empresários devedores da previdência social;

    * Baderna ou vandalismo é conceder isenções tributárias e renúncias fiscais, quando o poder público corta despesas de cunho social.

    * Baderna ou vandalismo é ser dominado pelo poder econômico.

    * Baderna ou vandalismo é ser governado por um presidente que não tem sequer 10% de aprovação do povo.

    * Baderna ou vandalismo é distribuir rádios e televisões aos amigos endinheirados.

    * Baderna e vandalismo é não ter dinheiro para salvar a vida de um filho, enquanto os “riquinhos” deste país jogam dinheiro “pelo ralo”.

    * Baderna ou vandalismo é ter que chegar às 5 horas da manhã na fila dos hospitais para ser mal atendido ao meio dia ou mais tarde ainda.

    * Baderna ou vandalismo é trabalhar a vida toda e viver eternamente na miséria.

    * Baderna ou vandalismo são os nossos índices de mortalidade infantil e de analfabetismo.

    * Baderna ou vandalismo é a corrupção praticada pela classe empresarial, baderna e vandalismo é a impunidade dos maiores corruptores do país.

    * Baderna ou vandalismo é o Ministério Público Federal e criminosos confessos fazerem, livremente, acordos sobre penas e regimes de cumprimento de penas, subvertendo todos o nosso sistema de justiça criminal.

    * Baderna ou vandalismo é um congresso eleito pelo poder econômico.

    * Baderna ou vandalismo é um presidente da república indiciado em inquérito policial no S.T.F. e “delatado” por várias outras condutas delituosas, etc, etc, etc.

    * Baderna é não fazer “baderna” diante de tantas badernas …

    Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito Processual Penal da Uerj. Mestre e Livre-Docente em Direito Processual (Uerj)

  2. O FHC deveria comprar um sítio e criar galinhas. O cara só dá fora. Certa vez afirmou que o Lula é honesto e a Dilma uma mulher honrada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *