Temer volta a falar demais e tenta ridicularizar alunos que “ocupam” as escolas

O presidente Michel Temer durante Seminário de Infraestrutura e Desenvolvimento do Brasil, em Brasília

Temer participou de um seminário de industriais em Brasília

Gustavo Uribe, Dimmi Amora e Maeli Prado
Folha

O presidente Michel Temer criticou nesta terça-feira (8) o movimento de ocupações de escolas públicas contra a reforma do ensino médio, que prevê a flexibilização dessa etapa. Em discurso a uma plateia de empresários e executivos, o peemedebista afirmou que as pessoas precisam aprender a respeitar as instituições e que, ao ocupar prédios públicos, utilizam o argumento físico em vez do intelectual ou verbal. Com a ocupação em escolas e universidades, o Inep adiou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 271 mil candidatos para os dias 3 e 4 de dezembro.

“Nós precisamos aprender no país a respeitar as instituições, e o que menos se faz hoje é respeitar as instituições. Isso cria problemas e o direito existe exatamente para regular as relações sociais. Hoje, ao invés do argumento intelectual e verbal, usa-se o argumento físico. Vai e ocupa não sei o quê e bota pneu velho em estrada para impedir trânsito”, disse o presidente.

O QUE É UMA PEC? – O peemedebista ainda ironizou o desconhecimento sobre a proposta que estabelece o congelamento de despesas do governo por 20 anos. “[Pergunto] você sabe o que é uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional]? É uma Proposta de Ensino Comercial. Estou dando um exemplo geral de que as pessoas debatem sem discutir ou ler o texto”, disse.

Segundo o peemedebista, a reformulação no ensino médio é discutida há bastante tempo e não tem como objetivo prejudicar os alunos de ensino público. Para ele, não é possível que um estudante, por exemplo, não saiba falar corretamente o português ou regras básicas da matemática. “O que a medida provisória do governo federal faz é agilizar o debate relativo ao ensino médio no país”, disse.

ANIMOSIDADE – Em conversas reservadas, o presidente tem demonstrado preocupação com o clima de animosidade no país, sobretudo contra o governo federal. Nas palavras de um assessor presidencial, os protestos vinham perdendo força desde o desfecho do processo de impeachment, mas voltaram a ganhar fôlego com o movimento de ocupação de escolas e universidades.

No mês passado, o presidente ironizou também uma manifestação realizada em frente ao Palácio do Planalto contra a flexibilização de direitos trabalhistas. Em discurso a uma plateia de empresários e comerciantes, o peemedebista afirmou que aqueles que protestavam com vuvuzelas “aplaudem este grande momento do governo federal” e sugeriu que fossem oferecidos empregos aos manifestantes que estivessem desempregados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Está acontecendo alguma coisa estranha com o presidente Michel Temer. No Congresso todos sabem que uma de suas principais características é a discrição. Sempre foi de falar pouco, em frases curtas, e raramente sorri. No entanto, depois que virou presidente da República, ele mudou muito. Passou a falar impropriedades e a pagar micos. Numa das primeiras reuniões de ministros, foi logo dizendo que sabia lidar com bandidos. Agora, a mancadas estão mais frequentes. Será que Temer está tomando os mesmos remédios de tarja preta que eram receitados à então presidente Dilma Rousseff, para conter as crises de fúria? (C.N.)

27 thoughts on “Temer volta a falar demais e tenta ridicularizar alunos que “ocupam” as escolas

  1. “ANDRÉ MOURA TENTA DETER DELAÇÃO DA ODEBRECHT (O Antagonista)

    Brasil 08.11.16 18:57
    A Câmara dos Deputados está para votar, talvez ainda hoje, o PL 3636, sobre os acordos de leniência, relatado por André Moura, líder do governo.

    É um projeto vergonhoso, que tira o TCU dos acordos, não exige que a leniência seja prerrogativa da primeira empresa a colaborar com a Justiça, não requer aval do Ministério Público e paralisa todos os processos em que uma empresa é ré.

    O projeto foi feito sob medida para calar a boca de Marcelo Odebrecht ainda em 2015 — e, oportunamente, ressuscitado agora. Se aprovado, permitirá a todas as empreiteiras que continuem a ser irrigadas dinheiro público.

    É grande o desespero para tentar evitar que a Odebrecht avance nas delações de políticos.”

  2. “O foro privilegiado do Judiciário (O Antagonista)

    Brasil 08.11.16 19:15
    O CNJ também confirmou hoje a aposentadoria compulsória do desembargador do TRT de Goiás Júlio César Cardoso de Brito, condenado por quebra de deveres de magistrado, tráfico de influência, improbidade administrativa, advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio.

    Cardoso se envolveu com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.”

  3. “Mais uma aposentadoria premiada (O Antagonista)

    Brasil 08.11.16 19:13
    O CNJ condenou a juíza Olga Regina de Souza Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), por envolvimento com o narcotráfico. A pena? Uma gorda aposentadoria compulsória.

    O Brasil é um país de castas.”

  4. “O foro privilegiado do Judiciário (O Antagonista)

    Brasil 08.11.16 19:15
    O CNJ também confirmou hoje a aposentadoria compulsória do desembargador do TRT de Goiás Júlio César Cardoso de Brito, condenado por quebra de deveres de magistrado, tráfico de influência, improbidade administrativa, advocacia administrativa, corrupção passiva e exploração de prestígio.

    Cardoso se envolveu com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.”

    “Mais uma aposentadoria premiada (O Antagonista)

    Brasil 08.11.16 19:13
    O CNJ condenou a juíza Olga Regina de Souza Santiago, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), por envolvimento com o narcotráfico. A pena? Uma gorda aposentadoria compulsória.

    O Brasil é um país de castas.

  5. O mais ridículo disso tudo são os emergumemos mimises que dizem que essa essa rapaziada mão saber o que é uma PEC
    Porém ao mesmo tempo dizem que eles podem ser condenados pois sabem o que ocorre na vida real.
    Capachos de bancos ;

  6. Temer não ridicularizou ninguem. Apenas falou a verdade. se a verdade é ridícula, sinto muito. Ademais, essa movimentação é política, onde partidos escorraçados do poder tentam esculhambar mais um pouco o país, manipulando estudantes do ensino médio.

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