Teori livrou-se imediatamente do assessor que assinou manifesto lulopetista

Teori fez o assessor se demitir e depois elogiou a atuação dele 

Márcio Falcão
Folha

Um dia após endossar um manifesto em defesa da decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o juiz Sergio Moro, Manoel Lauro Volkmer de Castilho pediu exoneração do cargo que ocupava no gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

Castilho era assessor técnico do ministro e ocupava cargo comissionado no Supremo desde novembro de 2014. Desembargador aposentado do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4a Região, ele é casado com a vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko de Castilho.

Teori afirmou que o assessor não atuava na área criminal, portanto, não trabalhava com processos da Lava Jato, mas que é preciso garantir a isenção do gabinete. O ministro reconheceu o desgaste com a participação do assessor no texto que apontou que Lula “é alvo das elites e a oligarquia, inconformadas com a ascensão da esquerda ao poder que iniciaram uma verdadeira caçada ao petista com o apoio da grande mídia”.

ELOGIO AO ASSESSOR – “É uma figura fora de série, um profissional de altíssimo nível, eu compreendo as razões pelas quais ele assinou esse manifesto. Ele foi consultor-geral da União, mas para evitar constrangimento ele tomou a iniciativa de pedir exoneração do cargo e eu aceitei”, explicou o ministro.

“Eu acho que o problema que tem é que não se pode separar a figura das convicções pessoais dele, inclusive tendo servido como consultor-gral da União, com o atual cargo que ele ocupa, trabalhando no Supremo, em gabinete. O conteúdo do documento pode aparentemente fazer com que se façam leituras incompatíveis. Ele percebeu isso e tomou a iniciativa”, emendou.

“Para todos os efeitos, o importante não é só ser, mas parecer”, completou.

NÃO É COMIGO – Teori não quis comentar o teor político do manifesto. “Esse assunto não é comigo. Eu já tenho problemas para resolver. Vou resolver os meus problemas”, afirmou.

O ministro também desconversou sobre a decisão da defesa de Lula de recorrer à ONU. “Eu não vou me manifestar sobre esse assunto, porque realmente acho que é impertinente eu me manifestar. Eu vou continuar seguindo meu modelo de trabalho. Vou procurar resolver os problemas de maneira muito clara. As minhas decisões são decisões que procuro fazer para que todas as pessoas entendam os fundamentos que eu adoto”, disse.

“Vou decidir claramente, de uma maneira aberta. Aquilo que é possível publicar vocês sempre vão ter acesso, como sempre tiveram. Agora sobre outros assuntos eu prefiro não me manifestar porque cada macaco no seu galho”, disse.

APOIO A LULA – A assinatura do assessor de Zavascki se junta a mais de 200 que corroboram a nota direcionada ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

Entre os apoiadores do documento também estão o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, o ex-conselheiro do CNJ Marcelo Neves, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da OAB-RJ, e o subprocurador-geral da República Carlos Vasconcelos.

O texto afirma que “embora tenha deixado a Presidência da República há cerca de seis anos, Luiz Inácio Lula da Silva continua sofrendo ataques preconceituosos e discriminatórios. Agora as ofensas estão acompanhadas de uma tentativa vil de criminalizar o ex-presidente”, diz o texto.

Segundo a nota, preconceito e discriminação explicam a perseguição ao petista. “Porque ele é filho da miséria; porque ele é nordestino; porque ele não tem curso superior; porque ele foi sindicalista; porque foi torneiro mecânico; porque é fundador do PT; porque bebe cachaça; porque fez um governo preferencialmente para as classes mais baixas e vulneráveis; porque retirou da invisibilidade milhões de brasileiros etc.”, diz.

“Fosse Luiz Inácio Lula da Silva um homem de posses, sulista, ‘doutor’, poliglota, bebesse vinho e tivesse governado para os poucos que detêm o poder e o capital em detrimento dos que lutam sofregamente para ter o mínimo necessário para uma vida com dignidade, certamente a história seria outra. Grande parte daqueles que rejeitam Lula o fazem pelo que ele representa e pelo que ele simboliza.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, Lula alega que está sendo perseguido politicamente porque gosta de uma cachaça. Na petição à ONU, Lula deveria ter citado como exemplo o líder russo Boris Yeltsin, que gostava de vodka, vivia mamado, nunca sofreu perseguição política e governou até o final. Quanto a Dilma Rousseff, que não bebe, a perseguição política não tem razão de ser, segundo a teoria de Lula. (C.N.)

8 thoughts on “Teori livrou-se imediatamente do assessor que assinou manifesto lulopetista

  1. Com isto vemos a “qualidade” de certos assessores dos ministros do supremo. Como os assessores pensam como os chefes, e assim são escolhidos, agora, também sabemos como pensa o Teori.

  2. O lula não bebe vinho? E aquele monte de garrafas de vinho, que dizem precisou ser carregado numa câmara fria, seriam para a Maríza fazer sagu?
    Alguém anda fazendo uso em excesso da “marvada”.

  3. NÃO SOU CONTRA AS ORIGENS NEM A INTELIGÊNCIA DO LULA, QUE CONSIDERO UM GÊNIO, EMBORA UM GÊNIO DO MAL. VALEU-SE DE SUA ASCENDÊNCIA POBRE PARA ELEGER-SE, AGORA, DEPOIS DE FAZER MUITA MERDA, QUER FUGIR PARA OUTRO PAÍS E LIVRAR-SE DA PUNIÇÃO DOS ROUBOS QUE FEZ.
    ELE NÃO PASSA DE UM LADRÃO ESPERTO. A JUSTIÇA BRASILEIRA, SE FOR HONESTA, O TRATARÁ COMO OS DEMAIS CRIMINAIS: CADEIA !!! TRABALHEI FEITO UM ESCRAVO A VIDA TODA E MINHA APOSENTADORIA MAL DÁ PARA COMER. VOU TER QUE ABANDONAR MEU PLANO DE SAÚDE, AOS 78 ANOS DE IDADE. PROVAVELMENTE, SEREI ENTERRADO COMO INDIGENTE. LAMENTO, PROFUNDAMENTE, PELO FUTURO DOS JOVENS BRASILEIROS QUE AINDA ESTÃO GOZANDO UMA INFÂNCIA TÃO CHEIA DE ESPERANÇAS.

  4. No caso do Yeltsin, ele sofreu um impeachment em 1993 por violar a constituição russa, e só não saiu do cargo porque os generais russos preferiram apoiá-lo, certamente pensando que iriam receber alguma grana dos americanos, e abriram fogo contra o parlamento, com aplausos da mídia ocidental tão defensora da legalidade e da democracia. Com isso, Yelstin pôde continuar no poder, ganhando uma reeleição roubada, e desgraçar a Rússia até 1999, quando Vladimir Putin o obrigou a renunciar.

  5. Por esse tipo de “assessores jurídicos” é que as altas cortes do país navegam contra a Constituição e o Interesse Público. Há gente nesses espaços que só estão preocupados em salvar o “canalha mor do Brasil” seus Familiares e Cumpanheiros de Ilícitudes , que devastaram o Brasil e tem que responderem pelos crimes de Traição, Lesa-Pátria e Assaltos Generalizados a todos os Cofres Públicos do Brasil . Basta ler as “procrastinações criminosas” que tem as impressões digitais dessa gente que não merece nosso respeito e não nos representa na vida brasileira ! XÔ PETRALHAS !!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *