Terceira decepção de Felipão: três jogos, nenhuma vitória

Helio Fernandes

Os primeiros 45 minutos, inteiramente perdidos. Inacreditável e incompreensível, o Brasil não conseguiu jogar pelo menos alguma coisa parecida com futebol. Desequilibrada, desencontrada, desarmonizada, a seleção foi praticamente dominada pela russa. Nos primeiros 21 minutos, Julio Cesar fez quatro defesas, o Brasil não conseguia descobrir se os russos tinham goleiro.

A partir dos 29 minutos, o Brasil conseguiu manter o jogo igualado, pelo menos na fragilidade. Mas teve posse de bola maior, embora não soubesse o que fazer com essa bola. Alguém poderia dizer (seria Felipão, que gritava muito?) que a bola é para jogar futebol.

Mas para isso, seria necessário um mínimo de técnica, tática, estratégia. O que faltava dentro de campo (jogadores) e fora (Comissão). Individualmente, todos se perderam ou perdiam a bolsa, quando conseguiam a conquista.

O jogador mais visto com a bola foi Daniel Alves, por causa dos laterais batidos. Mas ninguém aproveitava.

A vantagem da falta de futebol nos primeiros 45 minutos e a falha geral facilitaram a vida de Felipão no vestiário. Pode substituir qualquer um, na defesa, no meio do campo ou no ataque. Kaká, Fred, Oscar e até Neymar precisam explicar o que não fizeram nos primeiros 45 minutos. Esperemos ou esperamos que façam quando voltarem.

O BRASIL NÃO SOBREVIVEU
NO SEGUNDO TEMPO

Nos 15 minutos do segundo tempo, a seleção voltou melhor. Mas era melhora quase invisível. Os russos continuavam batendo muito, mas dava para ver que recuaram bastante, o Brasil dominava até mesmo o meio do campo, mas sem resultado. Nem espetáculo nem resultado, tudo chatíssimo.

Aos 18 minutos, quase Neymar abre o placar, não fez. Num outro dia qualquer teria feito. Aos 21, Felipão resolveu botar em campo o “russo” Hulk, o maior salário da Rússia. Mas por que tinha que tirar o Oscar? Mas tirou, exatamente como no jogo contra a Itália.

Aos 27 minutos, o que não era tão esperado: o gol da Rússia. Terrível confusão, a bola custou a entrar, foi tirada três vezes de cima da linha, acabou entrando.

Aos 32, finalmente tirou Kaká, que como todos, fazia péssima atuação. Entrou Diego Costa, que não fez nada no último jogo. Tinha 15 minutos para pelo menos justificar a convocação.

Aos 44 minutos, saiu o gol do Brasil, numa grande jogada de Hulk. E o único aparecimento de Fred. Os russos não acreditavam que haviam conseguido o empate com a seleção do Brasil. Não era do Brasil, era do Felipão.

###

PS – Antes do jogo, Felipão deu entrevista coletiva, em pleno campo do Chelsea. Textual: “É com grande satisfação que volto ao Estádio do Chelsea, onde trabalhei uma parte muito agradável da minha vida”.

PS2 – Esqueceu que foi demitido do cargo de treinador do Chelsea, saiu brigado. Exigiu (?) indenização tão absurda que levaram tempo para pagar, depois do total “exigido” se transformar num total razoável e compreensível.

PS3 – Felipão chama de satisfação ter trabalhado com esse Abramovich.
Bandido, mais do que corrupto, ladrão. A fortuna que tem hoje foi roubada do povo nas vésperas do regime deixar de ser soviético e voltar a ser russo.

PS4 – Até hoje ninguém entende por que a Grã-Bretanha se recusa a devolvê-lo à Rússia. Exílio? Asilo? Por que? Devia estar em penitenciária de segurança máxima.

PS5 – Os russos são fraquíssimos, não devemos criticá-los exageradamente, a Rússia é um dos melhores mercados profissionais. Mas como praticantes de futebol, a União Soviética era melhor.

PS6 – Ninguém se destacou. O mais triste é ver a Neymar desperdiçar o capital futebolístico que acumulou numa rápida carreira.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *