Terrorismo transnacional e seus novos atores

Paulo Solon

Gostei da denominação “terrorismo transnacional e seus novos atores”. Porque terrorismo com velhos atores começou com o Papa Urbano II em 1096, proclamando a Primeira Cruzada no Concílio de Clermont, precisamente na França do pusilânime Sarcozy.

Foi uma proclamação de terror contra os Muçulmanos do mundo conhecido naquela época. E assim, os exércitos Cristãos oriundos da França chegam a Constantinopla, promovendo massacres e canibalismo em seu trajeto. Tudo bolado na França. Em 1097 promovem a batalha de Doryleum e o cerco de Antiochia. Em 1110, quando a Universidade de Paris foi fundada, já começavam a idealizar a formação dos Cavaleiros Templares e dos Hospitalares, duas ordens monásticas e terroristas cristãs que se formaram em 1120.

Em 1123, os Cruzados (terroristas) promovem o Primeiro Concílio Laterano. Mas em 1144 a cidade de Edessa cai nas mãos dos maometanos. Pouco depois, já na Segunda Cruzada, houve o recuo do sítio de Damasco. Damasco é ocupada por Nur ed-Din. Com os saques efetuados pelos Templares e pelos Hospitalares, se inicia em 1163 a construção da Notre Dame de Paris. Em 1174, Saladin se apodera de Damasco.

Em 1186, quando São Francisco de Assis era criancinha, o Papa Gregório VIII proclama a Terceira Cruzada Terrorista.

É um desfile monótono de terror perpetrado pelos Cruzados contra os Muçulmanos, quase que o tempo todo, até a última Cruzada, em 1291, com a queda do Acre.

Isso incentivou também o terror praticado pelos muçulmanos, claro. Surge a seita extremista denominada Os Assassinos, fundada por Hasan As’Sabah, que estabeleceu seu quartel general na fortaleza de Alamut (Ninho de Águia), bem no topo montanhoso do norte da Pérsia. Hasan lança uma campanha de terror contra os Cristãos e também contra os Muçulmanos Sunitas.

Vale também lembrar aqui que durante as Cruzadas houve o primeiro holocausto praticado contra os judeus, pelos cristãos, claro, não pelos muçulmanos.

A juventude que foi chamada para a missão terrorista dos Assassinos era conhecida como hashshasheen, ou “bebedores de hashish”, daí o termo assassinos.

Poco depois começa a primeira Jihad: Guerra Santa contra os franceses. (Foi quando o Papa convocou a Segunda Cruzada). Os grandes terroristas das Cruzadas eram todos franceses, como o famigerado Reynaldo de Chatillon (que foi decapitado por Saladin, pessoalmente).

São Luis, que participou das Cruzadas e morreu na Tunísia, em 1270, era francês. De sorte que o atual Papa Sarcozy sabe muito bem que quem inventou o terrorismo foi a França. Está apenas querendo tirar proveito, tirar vantagem do acontecimento na escola judáica, em favor de sua reeleição.

A História não mente. Como disse Einstein, “Testei o homem. É um inconsequente”.

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