Thomaz Bastos ganha o primeiro round: Cachoeira não vai à CPI

Carlos Newton

Os jornais anunciam que o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, concedeu  liminar requerida pelo ex-ministro Marcio Thomaz Bastos em favor do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspendendo o depoimento que o empresário faria na CPI que investiga as relações dele com agentes públicos e privados.

Os membros da CPI já trabalhavam com a possibilidade até mesmo de reconvocar o empresário, caso ele ficasse em silêncio durante o depoimento, como a defesa do empresário havia previsto, alegando que ele não teve acesso a todas as peças de acusação.

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A MULHER DE GURGEL

O senador Fernando Collor (PTB-AL) apresentou requerimento para convocar a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio Marques para depor na CPI do Cachoeira. O pedido para trazer à comissão a mulher do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, baseia-se no depoimento do delegado Raul Alexandre Marques Sousa, responsável pela Operação Vegas.

O delegado disse que Cláudia, designada pelo marido para cuidar do caso, alegou não ter encontrado indícios para pedir abertura de investigação contra parlamentares por envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira em 2009 no Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Cláudia disse que a decisão de segurar a apuração foi tomada à época em conjunto com Marques Sousa. Ela considerou que a decisão foi acertada pelo resultado que a Operação Monte Carlo teve, ao levar à prisão Cachoeira e mostrar indícios concretos da participação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e dois deputados com o contraventor.

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A CULPA É DO MENSALÃO

“Não foi uma decisão minha. Foi nossa. Entendi que não tinha elementos na época para ir ao STF. Poderia ter conversas relevantes no aspecto político ou ético, mas não tinha crime. Decidimos que era conveniente esperar”, afirmou a procuradora, que disse estar à disposição para ir à CPI esclarecer sua participação.

Ela atribuiu o questionamento feito por parlamentares à sua atuação a uma tentativa de desgastar seu marido às vésperas do julgamento do mensalão.

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