“Todos subestimam Bolsonaro, e foi assim que ele elegeu”, lembra cientista político

Eleições 2018: Como Bolsonaro superou a bolha radical na internet e terminou o 1º turno na liderança - BBC News Brasil

Subestimado em 2018, Bolsonaro teve 46% no primeiro turno

Mariana Schreiber
BBC News Brasil

A ideia de dar um segundo mandato ao presidente Jair Bolsonaro hoje é rejeitada pela maioria da população, segundo diferentes pesquisas eleitorais. Esses mesmos levantamentos mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como favorito para vencer a disputa presidencial do próximo ano.

Apesar disso, o cientista político Creomar de Souza, professor da Fundação Dom Cabral e fundador da consultoria política Dharma, avalia que Bolsonaro se mantém um candidato competitivo, com chances de permanecer no Palácio do Planalto em 2023.

CHAVE DO COFRE – Em entrevista à BBC News Brasil, o analista lembra que o presidente mantém nas mãos a “chave do cofre”, ou seja, recursos para tentar reverter sua impopularidade com políticas de governo, como o aumento de transferências de renda, seja com a prorrogação do auxílio emergencial ou a ampliação do Bolsa Família.

Além disso, acredita que “o canal paralelo de comunicação” construído por Bolsonaro e seus apoiadores por meio de grupos de WhatsApp e Telegram, terã novamente papel importante na eleição, como forma de divulgar mensagens favoráveis ao presidente e “destruir reputações” de adversários. Para Souza, mesmo narrativas que pareçam pouco convincentes para parte da população podem cativar eleitores.

“O desemprego, o retorno da fome, a inflação: tudo isso gera uma enorme dificuldade para Bolsonaro. O que o presidente tem feito é jogar a conta da inflação no ‘fique em casa durante a pandemia’. Me parece ser uma manobra muito difícil, mas não é uma manobra que não possa colar”, afirma Creomar de Souza.

CASO DA CLOROQUINA – “Não podemos trabalhar com a ideia de que o eleitor é invulnerável a percepções que nós não consideremos objetivas da realidade. Temos que lembrar que, no fim das contas, muita gente tomou cloroquina e outros medicamentos que não tinham comprovação científica alguma, mas se curaram. Isso acontece”, reforça.

Para o professor, o cenário de 2018 está se repetindo agora, com uma ampla subestimação do potencial do presidente.

“Todo mundo subestima o Bolsonaro. O Lula subestima o Bolsonaro. Quem quer fazer terceira via subestima o Bolsonaro. Até quem está com o Bolsonaro subestima o Bolsonaro. E uma característica bem importante do Bolsonaro como persona política é o fato de que ele chegou onde está com todo mundo o subestimando”, lembra.

PODE SER REELEITO – “Foi assim que ele chegou à Presidência da República. Assim ele vai finalizar o mandato, provavelmente sem impeachment, e assim ele pode inclusive ser reeleito”, acrescenta o criador da consultoria política Dharma.

Na sua visão, ao subestimar Bolsonaro, a oposição tende a se fragmentar, gerando um cenário mais favorável para o presidente estar no segundo turno, com chances de se reeleger.

“Em algum sentido, essa fraqueza aparente do Bolsonaro dá a impressão de que qualquer outro candidato pode derrotá-lo, e esse é o principal vetor que impede a construção de qualquer tipo de coalizão”, ressalta.

BASE DE VOTANTES – “O grande número de candidatos será a melhor chance do Bolsonaro. Quanto mais fragmentada for essa oposição, quanto mais candidatos existirem, melhor para Bolsonaro, porque ele tem uma base concentrada de votantes. Se os (demais) votos estiverem muito diluídos em outros nomes, ele está no segundo turno”, diz ainda.

Em sua opinião, em uma eleição que tem tudo pra ser altamente tumultuada, que caminha pra ter dois protagonistas (Bolsonaro e Lula) que são antagonistas e que despertam muitas paixões positivas e negativas, essa conjuntura gera um caldeirão que pode acabar beneficiando Bolsonaro, devido ao antilulismo que ainda existe.

“Ou seja, a reeleição é possível!”, salienta o cientistas político Creomar de Souza.

8 thoughts on ““Todos subestimam Bolsonaro, e foi assim que ele elegeu”, lembra cientista político

  1. Dessa vez não terá facada. O que vai aparecer sem ele precisar de ir a debate? Se abrir a boca perde, mas subestimar colocando poste e falando também besteira pode fortalecer.
    O melhor para o país é Ciro com seu PND.

  2. BASTA de polarização enganosa, do nada por coisa nenhuma, em termos de mudanças de verdade: sérias, estruturais e profundas. O LEÃO RUGE, PORQUE O TEMPO URGE. Piruá, ou Pipoca ? Continuísmo da mesmice, ou Transformação ? É essa a polarização que deve ser feita porque é a que pode resolver o nosso Brasilzão e a vida da nossa população que não aguenta mais tanta confusão, fake news, mentiras, enganação e empulhação, via golpe e via eleição. O fato é que na democracia da ditadura partidária, detentora do monopólio eleitoral, que proíbe candidaturas avulsas, ninguém pode ser candidato a cargos eletivos senão através de um partido. Em assim sendo, como de fato é, a Revolução Pacífica do Leão, a RPL-PNBC-DD-ME, a Evolução Democrática, a mega-solução para o nosso Brasilzão, pela redenção da política, do país e da população, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, a Terceira Via de Verdade, antissistema, a Democracia Direta com Meritocracia, a nova política de verdade, o contraponto a tudo isso que ai está, há 131 anos, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, não tem como se apresentar ao distinto público como opção eleitoral e de poder senão através de um partido, ou direto das ruas para os palácios. E na seara partidária, o REDE e a Marina Silva, são o partido e a liderança que, pelo menos no discurso, estão mais próximos da RPL-PNBC-DD-ME, entre os quais rola até um certo flerte explícito há algum tempo, aos quais, face ao adiantado da hora, urge perguntarmos se o bom partido quer namorar e casar com o megaprojeto, já, tendo em 2022, facultando ao partido e à liderança o direito à cabeça da chapa, reservando ao projeto pelo menos a Vice, para caracterizar a união, que é o que estamos propondo ao REDE e à Marina Silva, esperando uma resposta, positiva ou negativa, porém com urgência urgentíssima, porque o tempo urge. https://glo.bo/3lPuGoL #GloboNews

  3. Que DEUS tenha piedade do Brasil e não permita que o boçal seja eleito outra vez ! Tanto ele quanto seus filhos já causaram desgraça suficiente a esse povo tão sofrido que já não aguenta mais !!!

  4. Bolsonaro foi eleito pela mídia que endeusava Moro / Dalagnol / Lava Jato.
    Ou seja o anti Lula.
    Depois de eleito passou a promover barracos começando pelos apoiadores mais próximos. Brigou com Deus e o Mundo. Teve que sair do PSL.
    Aí começou a ser conhecido. Um cara “de família” já no terceiro casamento. Ex mulher e três filhos na política.
    Rachadinhas, assessores milicianos. Tudo gente boa.
    E tem a Pandemia, um verdadeiro desastre de gestão.
    Precisa mais?

  5. Declaro publicamente que sou um eleitor do subestimado Bolsonaro.
    Não me emprenho pelos ouvidos ou pelos olhos, não é nenhuma narrativa subsidiada que vai me fazer perder o rumo e virar massa de manobra de falsos profetas e fariseus.
    Os sequelados do desmame argentário ou de viúvas do estalinismo vão tomar castigo por sempre apostar e torcer para o pior.
    Até a Cantanhede já percebeu que esse negócio de genocida, já deu.
    Ficar inventando picuinhas, apelidos, crimes fictícios e papo de coveiro não acrescenta nada, vão ficar vagando eternamente nas margens do Estige esperando por Caronte.

  6. Não gostar de Bolsonaro dá nisso: Tabata do Amaral vai no twitter dele e tasca, Bolsonaro deixe eu menstruar!
    Bolsonaro responde, e quando foi que eu proibi?
    Essa Tabata é um favo de mel e Bolsonaro é um tosco que gosta de travar a menstruação das madames. Bolsonaro é um ginecofóbico genocida!

  7. O destino do mito está ligado a um bom desempenho da economia, ela indo em frente não ninguém. De nada adiantarão os gritos da mídia mainstream, da “academia”, dos intelectuais e dos artistas, o povo é que escolhe, se estiver empregado, recebendo salário e tiver pão na mesa, já era, é mito de novo. É pena esta constatação, mas é o que teremos, a continuidade dos desgovernos pestistas por mais quatro anos.

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