Toffoli precisa explicar a blindagem de sua mulher, que lhe dava mesada de R$ 100 mil

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Charge do Kacio (kacio.art.com)

Carlos Newton

É desagradável e nada ético esse comportamento da revista Crusoé, ao tentar usurpar a autoria da denúncia de que o ministro Dias Toffoli usou o recurso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para blindar a própria mulher, Roberta Maria Rangel, e também Guiomar Feitosa, que é mulher de Gilmar Mendes. As duas são importantes advogadas em Brasília – Roberta tem escritório próprio e Guiomar é associada ao famoso jurista Sérgio Bermudes.

Publicamos esta informação no dia 13, em cima do lance, logo após o ministro Toffoli ter assinado a ensandecida liminar apresentada pelos advogados de Flávio Bolsonaro, que se encaixou perfeitamente na dupla blindagem matrimonial que Toffoli precisava estabelecer para ele e o ministro Gilmar Mendes, que foi seu preceptor no Supremo e se tornou seu melhor amigo.

TOFFOLI, CALADO – Publicamos seguidas reportagens a respeito da blindagem de Toffoli às duas mulheres, mas o ministro silenciou, não fez comentários, mantendo a estratégia que usa quando é atingido.

Ele ficou calado antes, quando saiu a notícia da reforma de sua casa à beira do Lago Paranoá, paga pela empreiteira OAS, segundo matéria de Robson Bonin, Thiago Bronzatto e Rodrigo Rangel na Veja, em agosto de 2016, e também manteve o silêncio recentemente, em julho de 2018, quando os repórteres Eduardo Barretto e Filipe Coutinho, da Crusoé, descobriram a mesada de R$ 100 mil que recebia da própria mulher e ninguém sabe se continua recebendo.

Nas mesmas reportagens, revelamos que somente as duas mulheres e o próprio Toffoli estavam blindados, porque o senador Flávio Bolsonaro responde a um inquérito pesado que não partiu de relatório do Coaf, da Receita ou do Banco Central, referindo-se a enriquecimento ilícito e crimes eleitores.

TEM DE SE EXPLICAR – No caso, estamos reivindicando a autoria da denúncia, porque é a segunda vez que a Crusoé faz essa falcatrua. Em outra oportunidade, assumiu a autoria de matéria que a TI publicara com exclusividade, fato que foi reconhecido pelo O Globo.

Agora já nem interessa a falta de ética quanto ao autor da denúncia, o que importa é que Toffoli não pode continuar calado, fazendo olhar de paisagem, como se diz hoje em dia.

Ele tem de explicar essa coincidência, que foi no estilo Vinicius de Moraes. Não mais que de repente, entre 42 ações pendentes, Toffoli só viu urgência no recurso de Flávio Bolsonaro, justamente aquele que permitiria que o ministro blindasse a si mesmo, às duas mulheres e ao filho do presidente, pondo em prática aquele sonhado pacto entre os poderes que já tinha até sido arquivado.

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P.S.
A opinião pública e os ministros do Supremo estão aguardando explicações. E não adianta Toffoli dizer que o país pode se tornar fascista e policialesco, pois não é o caso. E também não pode alegar que está defendendo “os direitos dos cidadãos”, a não ser que pretenda ganhar a Piada do Ano...(C.N.)

3 thoughts on “Toffoli precisa explicar a blindagem de sua mulher, que lhe dava mesada de R$ 100 mil

  1. Bom dia, são tantas as falcatruas que eu até já havia esquecido da obra na casa paga pela empreiteira. Só esse fato já o desabonaria como ministro do STF. Petista de carteirinha, indicado por um criminoso preso, reprovado duas vezes em concurso público para juiz, mesada de 100 mil reais mensais da esposa Advogada, “amigo” do Kakay, “amigo” do Gilmar Mendes….. que currículo! FORA TOFFOLI!!!!

  2. Esse juiz soltou o Dirceu sem mais nem menos e manteve sua decisão apesar do clamor e repúdio popular. E por que ele deveria se portar diferentemente? Só se houvesse consequências para o seu ato. Ao contrário, não lhe falta amigos: o Gilmar que tem rabo preso, o Lewandowsky que deve ao cachaceiro a sua posição no STF, o Marco “não sei o quê” de Mello, parente do Collor que tem processos no STF – e o Celso de Mello já velho claudicante que quer se afirmar como latinista antes de morrer!
    Nós brasileiros sem eira nem beira é que nos fudemos no final. Cabe a nós, portanto, parir Dantons, Robespierres, e Desmoulins. Ou ficaremos chupando dedos porque o Capitão Luís Inácio Bolsonaro só se ocupa em ouvir os seus petits-enfants.

  3. Só uma pergunta que não quer calar. Porque não pedem a destituição do Toffoli. Onde estão os demais juízes do STF? Será que no STF vale a norma da monarquia que “rei não mata rei” para não criar precedentes. Acho que o STF deveria ser fechado e “ELEITO” pelos juízes novo STF

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