Toffoli recua e vai antecipar o julgamento de sua decisão que restringiu o Coaf

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A pressão é enorme e Toffoli está sendo obrigado a voltar atrás

Pedro do Coutto

Numa entrevista a Jailton de Carvalho, O Globo de sábado, o Ministro Dias Toffoli anunciou pela primeira vez que colocará o julgamento do caso Flávio Bolsonaro no plenário do Supremo Tribunal Federal antes de 21 de novembro, como estava marcado. Como se sabe o presidente do STF, ao acolher recurso do senador, determinou a suspensão das investigações em curso que tenham obtido informações do Coaf. Na questão está envolvido também o misterioso Fabrício Queiroz, que foi chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro durante o espaço de tempo em que o hoje senador exercia o mandato de deputado estadual. 

Mas o ato de Toffoli deu margem a recursos em série de envolvidos pela operação Lava Jato no sentido de que lhes fosse estendido o mesmo julgamento.

AÇÃO DAS DEFESAS – A hipótese ajudava muito aos acusados, digo eu, o que já vinha tumultuando as salas encarregadas de receber os recursos redigidos pelos advogados. 

Ninguém se iluda quanto ao aspecto que deve ser considerado. Na verdade não interessa a maioria dos advogados que seus clientes sejam isentos de pena logo ao início dos processos. A eles interessa atuar em escalas seguidas, o que aumenta seus esforços mas também eleva seus honorários. Mas esta é outra questão.

Ao anunciar que vai antecipar a sessão do pleno, livrando-se preventivamente do agendamento a 21 de novembro, Dias Toffoli está tentando escapar das pressões que a ele atingiram de vários lados. Ao repórter Jailton de Carvalho, o ministro Dias Toffoli admitiu até marcar o julgamento para o mês de agosto, que está distante apenas três semanas. Penso eu que quanto mais rapidamente o enigma for resolvido, menores serão as pressões em torno do presidente da Corte Suprema, principalmente na opinião pública.

MUITA PRESSÃO – Mas a pressão é integrada também pela Procuradoria Geral da República e não se deve esquecer, pelos advogados que operam em favor dos prejudicados pelas ondas de corrupção que inundaram o país.

A corrupção se baseia num triângulo que reúne administradores públicos, políticos e empresas. Sem a participação de empresas, não é possível superfaturar-se os contratos de obras públicas e as comissões aos intermediários de sempre. Tanto é assim que a Petrobrás foi o alvo central dos assaltos praticados por um bando de ladrões. 

Mas voltando ao caso da antecipação de julgamento, na minha opinião, ela produzirá a reversão do ato inicial de Toffoli.             Basta que a votação não seja arrasadora, pois neste caso o presidente do Tribunal seria duramente atingido.

7 thoughts on “Toffoli recua e vai antecipar o julgamento de sua decisão que restringiu o Coaf

  1. Saiu na Folha, STF tem processo de 63 anos, talvez tenhamos também no TST, nas varas trabalhistas, cíveis e crminais, ganham muito bem para serem magistrados, mas será que trabalham tanto? O poder judiciário deste país é uma vergonha.

  2. “A corrupção se baseia num triângulo que reúne administradores públicos, políticos e empresas.” Será o Triângulo das Bermudas do dinheiro público, o tripé que ferra o povo ?

  3. E quando a gente sugere que o STF seja extinto, passando-se suas atribuições a uma turma especial do STJ, chamam a gente de totalitários. Gastança enorme, para tipos muito, muito suspeitos, como esse Tof, esse gilmarmendes e até (Deus, perdoa-nos) os paulistas Celso e alexandre, sem falar no vermelhão Lew.;…

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