Torcidas organizadas para matar, afrontar a ordem e atemorizar a sociedade

Milton Corrêa da Costa

Um jovem de 21 anos, integrante de uma torcida organizada do Palmeiras, morreu domingo, em São Paulo, BALEADO NA CABEÇA e pelo menos outras cinco pessoas sofreram ferimentos em uma briga entre torcedores (organizados para o crime) de Corinthians e Palmeiras, seis horas antes que o clássico pelo Campeonato Paulista entre os dois times tivesse dado início.

Portanto, mais uma notícia, não de página de esportes, mas de página policial, envolvendo ‘valentões’ e arruaceiros do futebol. Bandidos disfarçados de torcedores de futebol, que agendam pela Internet os embates mortais ou, como em moda no cinema, ‘jogos vorazes’ ou ‘mortais’.

O noticiário da página policial prossegue informando que, no mesmo episódio, um homem de 27 anos sofreu traumatismo craniano ao ser golpeado com uma BARRA DE FERRO na cabeça e teve que ser submetido a uma cirurgia. Outras quatro pessoas tiveram ferimentos leves. O conflito, previamente agendado – a inteligência policial fracassou mais uma vez – tinha como finalidade (pasmem) vingar a morte de um torcedor corintiano no ano passado.

Há, pois, uma horda de desordeiros, assassinos em potencial (pseudotorcedores), infiltrados ( pano de fundo) em “torcidas organizadas”do futebol brasileiro, que insuflam as massas, prontos a dar causa a tragédias como esta de domingo. Pedras, pedaços de pau, estilingues, soco inglês, facas, chaves de fenda, canivetes, potentes fogos de artifício,  explosivos, coquetel molotov, barras de ferro, armas de fogo etc. fazem parte do arsenal mortífero das quadrilhas de ditos torcedores de futebol, que ameaçam a tudo e a todos levando o medo e o pânico à sociedade.

Em 01 de fevereiro deste ano, uma impressionante e chocante tragédia, em razão de um violento conflito entre torcedores de futebol, ocorreu num estádio em Port Said, no Egito, resultando na morte de 74 pessoas e mais de mil feridos, pegando a polícia local de surpresa.

Tal fato deve servir de alerta às nossas autoridades para que tal barbárie, já inúmeras vezes prestes a ocorrer também no interior de nossos vulneráveis estádios de futebol, não possa se concretizar.

A Copa do Mundo vem aí e os órgãos de inteligência policial não poderão falhar na prevenção de tragédias, dentro e fora dos estádios. Os olhos de bilhões de telespectadores estarão voltados para o Brasil. É preciso o quanto antes identificar, processar e pôr na cadeia tais bandidos.

Que o lamentável episódio fatal deste domingo não fique impune. A sociedade aguarda e exige, como mecanismo de sua própria defesa e em nome da ordem púbica, a identificação e prisão imediata dos marginais da lei, culpados dos crimes de homicídio e lesão corporal.

Aos pais fica o alerta de que precisam estar a par da conduta de seus filhos da porta pra fora. É melhor prevenir do que ter que chorar lágrimas de sangue. Aprenda-se.

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