Trabalhadores de energia do sistema Eletrobrás entram em greve de 72 horas, exigindo aumento salarial.

Carlos Newton

Em assembleia realizada no auditório do Sindicatos do Trabalhadores em Empresas de Energia, foi confirmada a paralisação de 72 horas para os dias 16, 17 e 18 de agosto, em repúdio contra as seguidas tentativas da Eletrobrás de manipular a campanha salarial, adiando seguidamente a apresentação de uma proposta à altura da expectativa da categoria e remarcando rodadas de negociação que resultam em nada.

A segunda decisão foi a de realizar esta terça-feira um grande ato em frente do edifício-sede da Eletrobrás, no Rio, a partir das 13h30min. A assembleia serviu, ainda, para seguidas manifestações contrárias à utilização política das empresas do Sistema Eletrobras, com a nomeação de “assessores” sem função definida e a criação de diretorias para abrigar apadrinhados políticos.

A argumentação de que a crise político-econômica que se avizinha impede a concessão de um aumento digno já foi rebatida à mesa de negociação pelos sindicatos. Salários dignos não causam inflação, pelo contrário, estimulam o consumo e garantem a produtividade do parque industrial brasileiro.

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CABRAL REDUZ REAJUSTE

Entram em pauta hoje, na Assembleia Legislativa do Rio, os projetos de lei que destinam reajuste de 5%, retroativo ao dia 1º de maio, aos servidores da própria Alerj e do Tribunal de Contas do RJ, e também 5% aos funcionários do Ministério Público do Estado.

Na versão original, os reajuste seriam de 6,5%, mas o governador Sergio Cabral pressionou e os dois poderes reduziram a proposta para 5%, inferior, portanto, à inflação do período. E os servidores vão perder 1,5% do reajuste obrigatório.

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