Trabalhadores do setor de energia denunciam uso político das empresas, exigem aumento e vão entrar em greve.

Carlos Newton

Em assembleia realizada na noite de quinta-feira, no auditório do Sintergia, os empregados de Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, Eletronuclear e da própria Eletrobrás decidiram entrar em greve na próxima terça-feira. Motivo, a holding Eletrobrás negou mais uma vez a concessão de aumento superior à inflação do período, sem levar em conta os avanços em produtividade.

A Assembléia serviu, ainda, para seguidas manifestações contrárias à utilização política das empresas do Sistema Eletrobras, com a nomeação de “assessores” sem função definida e a criação de diretorias para abrigar apadrinhados políticos.

No Rio de Janeiro, a Federação Nacional do Eletricitários e Urbanitários promoveu hoje uma assembléia no pátio de Furnas. Os oradores salientaram que o presidente da Eletrobrás, José Carvalho Neto, entrou em contradição ao negar o aumento real, porque ao mesmo tempo anunciou um plano de aposentadoria voluntária, que vai custar ao conjunto de empresas em torno de 900 milhões de reais.

Não são demissões voluntárias, são aposentadorias. Se Carvalho Neto sustenta uma política de contenção de despesas, porque ao mesmo tempo as eleva, incompreensivelmente?

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