Traficantes do Rio estão deixando de vender crack, para preservar os viciados

Em uma reportagem publicada na última segunda-feira pela rede árabe Al-Jazeera, traficantes das favelas Mandela e Antares, no Rio de Janeiro (RJ), afirmam que estão parando de vender crack nas comunidades. A matéria, assinada pelo jornalista Gabriel Elizondro, aborda o problema das drogas no Brasil e, principalmente, nas favelas cariocas.

No texto, um traficante identificado como Rodrigo, de Antares, reconhece os lucros com a venda de crack, mas diz que a comercialização está suspensa no local para evitar os problemas que a droga ocasiona. “O crack traz muita destruição para nossa comunidade, por isso não estamos mais vendendo. Os viciados roubam casas, se matam por nada dentro da favela. Nós queremos evitar isso, então deixamos de vender”, declarou.

O bandido admite que continua vendendo maconha e cocaína. Segundo ele, essas drogas não causam tantos transtornos como o crack. A reportagem da Al-Jazeera informa, ainda, que o comando do tráfico na favela Jacarezinho já teria ordenado o fim da venda de crack no local.

O texto aborda outros pontos sobre o aumento do consumo da droga no País. A publicação lembra também que a presidente Dilma Rousseff lançou, em novembro do ano passado, um programa para combater o aumento do uso do crack no País. Segundo a matéria, mais de R$ 4 bilhões serão investidos para acabar com o problema – cerca de R$ 250 milhões apenas no Rio de Janeiro.

(Matéria transcrita do JB Online,
enviada pelo comentarista Paulo Peres)

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