Tragédia de Santa Teresa é um retrato do governo de Sergio Cabral

Pedro Ricardo Maximino

É revoltante a maneira como os transportes públicos e até ícones internacionais do turismo, como o bondinho de Santa Teresa, são tratados no Rio de Janeiro.

Outro ponto relevante do descaso que permite o pavor, o sofrimento, o assalto e a eventualmente dolosa morte (bem no estilo “dane-se”), é refletido na genial, mas pequena, não aproveitada e meramente aparente política de segurança pública, cujo carro chefe são as UPPs restritas e para inglês ver, em torno das quais os assaltos a pedestres saltam vertiginosamente e lotam as delegacias na tentativa de realizar os seus registros.

Há uma regrada razão social, legislativa e prática para o caos e a insegurança serem tão permanentes, mas não existe segurança pública sem atenção a esses três fatores.

Quem não foi assaltado nos últimos dias no Centro do Rio de Janeiro conversa ou trabalha com alguém que foi seguidamente assaltado e alguns grupos de trabalhadores já estão coletivizando os prejuízos ao fruto do seu trabalho, organizando caixinhas para terem dinheiro para entregarem aos assaltantes, armados e prontos para matar, para que não percam suas vidas de maneira tão imediata e descoberta.

Enquanto isso, a guarda municipal, desarmada, unicamente dá choques e cacetadas nos que insistem em não roubar, mas tão somente trabalhar, os honrados e resistentes e espancados camelôs fluminenses.

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57 ANOS DEPOIS, NADA MUDOU
 

Curt

No ano de 1948 utilizei um bondinho para subir a Santa Teresa. No ano de 2005 – portanto, 57 anos depois – para matar a saudade novamente subi para Santa Teresa por um bondinho que parecia o mesmo que eu utilizei anteriormente.

A mesma insegurança – nada mudou, tanto há questão de 2 anos, esta causou a morte do turista francês. Este infeliz cidadão teve os seus pertences roubados – que vergonha para um país que vai promover a Copa do Mundo do e a Olimpíada.

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