Tribunal de Brasília decide manter Cachoeira preso.

Carlos Newton

O comentarista Marcio H. Silva diz que não podemos nos precipitar, pois atribuir decisão judicial ao PT é covardia ou mostra de desconhecimento das relações de força dos nossos três Poderes. E nos envia uma matéria de Débora Zampier, repórter da Agência Brasil, mostrando que o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) rejeitou hoje, por 2 votos a 1, a anulação das escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, que investigaram esquemas de corrupção e exploração ilegal de jogos na Região Centro-Oeste.

O advogado de Carlinhos Cachoeira, Marcio Thomaz Bastos, queria anular as escutas porque partiram de denúncia anônima e porque a decisão do juiz de primeira instância, que permitiu as interceptações, não teria sido bem fundamentada.

O julgamento começou na terça-feira da semana passada, quando o relator Fernando Tourinho Neto acatou a tese da defesa de Bastos e votou pela anulação das escutas como prova. Mas a análise do habeas corpus foi suspensa por pedido de vista do desembargador Cândido Ribeiro.

Ao devolver o processo para julgamento, o desembargador argumentou que denúncias anônimas podem dar início a investigações criminais, conforme tese já consolidada nos tribunais superiores, especialmente quando a suposta teia criminosa é de grande extensão e envolve agentes de segurança pública. O voto foi seguido pelo juiz convocado Marcos Sousa.

Traduzindo tudo isso: ainda há juízes em Berlim, digo, em Brasília.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *