Tudo o que é importante acontece no Qatar. Principalmente no esporte. Um povo morrendo de fome, “sheiques” e “príncipes” desperdiçando fortunas. A Copa de 2022, lá, num calor terrível, e voto comprado.

Helio Fernandes

Tudo é lá, ninguém paga melhor, naquele deserto de habitantes, mas não de dinheiro. Vamos citar, ligeiramente, os acontecimentos (?) que se realizaram, estão se realizando ou irão se realizar lá. Com hotéis fabulosos e um clima miserável. Nem adianta protestar, eles compram o que for preciso, ultrapassam qualquer obstáculo.

Fórmula 1 – Construíram um estádio belíssimo, gastaram uma fortuna, depois não servirá para mais nada, não interessa. Mas o jornalista Celso Itiberê, que é quem conhece mais, melhor e em profundidade a Fórmula 1, liquidou o autódromo, assim, irrefutável: “É um absurdo disputar corrida de Fórmula 1 numa pista como essa, apesar do estádio ser maravilhoso”.

Pervertendo o Barcelona – Talvez o maior clube do mundo, politicamente invejável, combateu Franco o mais que pôde. (Fora do Brasil é a minha cidade preferida, meu pai nasceu lá, veio para cá com 7 anos de idade. E não é só por isso).

Agora, o Barcelona, que não usava publicidade na camisa, se rendeu aos árabes. 70 milhões de reais por ano, compra muitas mudanças de convicções.

Copa do Mundo de Tênis – O último título do ano, de 2010, um dos mais importantes, disputado entre os 8 melhores tenistas, foi lá. Por quê? 

Amistoso Brasil-Argentina – Podiam  jogar em muitos lugares ou países, preferiram o Qatar. Quase sem público no estádio, mas televisado para o mundo inteiro.

Copa Mundial de Clubes – Era disputado entre o vencedor da Libertadores e o campeão da UEFA. A Fifa se meteu, transformou em Copa das Confederações. Na verdade só existem dois clubes. A última: Inter da Itália, Internacional do Brasil. O Internacional levou 21 horas para ir de Porto Alegre a Abu Dhabi, Qatar. E perdeu para um adversário desconhecido.

Copa do Mundo de 2022 – Ninguém esperava ou admitia que o maior espetáculo do futebol fosse para o deserto do Qatar. Países de muito mais tradição e prática esportiva estavam na concorrência pela sede. Eram duas Copas escolhidas ao mesmo tempo, inédito, para F-A-V-O-R-E-C-E-R os árabes. Em 2022 ficaram para o final, EUA e Emirados Árabes. A vitória dos EUA parecia certa. Houve a abertura, os Emirados VENCERAM por 14 a 8, que era o resultado previsto para a vitória americana. Por que a vitória dos árabes pelos mesmos 14 a 8?

***

PS – Tudo muito simples, a reviravolta fácil e esperada da civilização do petróleo. Faltavam poucos votos para decidir quem organizaria essa Copa.

PS2 – Entre esses, Ricardo Teixeira, seu intimíssimo amigo presidente do Barcelona (que morou no Brasil quando chefiava a representação da Nike) e mais dois que não davam cuidado.

PS3 – Assim, o Qatar virou o resultado, os EUA, poderosos mas perplexos, não puderam (nem quiseram) protestar. A Copa de 2018 será na Rússia, nem Putin acreditava, não compareceu, 2022 no Qatar.

PS4 – Nesta semana se realiza lá a Copa do Mundo da Ginástica Artística. Pelo menos “deu sorte” para o Brasil. Daniele Hypolito ficou com o ouro no salto e o bronze no solo. Só que nada disso invalida ou destrói a potência e a influência do petróleo.

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