Tudo por dinheiro: PCdoB cobra a conta de Haddad e a aliança com o PT entra em crise

Carlos Newton

Conforme previmos aqui no Blog da Tribuna, o PCdoB, que foi o último partido a apoiar o petista Fernando Haddad, iria cobrar a conta, e o apoio não sairia barato. É justamente o que está acontecendo. Reportagem de Bernardo Mello Franco, na Folha, mostra que, insatisfeito com a falta de apoio financeiro a seus candidatos a vereador, o PCdoB abriu uma nova crise na campanha de Haddad a prefeito de São Paulo.

O partido diz ser boicotado pela cúpula petista e promete fazer queixa ao ex-presidente Lula, fiador da aliança. Nos bastidores, seus dirigentes ameaçam até retirar da chapa a vice Nádia Campeão. Os comunistas acusam o PT de privilegiar seus próprios candidatos e atrasar os repasses prometidos em junho, quando a coligação entre as siglas foi formalizada.

O repórter assinala que os dois partidos fazem mistério sobre os valores envolvidos na negociação. A coordenação da campanha de Haddad reconhece o problema, mas diz que o dinheiro será liberado em breve.

“Estão subestimando o nosso papel. A gente quer ajudar o Haddad, mas também precisa ser ajudado”, disse à Folha o presidente municipal do PCdoB, Vander Geraldo. “Estamos com muita dificuldade para fazer nossas campanhas, e eles sabem disso. Agora vamos procurar outros mecanismos de pressão.”

Ele diz que os petistas afirmam concordar com as queixas, mas não tomam providências para ajudar. “Todo mundo concorda, diz que vai resolver, mas na prática nada acontece”, reclama.
O sumiço do vereador Netinho de Paula das aparições públicas de Haddad é outro sinal da tensão entre os dois partidos. Ele foi presença constante ao lado do candidato nas primeiras semanas da campanha, mas depois viajou para os EUA e desapareceu das fotos com o petista.

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