Tudo por dinheiro. Vamos ver quem pode mais: a presidente Dilma ou o líder do PMDB Henrique Eduardo Alves.

Carlos Newton

Era só o que faltava. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), desafiou o Palácio do Planalto e condicionou, pelo Twitter, a saída de seu afilhado, Elias Fernandes Neto, à comprovação de irregularidades no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs).  Como se sabe, Elias Fernandes (é ou era, depende de Dilma) o diretor-geral do Dnocs.

Alves argumentou que é preciso a palavra final do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) revelado pelo GLOBO com prejuízos na ordem de R$ 312 milhões no órgão. Além disso, imitou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e privilegiou seu Estado, o Rio Grande do Norte.

No Twitter, o lider Henrique Eduardo Alves disse o seguinte: “Com respeito aos que me pediam explicações . Dou essa palavra inicial. Aguardo sereno o julgamento do TCU sobre atuação do Dnocs. Apenas isso”.

Ainda no Twitter, o líder peemedebista negou que haja ‘fogo amigo’ no caso.

“Não há fogo amigo nenhum. A CGU é um órgão de assessoramento do governo, que respeito . Mas pode se equivocar também . Vamos às provas”, postou  Henrique Alves, que questiona o prejulgamento do atual diretor-geral.

Na noite de terça-feira, em conversa com o vice-presidente, Michel Temer, o líder foi enfático ao afirmar que Elias só deixará o cargo se fosse comprovada a irregularidade em sua gestão no Dnocs. Temer foi escalado pelo Planalto para conter a crise e conduzir o processo de substituição do comando do órgão.

Na quarta-feira, porém, o Ministério da Integração emitiu uma nota oficial sobre as futuras mudanças nas empresas vinculadas à pasta, mas o fato é que o protegido do líder do PMDB permanece no cargo.

 

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