TV RECORD e TV GLOBO SE ACUSAM MUTUAMENTE

No bastasse a baixaria diria protagonizada pelos nobres senadores da Repblica, que no legislam, depreciam a classe poltica e consomem anualmente 4 bilhes de reais do oramento nacional, agora a populao est sendo obrigada tambm a suportar a divulgao das qualidades dos dirigentes de duas das principais redes de TV do Pas. Esto lavando roupa suja em rede internacional.

A Globo acusa Edir Macedo de estar se apossando de doaes de milhes de crdulos evanglicos para aumentar seu patrimnio pessoal. dono de inmeros canais de TV, emissoras de rdio, casas e apartamentos de luxo e de aeronaves com capacidade de vo intercontinental.

A TV Record defende-se, repetindo que a TV Globo cresceu sombra da ditadura e que, com mo de ferro e com apoio de organismos federais, manteve-se lder de audincia e de faturamento s custas do definhamento da concorrncia. Prestigiou os ditadores e foi por eles agraciada. (Est tudo no livro O outro lado do Poder, do general Hugo de Abreu, Chefe da Casa Militar de Geisel, e que dava ordens aos que se submetiam a receb-las).

Nada de novo nas velhas e requentadas acusaes tanto de um como de outro lado. As duas redes tm telhado de vidro.

Na guerra, a TV Record tomou a iniciativa de trazer discusso o caso da compra da Rdio Televiso Paulista S/A (hoje TV Globo de So Paulo) por Roberto Marinho com recibos, procuraes e substabelecimentos anacrnicos e falsos e que foram considerados vlidos pelo DENTEL, em janeiro de 1977, quando pela Portaria 430, o governo revolucionrio buscou dar validade e ares de legalidade a uma transao inexistente e irreversivelmente contaminada.

O Ministrio Pblico Federal est aguardando o julgamento do recurso especial que tramita no Superior Tribunal de Justia, no qual se sustenta a inexistncia de contrato de venda do citado canal entre as famlias Ortiz Monteiro e Roberto Marinho, para, ento, decidir se prope ou no ao anulatria da transferncia da concesso para os seus atuais controladores. Essa concesso acaba de ser renovada por mais 15 anos pelo governo federal, ato esse que pode ser judicialmente contestado e declarado sem efeito.

Quanto s falsidades produzidas para se obter o deferimento da transferncia das aes da Tv Globo de So Paulo para o jornalista Roberto Marinho, entre 1964 e 1977, o Instituto Del Picchia de Documentoscopia advertia em seu laudo que no Direito tambm, os documentos quando autnticos, sem vcios ou mculas de qualquer espcie, provam os fatos declarados.

No so os fatos que poderiam permitir provar a autenticidade dos documentos. E muito menos os fatos provariam a autenticidade de algum documento quando este padece de FALSIDADE INCONTROVERSA, como a irrealidade e impossibilidade de sua data, por exemplo.

O verdadeiro, o real, o legtimo, no carece de RATIFICAO, prescinde do fabrico malicioso de vrios outros documentos com o fito de ser ratificado.

A verdade resiste sozinha. A fraude precisa de suporte! E se algum comete falsidades, para ratificar um documento, a credibilidade deste a mesma, acompanha aquela das fraudes ratificadoras.

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PS Se Victor Costa Jnior no era acionista e nem dono da TV Paulista por que Roberto Marinho comprou aes que no lhe pertenciam?

PS2 Se a famlia Ortiz Monteiro nada negociou com Roberto Marinho por que, ento, a produo de recibos, procuraes e substabelecimentos anacrnicos e falsos para sustentar um negcio inexistente, impossvel?

PS3 Esta exclusiva. Se Victor Costa Junior no era dono da TV Bauru e nem do Canal 11 do Recife como e por que essas emissoras tambm passaram a ser controladas pela famlia Marinho, depois da assinatura do Instrumento Particular firmado em 9 de novembro de 1964 com o mesmo no acionista da TV Paulista, Victor Costa Junior?

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