Um armistício seria menos deplorável para cessar tanta violência urbana 

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Charge do Gilmar (gilmar.zip.net)

Jorge Béja

O Brasil está em guerra. Se esta afirmação chega ser exagerada, por deixar entender conflito bélico com outro país — e isso não acontece–, então usemos outra afirmação: o povo brasileiro está em guerra. Ou vive uma guerra. Guerra intestina. Guerra urbana. Guerra fratricida. Diária, progressiva, com muitas perdas, muitas vítimas, muitos mortos. E o Estado está perdendo o combate. O Brasil está de luto. Aí não existe exagero algum. É a realidade. E essa guerra interna se trava entre o Estado-autoridade e as facções criminosas, os comandos de múltiplas denominações, com “exércitos” de milicianos, de todas as idades, com hierarquias formadas e, quiçá, muito mais fortemente organizados e armados do que o Estado-autoridade.

Apenas para citar dois exemplos da existência, dentro do Estado brasileiro, de verdadeiras “nações”, de instituições criminosas e que estão muito perto de serem reconhecidas como pessoas jurídicas, porque pessoas de fato e inoficiosas já são e assim são tratadas pelo próprio Estado-autoridade: o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). Poderiam ser citadas muitas outras, como a ADA (Amigos dos Amigos)…

SEM ESPERANÇA – A edição de hoje do O Globo, logo da primeira página, estampa a seguinte notícia: “Guerra no Vidigal afasta esperança. Após um tempo de paz com a UPP, o Vidigal voltou à rotina de guerra e, ontem, o Bope subiu o morro atrás do assassino do PM Hudson de Araújo, 91º policial morto este ano. O clima na comunidade, que ganhou um hotel de luxo e atraiu turistas, é de frustração e medo“. Medo é pouco. O ambiente é de pavor, no Vidigal, na Rocinha, na Linha Vermelha, no Alemão, Ipanema, Leblon, Bangu, no centro da cidade, em todos os bairros, em todos os cantos e em todas as pessoas…

Não vamos aqui dissertar sobre as causas da violência urbana, na Cidade do Rio de Janeiro e no país inteiro. O tema é demasiadamente complexo, a começar pelo péssimo exemplo que produz a generalizada corrupção, pela impunidade, pela frouxidão das legislações penais, cada dia mais benevolentes e condescendentes…

Nisso tudo residem muitas das causas da violência e desta guerra interna que castiga o povo brasileiro.

ARMISTÍCIO – Vamos falar sobre solução, se é que exista solução ou abrandamento a curto prazo. Será ousado, será heresia, será loucura falar em armistício? Parece que não. Armistício é um meio internacionalmente reconhecido e oficial de encerrar guerras e conflitos, externos e internos, sem rendição.

Ora, num Brasil em que a autoridade senta-se à mesa com bandidos para a formalização de acordos em que os bandidos são premiados, nada lhes acontece de mal, continuam livres, soltos e até com permissão para deixar e voltar ao país sem serem molestados, por que não agir assim também com as lideranças das facções criminosas?. Por que não firmar com eles um pacto de paz?

E nem seriam necessárias muitas cláusulas, condições ou homologações.  Bastaria uma: nós, o Estado-autoridade, não atacamos vocês e vocês não nos atacam a nós, polícia e povo.

SOBE E DESCE – Até Leonel Brizola pensou nisso, quando sugeriu aos traficantes das favelas do Rio: “nós não subimos, mas também vocês não descem”. Sim, seria ignominioso um armistício assim.

Mas quem está perdendo muito pouco pode exigir e nada pode impor. E o Estado-autoridade está perdendo, se não já perdeu. Ou Michel Temer e todo seu gabinete deixem Brasília e as imundas tratativas para se manter na presidência e todos venham se instalar na cidade do Rio de Janeiro e daqui passem a comandar as Forças Armadas, em defesa do povo e no cumprimento da lei e da ordem, ou que se lance um armistício.

Ninguém suporta mais tanta dor, tanto sofrimento, tantas mortes, tanto medo. Vivemos uma guerra fratricida inconcebível: irmãos matando irmãos.

SOFRIMENTO PERMANENTE – Perguntem às famílias das milhares de vítimas desta guerra o que elas sentem, o quanto já sofreram, choraram e continuam a chorar e sofrer. Se diante dessa tragédia urbana e interna em que vive o povo brasileiro — um povo sem comando e sem governo –, defender armistício for heresia, ousadia ou loucura, que seja então loucura.

Porque “louco é aquele que perdeu tudo, menos a razão“, como respondia Chesterton, quando o respeitado, eloquente e talentoso escritor inglês era perguntado por que seus leitores o chamavam de “louco”.

32 thoughts on “Um armistício seria menos deplorável para cessar tanta violência urbana 

  1. O que causa tudo isto é a omissão covarde dos detentores do poder, os políticos.
    Os juízes, que são burocratas por natureza e sem vivência direta com a violência, estão simplesmente aterrorizados com a crueldade dos bandidos.
    A polícia esta na alça e mira da criminalidade, são abatidos só pela função que exercem. Nada mais reprime a criminalidade e o estado se não tomar medidas severas, a altura da brutalidade do crime,
    não vai a parte alguma e se a bandidagem se organizar para valer, toma até o poder.
    Outra coisa, não concordo com que chamem guerra civil de guerra entre irmãos.
    Nascer no mesmo pedaço de chão, de que também nasceu um bandido sanguinário ou um traficante de drogas, que vende “veneno” para crianças, jamais poderá se considerado um “irmão”.
    Para o Rio de Janeiro, não há mais qualquer solução que não seja o enfrentamento direto ao crime e que o estado use toda a legislação de exceção que a constituição prescreve.
    Não é mais suportável, que um indivíduo só pelo fato de vender sua força de trabalho ao estado, já seja antecipadamente condenado a pena de morte pela criminalidade e quando o criminoso cai na mão dos agentes do estado, tenham a obrigação de lhes garantir a integridade física total.
    É uma luta totalmente desigual e sabido antecipadamente o seu resultado.
    Falam até hoje que o regime militar foi criminoso porque matou menos de 500 pessoas.
    Agora o que se pode dizer da criminalidade que já deve ter matado mais de um milhão de brasileiros.

  2. Prezado Béja,

    Parabéns pela postagem.

    Segurança pública deixou de ser assunto apenas dos telespectadores do jornal “Aqui, Agora”, de quem mora na periferia e de quem frequenta a zmb de madrugada!

    Segurança pública hoje é assunto para qualquer pessoa que resida na República Federativa do Brasil ou que tenha ALGUM ENTE QUERIDO que more por aqui.
    -É assunto de quem tem filho que sai para a casa de um amigo;
    -É assunto de quem sai para comprar pão na padaria;
    -É assunto de quem para em um posto de gasolina para abastecer o carro;
    -É assunto de quem trabalha em escala de plantão e precisa chegar tarde em casa ou no trabalho;
    -É assunto para quem tem um neto ou um sobrinho que goste de frequentar um parque ou o shopping;
    -É assunto de quem tem uma filha que frequenta um colégio ou universidade;
    -É assunto de quem tem uma esposa que costuma sair sozinha ou com as amigas de carro;
    -É assunto de quem precisa sair de casa tarde da noite para ir a um hospital…

    Como podemos ver, já acabou aquele tempo em que o investimento em segurança pública só interessava aos policiais.
    Abraços.

    PS: “Apesar de o setor de carros leves amargar consequentes retrações na venda de veículos, ocasionando crise na produção e demissões em massa, o segmento de blindagem de veículos permanece em plena ascensão. Segundo dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), em 1995, a frota de blindados no país somava 388 veículos. Mais de vinte anos depois, esse montante ultrapassa, com folga, os 160 mil. Um crescimento bastante significativo, responsável por alçar o Brasil à liderança mundial neste tipo de processo, ultrapassando países tradicionais como Estados Unidos e México.”
    http://www.autoo.com.br/brasil-lidera-mercado-de-carros-blindados-no-mundo/

  3. Enquanto as ações de segurança ignorarem as facções criminosas da elite econômica, que financiam o tráfico internacional e pesado de cocaína, e que financia, lucra e alimenta a guerra entre as facções PCC, CV, ADA, nunca teremos paz, apenas mais mortes e sofrimento.

    https://goo.gl/zEAXfh

  4. Carmen Lins.
    A única coisa que escrevo na vida é para a TI.
    Já tentei em outros blogs, porém dependendo do assunto e se contrario ao pensamento do “dono do pedaço” era censurado.
    Aqui o CN “atura” as barbaridades que se escreve, então é o meu divertimento diário e como sou semialfabetizado, em outro lugar seria difícil.
    Um abraço.

  5. Toda esta violência é um reflexo da desestruturação familiar e também do abandono de nossas fronteiras pelo governo. Pelas nossas fronteiras passa tudo em especial drogas e armas que são as principais causas desta violência.

  6. Caríssimo dr. Béja,

    Não poupo adjetivos pejorativos contra nossos governantes, e o senhor é minha testemunha!

    EVIDENTEMENTE que interessa ao governo esta violência desmedida, esta guerra civil que ceifa a vida de inocentes, exatamente pela falta de segurança, que é uma das atribuições CONSTITUCIONAIS da União, Estados e Municípios!

    A preocupação do cidadão com a sua vida tira os olhos dessa pessoa dos males cometidos pelos poderes constituídos, aliviando a natural pressão que um povo faria com a corrupção, desonestidade, incompetência e traição à população e país!

    Quanto mais o governo federal deixar de ser o alvo das atenções, mais poderá desenvolver seus objetivos com vistas ao roubo e exploração deste povo, hoje abandonado e desprezado nos seus direitos mais comezinhos à vida, trabalho e estudo!

    Independente da pontualidade e adequação do seu artigo brilhantemente escrito, uma de suas tantas qualidades, o teor vem
    justamente ao encontro daquele meu comentário onde eu afirmava que o Brasil está morrendo, e seu povo sendo aniquilado!

    Ora, exatamente pela destruição desta nação e seus filhos sendo imolados impiedosamente, os meus mais veementes protestos contra a COVARDIA, OMISSÃO E IRRESPONSABILIDADE das FFAA, que deveriam estar verdadeiramente em guerra contra as facções de criminosos, traficantes de drogas e armas, e não apenas com veículos estacionados nas esquinas e suas lâmpadas estroboscópicas piscando alternadamente!

    Quantos policiais cariocas, gaúchos, paulistas … tombaram sob as balas de delinquentes?!

    E quantas crianças, mulheres, homens e idosos que morreram pelas balas perdidas ou assaltos?!

    E quantos brasileiros morreram por falta de saúde e segurança, enquanto os parlamentares desviam para seus bolsos as verbas que tinha sido destinadas para estas áreas?!

    Morremos pelo crime urbano, tombamos pelo crime dos poderes constituídos!

    Quem nos salvará?

    Esta democracia falsa?

    As eleições cujas urnas são inconfiáveis?

    A nominata dos partidos, que escolhem exatamente os mais corruptos e desonestos como candidatos?!

    Quem se apieda do povo, das crianças, das mulheres, dos velhos, deste exército de jovens desempregados?!

    Com a sinceridade que me resta – e todos os meus colegas sabem que coragem não me falta para escrever o que penso! -, afirmo que somente a intervenção militar pode nos dar a esperança da retomada da ordem e progresso, caso contrário, indico o Uruguai, Paraguai ou Chile para quem puder sair desse que foi outrora um país, hoje terra que pertence ao sistema, composto de elites e castas organizadas pelos três poderes!!!

    Um forte abraço, dr. Béja.
    Saúde e paz, enquanto possível.

  7. “Hoje, quem detém o monopólio da violência são os criminosos. O uso da violência pelos criminosos é efetivo. Mas o uso da violência pelo Estado é apenas ritual. Foi-se a segurança nacional. quem se sente seguro? Ninguém.
    Somos um rebanho sem pastor, indefeso. Rubem Alves – Em O melhor de Rubem Alves, por Prof. Sanuel Lago, org. p.351

  8. Falta de Deus no coração. As pessoas estão sem rumo. O Estado não responde, porque o Estado não se sente ameaçado. O Estado brasileiro nunca se preocupou com os seus súditos. Que morram aos montes. O Estado brasileiro é contra o brasileiro. Tanto o brasileiro trabalhador como o brasileiro bandido. A pátria não ama ninguém. A pátria não é uma mãe; é uma madastra perversa, que só pensa em si.
    O que importa pro Estado é se manter. Que se dane o resto. Subir morro pra vingar policial? Jamais. Que é um policial? Que são 91 policiais pro Estado? Se o Estado valorizasse o policial começava lhe pagando um salário decente.
    O Estado está preocupado com Bala perdida na coluna do Arthur? Que se dane o Arthur e sua família! Se o Estado valorizasse a família do Arthur os Arthus teriam todos pré-natal digno, nasceriam em boas maternidades. O Estado preocupado com as crianças que estão perdendo aula? Nunca. Que se dane a educação. O Estado despreza educação. Se fosse o contrário ninguém sairia do ensino médio analfabeto como acontece.
    O Estado brasileiro que deveria sair da nossa vida. Que saia o Estado e nos deixem em paz, que sobrevivemos, que resolvemos nossos problemas por nós mesmo. Só ver que nas organizações criminosas onde o Estado não apita a hierarquia, as regras e o respeito são valores seguidos.
    Então o que esperar do Estado? Nada.

  9. Alex Cardoso,

    Li o link que mencionaste, de modo que eu pudesse comentar a respeito.

    E cheguei à conclusão que estabeleces sutilmente um viés nesta guerra entre traficantes e a população ou entre as facções mesmo:
    A LIBERAÇÃO DAS DROGAS!!!

    Tá de brincadeira, pois não?

    Aliás, os tais “avanços” sociais petistas são de amargar, pois se resumem ao aborto, à liberação das drogas, endeusamento de criminosos, eleições de ladrões, proteção a delinquentes, e direitos humanos existentes somente para bandidos!

    Lamento, Alex, mas a liberação de drogas seria a pá de cal neste país, que enterraria vivos os seus filhos!

    • Meu carissimo Bendl, sou a favor da liberação das drogas. Compraria quem quisesse – e ainda haveria uma queda, quando liberada, pois o que é proibido é mais cobiçado. Reduziria o número de viciados que roubam para comprar drigas Acabaria com a Classe dos traficantes! Acabaria com a guerra entre traficantes e policiais – resultando em mortes.Abs

      • Minha querida Carmen Lins,

        Do alto da minha experiência, dos meus 67 anos em véspera de 68, afirmo que seria um desastre para a saúde pública a liberação das drogas!

        Ora, como liberar um produto que deixa o cidadão DEPENDENTE, que o atrela à necessidade do uso de drogas que jamais vai permitir que volte a ser uma pessoa sã, que deixe de ser doente?!

        Lembro, minha inteligente e excelente comentarista, que o uso de drogas não permite que o usuário seja ele mesmo, pois conduzido pelos efeitos de alucinógenos ou estupefacientes, portanto, tendo a sua personalidade alterada, além do seu comportamento social e familiar que não condizem com a realidade!

        Por outro lado, quem seriam os “autorizados” a vender tais produtos do mal?

        O governo? E a corrupção que o caracteriza, a sua incompetência?

        Distribuidores particulares?
        E quais seriam os critérios para esta escolha?

        E quanto aos fornecedores das drogas, maconha, cocaína, heroína, crack …?!
        As drogas viriam de onde?

        Que países iriam permitir a exportação das drogas para o nosso porque o governo liberou o seu consumo?!

        Ou seríamos nós quem produziríamos esses produtos amaldiçoados?

        Ora, qualquer dependência, Carmen, necessita de tratamento médico, cuidados especiais, psicólogos, internações, como liberar produtos que deixarão a pessoa doente até o fim de suas vidas?

        Pipocas, o governo deve se preocupar com a SAÚDE, e não alimentar o mal, a dependência, a doença, concordas comigo?!

        Mais a mais, minha linda menina, neste raciocínio de liberar as drogas para consumo, então que seja feito o mesmo com os cassinos, pois uma das questões que impede o funcionamento dessas casas de jogos é justamente a dependência do jogo, a obsessão, nos mesmos moldes das drogas, cuja síndrome de abstinência é a comprovação da dependência, do vício, como se diz no jargão popular.

        Um grande e forte abraço, Carmen.
        Muita saúde, de modo que continues saudável e lúcida, e paz, enquanto possível.
        Gosto demais dos comentários das mulheres neste blog incomparável.

        • E falácia e falta de conhecimento afirmar que as drogas ilícitas irão causar dependência e danos à saúde de seus consumidores.
          Tenho também 67 anos,em vias de 68 e posso afirmar com conhecimento de causa que as drogas que mais viciam e que mais causam problemas de saúde são as drogas lícitas(a bebida e o cigarro).
          Mais de 90% dos casos de internação de doentes em casas especializadas se referem a dependentes alcoólicos.
          No entanto elas estão aí, liberadas e presentes na maioria dos lares.
          O problema é que só uma parcela dos consumidores cria dependência.
          A maior parte dos usuários bebe socialmente assim como a maioria dos usuários de drogas o fazem socialmente sem se tornarem dependentes.
          Ademais está científicamente provado que a maconha não causa dependência e proporciona inúmeros benefícios em casos de diversas doenças.É uma erva medicinal em cuja repressão se gastam bilhões de dólares e que causam milhares de vítimas na guerra pelo domínio da venda clandestina.
          Seria ótimo que procurasse se informar melhor para não ficar repetindo um discurso rançoso e ultrapassado sobre o problema das drogas,incluídas aí as lícitas,as ilícitas e a pior de todas:A REPRESSÃO ASSASSINA.

          • Trata-se de MENTIROSO quem ousa publicar asneiras, que as drogas ilícitas não causam dependência!

            Os hospitais, clínicas, as cracolândias são exemplos que comprovam a dependência química dessas drogas, em consequência, os doentes!

            E não preciso recorrer aos ASSASSINATOS cometidos pelos dependentes de seus pais, avós, irmãos … para furtar-lhes dinheiro e poder comprar a maldita cocaína, heroína, crack …

            Quanto à maconha, esta é receitada para certos casos, e não para consumo geral!

            Estupidez de quem publica más informações a respeito dos malefícios da dependência química, argumentando de forma irresponsável que o usuário de drogas as utiliza “socialmente”, assim como a bebida em certas ocasiões!

            Por favor, mais respeito com os leitores e frequentadores deste espaço democrático, e antes de postar as idiotices sobre o uso de drogas, que peça a opinião de médicos ou, então, que se informe com as famílias que têm esses doentes entre si!!!

  10. A violência é fruto de políticas sensacionalistas, o povo tem sua parcela de culpa, coloca no poder pessoas que estão aí para se locupletarem, ganhar secretarias para manter o roubo aos cofres públicos, a miséria faz parte desta violência, educação e desemprego, não há a menor preocupação destes governos, constrói-se presídios e menos escolas neste país.

  11. Está tudo dominado . Em São Paulo o PCC já formou (pagou os estudos) de vários advogados e alguns economistas. Eles tem vários tipos de negócios licitos que é a última fase de uma Orcrim , como mostra Brasília.
    No Rio nesse ano foram presos mais policiais do que foram mortos, hoje foram mais 4.
    Enquanto a indústria da segurança continuar rendendo o que rende e não rastrearem o dinheiro, tudo irá piorar.

  12. Caro Dr. Béja:

    Este “armistício” que o Sr. sugere seria algo nos moldes do que foi feito com as Farc ???

    Antes de qualquer suposição, não seria fundamental identificar se este estado de coisas é fruto de INCOMPETÊNCIA ou CONIVÊNCIA do estado ?

  13. Se as drogas fossem legalizadas mais de 90% dessa violência deixaria de existir.
    A tal da “guerra” mencionada pelo autor não passa de uma prosaica luta entre facções por domínio de pontos de vendas de drogas.
    A polícia se mete nisso,muitas vezes,para lucrar com a repressão.
    Faz-se necessário constatar que essa posição de enfrentamento de traficantes é levada a cabo por várias décadas e consumiu bilhões de dólares e milhares de vidas sem que se consiga enxergar lua no fim do túnel.
    Quando é que se vai tentar tomar um caminho contrário ao atual.
    Talvez seja a solução.
    LEGALIZE JÁ

    • Nevada foi o 7.o estado americano a liberar a maconha.
      Na semana passada uma rede de supermercados da Suíça começou vender maços de cigarros de maconha por R$ 63,00.
      Vamos observar o que ocorre….A maconha da Suíça é THC 1% , ou seja 5 vezes mais forte do que a americana.
      O nosso problema é muito mais embaixo , ou melhor em cima.

  14. Incompetência, conivência, leniência, pertinência e outras “ências”, não é mais o caso. Cerquem as “comunidades”, coloquem portais de acesso com guichês de migração e alfândega, forneçam passaportes e vistos e instalem freeshops para o consumo de drogas. Estabeleçam cooperativas de exploração, administração e distribuição equitativa dos lucros gerados com os ilícitos e logo terão um novo país, rico e desenvolvido, no morro. Enquanto no asfalto a riqueza irá emigrando das mãos dos ricos em razão da volúpia ampliada pelo vício. A presença do Estado? Ah, essa estará do mesmo lado em que estiver o dinheiro.

  15. Mais uma vez, parabéns Dr. Béja, pela oportuna e realista abordagem sobre assunto tão sério que é a paz no Brasil, já em vias de extermínio.

    Expostacom verdades absolutamente definitivas para o tenebroso momento em que vive a nação, seus filhos, que enfrentam de peito nu e sem permissão de auto defesa, sentir que a morte chega a qualquer instante, pois o crime está cada vez mais organizado e violento,não dando trégua aos inofensivos trololós das ditas autoridades responsáveis pela segurança pública.

    Dr.Béja tem razão quando diz que o Estado-autoridade está perdendo seguidas batalhas contra os criminosos.
    Quecrescem em número e facções, fazendo com que aumente o medo nosso de cada dia ao sair de casa para a rua…

    A meu ver está na hora de se admitir não como hipótese, mas como necessária, mais uma vez, a intervenção militar, para colocar ordem e progresso no país. acabando de vez com esse terrível cenário de guerra urbana, que nos empurra para dias parecidos com os da Venezuela e da Siria.

    Evidentemente haverá aqueles que possam ver exageros da nossa parte. Respeitamos, como sempre, todas as opiniões.

    Mas, o momento,com a politicagem campeando vergonhosamente para lugar nenhum, ignorando princípios, atropelando com os casuísmos de sempre, que não resolvem absolutamente nada para melhor, é de maior valia pensar no assunto com seriedade, pois podemos chegar ao absurdo de uma guerra urbana…

  16. Boa noite.

    Não se trata de apologia de que as forças armadas são totalmente honestas. Em nenhum lugar existe 100% de unanimidade, e tampouco por acreditar totalmente nela, mas não passa pela minha cabeça que a mesma esteja comprada.
    Por continuar acreditar assim, preciso ver operando igual a Lava Jato, através de seu serviço de inteligência espalhado pelo território brasileiro no seu inteiro, sendo obrigada a acabar de uma vez por todas com esta guerra.
    E como sugestão de um ignorante, não adianta atacar somente as favelas, mas principalmente os casarões de São Paulo e do Rio de Janeiro nos seus pontos nobres.

  17. Prezado Dr. Béja,

    Tem que sufocar o tráfico nas entradas das favelas colocar o Exército e revistar aleatoriamente tudo o que anda, isto é, transeuntes, carrinhos de pipoca, vans, carros, caminhões que abasteçam as biroscas locais…
    Se pegarem alguém transportando entorpecentes tem que meter em cana sumariamente! Duvido que em 90 dias não diminuam drasticamente o abastecimento na favela. Isso é bastante fácil de fazer. REVISTA ALEATÓRIA! Esse é o segredo.
    Então porque não o fazem? Porque não há nenhum interesse em executar isso.
    Só assim, não tem outro jeito!
    É imperioso extrangular a entrada dos lotes carregados por milhares de MULAS que tem livre trânsito diariamente, só porque são da “COMUNIDADE”
    Atenciosamente.

  18. Caro dr. Béja,

    Ouvi certa vez que o ser humano por natureza só respeita aquilo que teme. Infelizmente, a grande maioria das pessoas não tem um mínimo de pensamento crítico que lhes permita fazer escolhas com critérios, apenas baseiam-se em suas necessidades ou desejos imediatos. O direito ao voto é a melhor ferramenta democrática, porém mostra seus grandes efeitos colaterais.

    Não, não sou contra a liberdade de escolha, o que pesa é a qualidade do que “tem aí” pra escolher. Há um erro grosseiro em nossa lei eleitoral, pois nem sempre a maioria vence. Se a maioria dos votos somar brancos e nulos, ainda assim se elege o mais votado com votos válidos.

    Somente 2 coisas fariam o brasileiro respeitar a lei: a educação ou o medo. Pensar que a sociedade vai evoluir com belos diálogos é ilusão. A educação funciona muito bem com as novas gerações, mas é inútil em mentes que há muito se acostumaram com as benesses que o crime lhes trás. Nestes casos, apenas a repressão severa. Mesmo que não “conserte” o delinquente, ao menos o retira do meio dos cidadãos de bem.

    Gostaria muito de acreditar em uma sociedade mais igualitária, respeitosa, livre e que o Estado lhe garantisse direitos mínimos. Mas pra tudo isso precisamos plantar educação. E colher seus frutos no longo prazo. Ah, mas o brasileiro só pensa no imediato…

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