Um dos maiores problemas da presidente Dilma Rousseff chama-se PT.

Carlos Newton

O sectarismo da direção do PT está se tornando um problema para a presidente Dilma Rousseff, com o partido se posicionando frontalmente contra o governo. É exatamente o que está acontecendo no caso da chamada regulação da mídia.

Como se sabe, no início de setembro, durante o IV Congresso Nacional do PT, o partido discutiu, entre outros temas, a proposta de criar um marco regulatório da mídia. A repercussão foi altamente negativa e a presidente Dilma Rousseff se manifestou contrária a qualquer providência nesse sentido.

Ao invés de respeitar o posicionamento da presidente, a direção do partido preferiu o confronto e fez um apelo à militância e à bancada federal por uma mobilização da sociedade, para pressionar o governo a encaminhar e o Congresso Nacional aprove o marco regulatório, projeto preparado pelo então ministro Franklin Martins nos últimos dias do governo Lula.

Nna última quinta-feira a Executiva Nacional voltou à carga e decidiu que
 o partido vai realizar um seminário na última semana de novembroem São Paulo, para discutir o marco regulatório dos meios de comunicação, com uma mensagem a ser difundida em todo o país. O seminário, segundo o PT, deverá envolver movimentos sociais e outros partidos.

Com o discurso preventivo de que não se trata de controle de mídia ou de conteúdos, o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), disse ao repórter Gerson Camarotti, de O Globo, que o partido está apenas abrindo o debate com a sociedade: “Abrimos uma discussão sobre o tema. Aqui no PT ninguém fala em controle de conteúdo, mas de liberdade de imprensa. Os meios de comunicação deveriam se interessar por esse debate”, ironizou.

Questionado sobre o fato de o governo Dilma já ter dito que não tem interesse em tratar de qualquer tipo de regulação de mídia, Vargas afirmou: “Queremos ter sintonia com o governo, mas nosso foco é a sociedade ”

O deputado diz que entre os temas do seminário estão o monopólio dos meios de comunicação, fim da propriedade cruzada – em que uma mesma empresa possui diferentes veículos de comunicação -, direito de resposta, convergência de mídia, financiamento de mídia, e banda larga e internet.

“Inclusive já é inconstitucional a propriedade cruzada. Temos que regulamentar. Mas nós sabemos que esse é um debate que vai durar anos” – afirmou André Vargas.´

O maior alvo do movimento petista é a Organização Globo, cujo poder no Congresso Nacional é incomensurável. Será dificíilimo para o PT aprovar qualquer projeto ou emenda que prejudique a Organização Globo. E mesmo que consiga proibir a chamada propriedade cruzada, nada impede que os filhos de Roberto Marinho coloquem “laranjas” para dirigir as empresas. Esta é a realidade do Brasil de hoje.

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