Um poeta falando de um compositor

O carioca, administrador de empresa e poeta Marcos Fernandes Monteiro ou, simplesmente, Coquito, na sua forma peculiar de escrever, registra com sutileza, beleza e simplicidade o cotidiano, a sabedoria e a arte do compositor, cantor e poeta Luiz Carlos da Vila, ou das Vilas, porque era compositor da escola de samba Unidos de Vila Isabel e morava na Vila da Penha, bairro suburbano do Rio de Janeiro.

O amigo e compositor Candeia, o bloco Cacique (de Ramos) e o bar Papo (d)e Esquina, onde Luiz reunia os amigos para conversar e cantar, jamais poderiam ficar ausentes do poema. Vale ressaltar que, este poema foi escrito antes do falecimento do Poeta da Vila, em 2008, musicado e gravado por Johnny do Matto, no CD Parcerias, produção independente em 2009.

21053548223108BA7B[1] Coquito homenageia Luiz Carlos

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POETA DA VILA

(A Luiz Carlos da Vila)

Johnny do Matto e Coquito

Luiz Carlos da Vila, mas antes de tudo, Luiz da emoção
Da noção exata que o verso precisa dizer ao coração
Quando imortaliza em samba no mundo, uma bela canção
Quando eterniza na soma do mundo mais uma canção

Luiz da legítima aldeia do lume do mestre Candeia
Eterno Cacique que registrado fique esta luz que clareia
Poeta do samba, da terra, dos mares, a semente semeia
Poeta dos campos, das serras, dos ares, tua nação te nomeia

O mago das palavras vai combinando o que não combina
Versando um verso clareando o Universo com seu estandarte
Abrindo fronteiras reparte com todos essa bênção divina
Nada mais que rotina à sina que ensina é de um filho da arte

Luiz é do povo, do velho, do novo, do Papo e da Esquina
Brasileiro e poeta com a mais genuína obra suburbana
No peito à sina de quem sempre aprende que a vida ensina
E assim ele assina o diploma com a força da raça africana

(Colaboração enviada pelo poeta Paulo Peres – site Poemas & Canções)

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