Um regime político irracional e perverso

Welinton Naveira e Silva

Salvo as exceções, a alternância no exercício do poder entre “partido pró-direita” e “partido pró-esquerda” sempre acontece em todas as democracias capitalistas por conta da natureza desse irracional sistema, baseado na adrenalina, desonesto e destituído de cuidadoso planejamento de longo e de curto prazo.

Por isso mesmo, todos sabem que os políticos nunca honrarão a contento a grande maioria das inúmeras promessas de campanha. Nunca farão algo de mais grandioso e fundamental aos interesses da nação e do povo, principalmente, visando os mais humildes, ainda por cima, em época de crise econômica.

O sistema capitalista é baseado na exploração de quem trabalha e no roubo da riqueza alheia, muito bem ilustrado no atual genocídio dos EUA sobre o Iraque e sobre a Líbia, em assalto a mão armada à plena luz do dia, inclusive, fazendo uso da hedionda tortura para apossar das gigantescas reservas de petróleo desses indefesos países, destituídos de poder de fogo nuclear.

Portanto, em “tempos de paz econômica”, cabe ao trabalhador proporcionar a fartura dos ricos, evidenciada nas gigantes concentrações de riquezas em mãos das elites dominantes, acumuladas ao longo dos anos, às custas das inúmeras privações dos trabalhadores. E em tempo de crises, novamente os trabalhadores são convocados para sacrifícios extras, visando impedir a falência do sistema, com pomposos nomes, como “governo de austeridade”, agora visto na Europa.

No sistema capitalista, a conta sempre é paga por quem realmente trabalha. O trabalhador termina ficando com muito pouco da riqueza produzida, que é massivamente transferida para as mãos dos donos dos meios de produção e do capital, via diversos artifícios, considerados legais.

Durante os períodos de normalidade econômica, as elites sempre dão um jeito de ir enrolando a classe trabalhadora com falsas promessas, postergando o pleno atendimento das urgentes necessidades dos trabalhadores.

E nos períodos de crise econômica, como este de agora, o grande arrocho volta-se contra a classe trabalhadora, visto na Europa, com velhas receitas do FMI fazendo demissões em massas, reduções de aposentadorias e diminuições de salários.

Fazem ainda privatizações de riquíssimas empresas estatais, construídas ao longo de décadas de árduo trabalho e sacrifícios dos trabalhadores, para que, em poucas horas, siderais fortunas dos trabalhadores serem transferidas para as mãos das elites, leiloadas a preço de bananas.

Trocando em miúdos, é um sistema desonesto, burro, instável, e ainda por cima, altamente ameaçador à vida no Planeta, por conta de uma provável guerra nuclear, já engatilhada.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *