Um sinal foi dado ao novos ladrões do País

Francisco Bendl

O julgamento do mensalão foi, a meu ver, um aviso do Poder Judiciário ao Legislativo que não iria permitir que o lodaçal onde este se encontra respingasse nos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo havendo julgadores francamente contrários à forma como se processaram as sessões abertas ao público, não deixaram de condenar os mensaleiros, diante da gravidade do plano em manter o PT no poder indefinidamente e muitos de seus partidários locupletarem-se ilicitamente!

Há limites a serem obedecidos nos meandros e bastidores de nossas instituições que devem ser observados, caso contrário um poder se lança sobre o outro, de modo a fingir que não somos um País totalmente corrupto e inconfiável, principalmente entre aqueles que são os guardiões de nossa Constituição.

As cortinas entreabertas do Congresso e do Supremo, lamentavelmente, deixam transparecer que a preocupação jamais foi com o povo e o Brasil, mas com suas imagens pessoais e manutenção da máquina poderosa dos poderes a esmagar quem se aventura em colocá-las em cheque.

Pelo menos o sinal foi dado aos novos ladrões do País ou planejadores que desejarem se perpetuar no poder de forma desonesta e tão às claras como foi o mensalão.

Um pouco menos de ganância não faz mal a ninguém, e não levará altos dirigentes partidários para o banco dos réus.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

10 thoughts on “Um sinal foi dado ao novos ladrões do País

  1. Um jurista me disse duas frases em momentos distintos, e que guardo-as com carinho em minha mente para quando precisar:

    “… as leis são feitas para enganar a Justiça!”

    “… é fato que as leis são para todos. Os advogados, não!”

  2. Os (des)governos brasileiros são terroristas. Espalham a fome e a miséria. Os ricos estão cada vez mais ricos … e o pobres estão cada vez mais pobres. Enquanto isso … enquanto isso … as estatísticas, as projeções, os números do (des) governo prosseguem apresentando uma OUTRA realidade. Realidade que não bate com o que vemos.
    É tudo mentira. A manipulação, a maquiagem e o fantasiamento dos safadistas (viva Odorico Paraguaçu!!!) dos dados oficiais não resistem à mais absurda análise. Mas, Francisco Bendl, não esqueça; os ladrões e os ratos se multiplicam com uma velocidade enooorme. E o queijo é muito grande, eles comem tudo.
    Abraço forte, Bendl.

  3. Prezado C. Fischer,
    Não me lembro de ter visto o teu nome neste Blog, a não ser recentemente.
    Teus comentários estão sendo lidos por mim porque simples e diretos, verdadeiros e interessantes.
    Esta tua alegação sobre o “jeitinho” brasileiro foi inteligente, pois se trata de um procedimento tradicional entre os detentores do poder com relação a seus apaniguados, razão pela qual quando este “modus operandi” é violado a reação é imediata.
    Evidentemente apenas a reação, algo para “o inglês ver”, causar uma certa impressão de que existe o certo e o errado. Ledo engano. Na verdade para o governo e seus aliados apenas existe a oportunidade de se locupletar, e tanto faz se ela é lícita ou não.
    O julgamento do mensalão foi um jogo de cena, a começar que muitos dos frequentadores do Blog ainda hoje o criticam por motivos sectários e, outros, por jamais acreditarem que redundaria em punição efetiva.
    Pobre Brasil!

  4. Almério, meu caro,
    Trata-se de um enorme queijo!
    A começar que os responsáveis pelo seu tamanho e sabor maravilhoso somos nós, o povo, que o aumentamos de acordo com a cobrança que nos fazem através de tributos, os mais altos do mundo!
    Assim, os nacos enormes que os poderes tiram deste queijo é rapidamente compensado pelo aumento da carga tributária e desvios de verbas originariamente locadas, de modo que não falte dinheiro para “eles” em quaisquer circunstãncias.
    A prova incontestável deste cuidado em alimentar e fartamente as bocas enormes de uma elite porca e selvagem que devasta as reservas do País sem nada aplicar para seu desenvolvimento social e econômico são os lucros obtidos pelos bancos na gestão do PT, simplesmente inimaginável no resto do planeta!!!
    Do povo trabalhador, Imposto de Renda (IRDF), ICMS, PIS, COFINS, IPTU, IPVA, multas, taxas, tarifas, ISSQN, pedágios, margens de lucros, custeios, manutenção da máquina, enfim, maneiras várias de arrecadação cuja maior parte é dividida entre “eles” para que vivam como se estivessem no paraíso e, nós, sendo espetados pelos demônios para que mais tributos possamos gerar e alimentarmos nababescamente bem os que nos açoitam diariamente e, em retribuição, nos atiram migalhas que carinhosamente chamam de Bolsa Família. Em outras palavras, Almério:
    Nós existimos para encher as profundas e imensas bolsas de seus familiares e deles também, daí o nome de Bolsa Famí(g)lia.
    Um abraço também forte e cordial, meu caro.

  5. infelizmente,reafirmo mais uma vez, que o mensalão foi uma grande novela,porém ela precisa terminar ,será que o fim será o que esperamos?

  6. Prezado Luiz Fernando,
    Pelo andar da carroça, duvido que o final do mensalão será aquele que queríamos e os bandidos os mereciam!
    Um abraço.

  7. Francisco Bendl, Bravo Lutador !!!
    Este blog incomparável, como você sempre diz de forma única, é incomparável mesmo. Abriga todas as correntes de pensamento, até as que privilegiam o desprezo pela dignidade da vida humana.
    Fazer pouco caso …e massacrar trabalhadores … PODE. Lutar contra os criminosos exploradores e massacradores do povo … NÃO PODE.
    Apresentar manipulações, mascarar os (terríveis) resultados da nossa economia … admitir e posicionar condenados como legisladores … PODE.
    Discordar dos macabros serviços públicos prestados aos trabalhadores … NÃO PODE.
    Um tal de felipe-de-não-sei-o-que, cujo artigo foi aqui no blog trazido entusiasticamente pelo Mauro Julio Vieira, expressa o ápice da zombaria e deboche para com o Trabalhador, citando frases e teses retirados de uma mente que (criminosamente e vergonhosamente) mente.
    Este felipe-de-não-sei-o-que adora os ladrões e detesta abertamente quem não luta “da forma que ele determina e consente”. Caso contrário, somos todos um bando de imbecís, apenas isto.
    Já são 27 cidades em todo o mundo, noticiando nossos “delírios sociais”. Mauro Julio Vieira, recentemente, disse não se importar com o que acontece em Guantánamo. Mas, cita repetidas e repetidas vezes o sofrimento dos cubanos … Como seja; para ele, a vida humana é diferenciada!!! A porcariada em Guantánamo … PODE. Ele DECLARADAMENTE … não está nem aí. “FATO”. Agora … quanta peninha ele sente pelos torturados em Havana!!! Minha revolta e repúdio por este tipo de posicionamento, serão eternas. Ele, Mauro Julio Vieira, cita artigos … tem todo o direito de fazê-lo!!! Mas … abraçar e assinar embaixo citações cujas origens inexistem, sem sequer checá-las e apoiar o deboche e zombaria de quem pensa diferentemente … eis um exemplo clássico de insanidade, crueldade e que causa o meu descaso com mentes que mentem conscientemente … e ignorantemente … e boçalmente … e sobretudo … desumanamente.

  8. Almério, meu caro,
    Já sofri com a incompreensão de alguns comentaristas quanto me posicionar contrário à tortura em qualquer instãncia, seja institucionalizada ou não, pois esta ofensa incomparável pela sua maldade e humilhação ao ser humano não distingue se ocasionada pelo Estado ou bandidos ou pessoas cruéis, igualmente não interessando se em período ditatorial ou democrático.
    A violência hoje empregada no sistema carcerário brasileiro, cujos presídios se transformaram em espetáculos da perversão do Estado sobre os cidadãos não difere muito da tortura do passado; a insegurança pública, que nos coloca à mercê da vontade de assassinos e ladrões diariamente não é menos revoltante que as prisões feitas no passado pela truculência.
    Desta forma, se os americanos usam do mesmo expediente com relação aos seres humanos que comumente são os mesmos utilizados pelos regimes de exceção, devem ser criticados e combatidos nesta intenção deplorável e criminosa contra a Humanidade.
    Ora, se não toleramos a selvageria dos israelenses contra os palestinos, igualmente devemos ser coerentes e não compactuarmos com atos terroristas que, da mesma maneira, matam inocentes.
    Se temos como exemplo de maldade Hitler, outros genocidas devem estar ao seu lado, tais como, Mao, Stálin, Pol Pot, Nixon(os bombardeios no Laos), Videla, e por aí adiante.
    O problema é a distinção que fazemos da pessoa que tem dinheiro e poder, que nos subjugamos a elas em troca de emprego e salário que querem pagar, colaborando que este domínio aumente com o tempo.
    Atualmente, o dinheiro manda no planeta de tal forma que, uma greve, por exemplo, em escala mundial, não teria a repercussão e nem adeptos totais, havendo quem estaria disposto a substituir os grevistas e até ganhando menos!
    Portanto, este sistema selvagem se adonou do ser humano, tanto dos poderosos e endinheirados quanto dos que nada possuem porque simplesmente o “vil metal” é a mola mestra do mundo e não mais a pessoa!
    Nós somos descartáveis, Almério, menos o dinheiro poupado ou aplicado ou transformado em patrimônio!
    Mudar este conceito, tarefa impossível, diante dos valores e princípios abandonados e substituídos pelos voláteis, pelas aparências, pela “segurança” de se ter dinheiro depositado ou gozando de um trabalho no serviço público, cuja demissão sabemos o quanto é difícil que aconteça.
    Nossos objetivos não são mais as realizações pessoais, a felicidade, mas uma função bem remunerada e próxima ao poder, cujo preço normalmente tem sido a dignidade!
    Um forte abraço, meu caro.

  9. Francisco Bendl !!!
    Por favor, perdoe-me o equívoco !!!
    Mas esta SUA colocação, de que “SOMOS TODOS DESCARTÁVEIS” empolgou-me de tal forma que errei na correta atribuição de seu crédito. C. Fischer – um comentarista que nos entusiasma cada vez mais com seus textos – igualmente nos tem brindado com colocações sempre conquistadoras das nossas atenções. Quem ganha com isso … são os leitores deste “incomparável blog”.
    PS 1(imitando o HF): estou escrevendo uma série sobre EXISTENCIALISMO. Estou no capítulo três. Desejo abordar esta sua posição existencialista, mais para Sartre do que para Kierkegaard.
    PS 2 : Peço licença para mencionar seu nome.
    PS 3 : Penso em um dos capítulos escrever DESCARTES e os DESCARTES; compararei a metafísica cartesiana (René Descartes é o Pai da Filosofia Moderna) com o fato de sermos Descartáveis. Será algo inédito! Não há nada parecido com isto, embora Nietzsche aborde o NADA de forma muito própria, e fez escola com isto. Farei uma salada … rsrs
    Abraço, caro Francisco !!!!! Bela semana pra nós todos.

  10. Almério, meu amigo e meu caro colega de Tribuna da Imprensa,
    Os meus registros estão à tua disposição. Usa-os como quiseres e sem me pedires licença!
    Reforçando a minha afirmação de que somos descartáveis, me vem à mente as pessoas que hoje estão nas ruas pedindo esmolas, que não têm casas para se abrigar, comida, emprego, um agasalho, e que nós passamos por elas sem dar-lhes a devida atenção.
    Pensa comigo, Almério, na quantidade de idosos em asilos abandonados pelos filhos, e a quantidade de filhos abandonados pelos pais!
    Lembremo-nos daqueles que estão nos hospitais e que não recebem a visita de qualquer parente ou amigo, e a solidão que se encontram;
    Do pai de família que não tem dinheiro para pagar o aluguel da sua moradia, enquanto que “servidores públicos” possuem dois ou mais proventos em seus contracheques polpudos e sem pagarem IR;
    No serviço ecravo que muitos estão sujeitos e nos nossos políticos que “trabalham” quando querem, além de receberem vencimentos milionários;
    Nas filas de agências de empregos, enquanto que apaniguados entram no serviço público sem concurso;
    Nas demissões que acontecem hoje;
    Nos abandonados de agora;
    Na fome da maioria dos países africanos;
    Na falta de esperança;
    Na insegurança dos palestinos;
    Na polícia descendo o cacete em manifestantes clamando por preços menores em ônibus, trens e lotações que não oferecem conforto, quantidade suficiente para translados e impontualidade;
    Nesta mesma polícia que tem de chamar de Excelências os ladrões do mensalão que continuam parlamentares!
    Inegavelmente que somos descartáveis.
    Eu mesmo, olhando pela janela de um aposento pequeno onde se encontra o meu computador, vendo o dia chuvoso, coberto por uma neblina espessa que teima não levantar, frio, dia cinzento, que importãncia tenho para este mundo?
    Que importãncia tenho para meus filhos que já possuem as suas vidas encaminhadas?
    A minha mulher sentiria a falta da minha companhia por uns dias, mas depois ela teria os filhos que a acolheriam de bom grado e braços abertos, então eu mesmo me qualifico como descartável!
    Ora, milhões estão na minha situação agora, Almério, que se formos embora deste mundo…tchau e bênção!
    Acredito que o mal maior da Humanidade para si mesma tenha sido a sua desvalorização como tal. O ser humano jamais deu-se o valor adequado à sua importãncia que transcende a nossa compreensão pelo poder que temos de alterar a realidade ao nosso redor, diferente de qualquer outro ser vivo que divide conosco este mundo de Deus e, paradoxalmente a este grande significado, o nosso desprezo pela vida!
    Desta forma, eu te pergunto:
    O que vem a ser a existência, se ela se dissipa quando estamos experientes – considerando que morremos depois de velhos e não de outra maneira fortuíta, lógico -, maduros, compreensivos, mais tolerantes, conhecedores de nós mesmos, de nossos semelhantes?!
    Viver, sofrer e morrer?
    Lá pelas tantas passarei a acreditar que o inferno é aqui mesmo, diante da nossa finitude, padecimento, e espera da morte inexorável a nos rondar dia e noite reclamando a nossa presença para quando menos esperarmos o deferimento de sua requisição para nossas almas.
    Precisamos dialogar com Deus, Almério, sobre este sistema empregado de vida concedida sem que nós mesmos estipulemos a hora de nos despedir deste mundo.
    Ora, se não escolhemos o momento de nascer e nem quem serão os nossos pais e país natal, então que pelo menos optássemos pela hora da nossa morte, mais ou menos compensando este aprendizado que alguns dizem ser o período que vivemos neste planeta pequeno e perdido neste Universo sem fim!
    Um forte abraço, meu caro filósofo!

Deixe um comentário para luiz fernando freire junior Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *