Um soneto de Guimarães Rosa que se transforma numa declaração de amor

Resultado de imagem para guimarães rosa frasesPaulo Peres
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O médico, diplomata, romancista, contista e poeta João Guimarães Rosa (1908-1967), nascido em Cordisburgo (MG), é um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, sendo o romance “Grande Sertão: Veredas”, que ele qualifica como uma “autobiografia irracional”, a sua obra mais conhecida. Entretanto, Guimarães Rosa também enveredou pelos veios poéticos. No “Soneto da Saudade”, ele explica que a distância não apaga uma paixão.

SONETO DA SAUDADE
Guimarães Rosa

Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!

Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas…
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas…

Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.

Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos…
Nem a distância apaga a chama da paixão

5 thoughts on “Um soneto de Guimarães Rosa que se transforma numa declaração de amor

  1. Belo poema, mas muito corny, excessivamente sentimental para o meu gosto. E um pouco infantil.
    Até entenderia alguém sob efeito de LSD ou outro alucinógeno imaginar plumas a flutuar sobre a neve e gota de orvalho para expressar suavidade. A pluma simplesmente não flutua sobre a neve, ela gruda na superfície. Quanto á gota dagua, tem que ser de orvalho para ser suave?
    Eu, hein, esses poetas…

  2. O poeta estava com saudades dos momentos que passou com sua namorada. Nem a distância apagaria tanto amor de ambos. Fiquei encantada vendo os beijos na boca de sua amada, tal como flocos de neve caindo durante uma nevasca. Muito amor.
    Nunca fui apresentadà a neve. Só em filmes vi paisagens de neve flutuando,como plumas até chegar ao seu destino. Muito bonito.

  3. Guimarães Rosa faleceu em 1967. Faleceu, não, encantou-se, pois ele dizia que a gente não morre fica encantando. Foi médico, embaixador, escritor e poeta e está encantado. Deixou muitos livros e sua obra prima “Grande Sertão: Veredas.Tive uma vizinha que era de Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa, portanto, teve a felicidade de conversar com ele. Já pensou?
    Em Cordisburgo há pontos turisticos importantes, como o Museu Guimarães Rosa, a Gruta de Maquiné (estive lá, visitando).
    Excelente, a postagem de hoje, Paulo Peres.

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