Uma lição dos bombeiros para melhorar a política

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Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Carlos Chagas

Somados, os votos em branco, os nulos, as abstenções e as ausências quase chegaram à metade do eleitorado em várias capitais.  Recado maior as urnas não poderiam ter dado. Importa menos se a pergunta não foi feita pelos institutos de pesquisa eleitoral, porque estava no ar que a gente respira: a rejeição nacional ao sistema político vigente, ou melhor, aos políticos. E agora?

Foi-se com o vento a suposição de que o povo não está preparado para votar. Está, sim senhor. Tanto que nas próximas eleições parece inevitável assistir a maioria dando  as costas à farsa encenada pela minoria.

O Brasil real está prestes a despedir-se do Brasil formal. Em dois anos o não-voto irá superar o voto que algum candidato a presidente da República vier a ostentar como vencedor.

Tem saída? Várias, inclusive as amargas, sendo a pior delas deixar tudo como está. Fingir que nada aconteceu ou pretender que as instituições atuais nos bastam.

EXEMPLO DOS BOMBEIROS – Muitos supõem uma nova Constituição ou uma amplíssima reforma na atual. Não vai dar, se os personagens forem os mesmos.

Não só os bombeiros ensinam que fogo se combate com fogo. Democracia também pode ser consertada com democracia. Por que não promover eleições gerais, em todos os níveis? Talvez os ausentes de domingo passado se animassem a comparecer, desde que se estabelecesse que ninguém, mas ninguém mesmo, pudesse recandidatar-se. Sem reeleições municipais, estaduais e federais. Seria um risco, é claro, mas pior não ficaria.

5 thoughts on “Uma lição dos bombeiros para melhorar a política

  1. Ora, ora…
    Os mesmos que sempre reclamam que o voto é obrigatório, agora reclamam que o povo não vota.

    Ou o eleitor vota porque é a favor, ou vota porque é contra, ou não vota por algum motivo ou simplesmente não vota porque não está nem aí (branco, nulo ou abstenções).

    Agora vem este luminar querer cassar o direito a reeleição, alegando que há políticos que não atraem a atenção do eleitorado.

    Nem no paraíso comunista ocorre esta supressão de liberdade.

    Afinal, o que a imprensa quer?

  2. Se para votar em dois candidatos: vereador e prefeito, houve uma grande abstenção. Imaginem o eleitor, que em sua maioria é desinteressado, tiver que votar simultaneamente em 7 candidatos. o primeiro santinho que ele pegar das mãos de um cabo eleitoral com nome e número dos candidatos, é o que usará na votação. Aí está a importância da boca de urna. Eleição no Brasil é uma farsa.

  3. Sr. Antonio Henrique : Nem eu nem milhões de brasileiros queremos a reeleição. Não é necessário agredir, rotulando de ” luminar ” qualquer pessoa que discorde da sua opinião. Vamos ao debate limpo !

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