Uma mensagem ao amigo Francisco Bendl sobre a pena de morte

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Charge de Themis Alves (Arquivo Google)

Jorge Béja

Não, Bendl. Não, não e não. Mais uma vez, não. Bendl, como minha esposa e eu gostamos de você!. Quando conhecer você pessoalmente, primeiro vou me curvar. Depois beijá-lo. Beijá-lo muito. Vou chorar. Um dia enviei para você um livro sobre os malefícios do glúten para a saúde. Duas outras vezes liguei para tocar piano e você ouvir ao telefone. E agora mesmo estamos tratando de nossa ida até a cidade gaúcha de Santa Maria para eu tocar diante do túmulo do menino Bernardo Uglione Boldrini. De Bernardo, que lá do céu já opera milagres. E Bendl já se dispôs a tratar de tudo: hospedagem, transporte de Porto Alegre para Santa Maria, hospedagem na cidade de Rolante, onde você e sua querida família residem, aluguel do piano de cauda, afinação…

Espero repetir no cemitério municipal de Santa Maria o mesmo gesto da década de 80, quando toquei no Père Lachaise. De fraque e casaca e diante dos túmulos de Allan Kardec, Edith Piaff, Oscar Wilde, Chopin…toquei. Toquei muito e chorei. Chorei muito. Eles estavam presentes. Eles todos vivem e estão presentes. E sem você, Bendl, este meu propósito de homenagear Bernardo não seria possível. Imagine um ancião de 70 e esposa de 64, sozinhos, no Rio Grande do Sul. Sua companhia é indispensável. Uma companhia de amor. De um guardião. De um guia que tudo sabe e tudo conhece.

MISTÉRIO DA VIDA – Mas pena de morte, não, Bendl. É uma pena que a Humanidade já aboliu desde a Declaração dos Direitos Humanos e da Carta da ONU. Não se trata de puritanismo, e sim do que é metafísico, que vai além da limitada compreensão humana, do que é mistério, do que é sobrenatural. E assim é a Vida.

Não será porque o Poder Público é ineficaz na ressocialização daqueles que contribuíram para o desequilíbrio social que se haverá de instituir a pena capital. Eu briguei pela iraniana Sakineh. Ela ia ser morta por apedrejamento. Mandei um pedido de clemência ao Ayatolá supremo do Irã e a mulher foi poupada. Hoje, 5 anos depois, voltou à casa para perto dos filhos. Eu tentei evitar que aqueles dois brasileiros condenados à morte na Indonésia fossem mortos, mas não consegui. Mas continuarei empenhado da defesa intransigente da Vida.

PENA INJUSTA – A pena de morte chega a ser injusta, porque o culpado não paga pelo crime que cometeu. Simplesmente morre. Isso sem falar no erro judiciário. O que seria dos irmãos Naves, se contra ambos tivesse sido aplicada a pena de morte? Foram condenados pela morte de um homem em Araguari. Um morreu no cárcere. Outro, do cárcere sobreviveu. Depois, o “morto” apareceu, belo, formoso e rico, na mesma Araguari.

Bendl, você é um cristão. É um ex-aluno de Dom Bosco. Por muitos anos estudou no Colégio Salesiano de Brasilia, cidade sonhada e profetizada por Dom Bosco. Bendl, apesar de toda a sua santa ira, sua revolta, que é sua e de todos nós, recuse a pena de morte. Viver já é morrer. Não é esta vida um “vale de lágrimas” como diz a Oração Salve Rainha? Eis um trecho: “a vós bradamos os degredados filhos de Eva, a vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas..”.

Bendl, saúdo o Espírito Infinito que habita dentro de você.

32 thoughts on “Uma mensagem ao amigo Francisco Bendl sobre a pena de morte

    • 12 Homens e Uma sentença de 1957 é o Original, (classico) com Henry Fond.
      Mas tem também a refilmagem do clássico (remake) de 1997 com Jack Lemmon.
      Assisti ao dois filmes
      O original (1957) tenho na minha coleção de DVDs.
      Dois ótimos filmes para assistir,
      Recomendo. á todos.

  1. O ideal seria a inexistência de tal polêmica. O Estado executar uma pessoa é uma cena horrível e dantesca. Tem horas que nos revoltamos com tanta injustiça, compreensível a posição do Dr. Bendi. Mas prefiro aprender com o Dr. Béja e pagar (e apagar) o ódio com o amor.

      • Reagir com efetivo cumprimento da pena. Justiça efetiva e rápida. Presídios decentes e salubres. Penas pra valer. Trabalhos forçados. Fim do regime de progressão de pena aos criminosos violentos. Pena de morte nunca.

        • Com toda a sinceridade, nem eu defendo a pena de morte.
          Tudo o que o amigo listou está corretíssimo, mas, com a complexidade que envolve todas estas transformações necessárias, talvez nem meus netos vão alcançá-las.

          Precisamos de medidas urgentes e uma reação forte, muito forte.
          O marginal tem que temer e respeitar o sistema.
          Urgente.

      • E aqueles assassinos do colarinho branco, de todos os partidos politicos, que matam milhares ao desviar o dinheiro que iria para segurança, açudes (nordeste, lembra?), saúde, merenda das escolas? Ou você só e a favor de preto e pobre?

  2. Caro Dr. Béja, parabéns pelo artigo, o caro Bendl, como alma sensível, em ver, tantos assassinatos, com toda indignação, deixou falar o “Caim” que todos trazemos dentro de nós, na aplicação do “dente por dente”, por lapso de memória, esqueceu, que Deus, o senhor da vida existe, e que não temos o Direito de tirá-la; Deus nosso criador, tem uma Justiça, que faz Justiça, na Prestação de contas de nossas “Obras” além túmulo, conforme nos alertou Jesus: A Cada um segundo suas obras” e “Pagarás até o último ceitil”, Jesus O Cristo.
    Todos os poderosos públicos e privados, que indiretamente, matam, cujo instrumento de morte, é a “caneta”, que alcançam milhões, suas almas, sofrerão, no inferno da Consciência.
    Rogo a Deus, seu amparo, a todos que praticam o Amor fraterno, e aos que estão no desvio, que se arrependam, e façam um novo futuro, pois, o passado, já está gravado na consciência, e com a sentença a ser cumprida, do “ranger de dentes”, além túmulo.
    Desta Vida só levamos 3 coisas: o Bem, o Mal, e o bem que se deixou de fazer.
    A grande mensagem de Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai a não ser por mim, cujo Código de Vida, é o Evangelho.
    Dr. Beja, e Bendl, muita saúde e longa vida, nessa Estrada de Luz fraterna. aceitem um forte abraço do irmão em Deus. Théo.
    87 anos, meu coração chora, em ver tanta dor.

  3. Quantos erros judiciais são cometidos com a pena de morte! “Não matar” é o 5º mandamento das Leis de Deus. ” Quem mata, precisa viver para sofrer e muitas vezes se arrepender, se penitenciar. Muito bem lembrado o caso dos irmãos Naves, condenados aqui em Minas a 25 anos de reclusão e o assassino vivendo numa boa. Lembrei-me e postei no texto do Bendl o caso do Tenente Bandeira no Rio de Janeiro. Tenório Cavalcanti, o “homem da capa preta” foi fundo e provou que o Tenente não era o assassino e sim o filho de um influente politico. Seriam dois erros cometidos tivesse pena de morte. E os crimes cometidos pelo estado islâmico. A morte de Sadan Hussein, por enforcamento, doeu demais. Ninguém deveria ter o poder de matar. Prisão perpétua, sim, para casos como da Suzane von Richthofen que planejou a morte dos pais. Nem sei se ela já está livre e solta por ai.

  4. Não que eu seja a favor da pena de morte, mas tenho que reconhecer que, na prática, neste país, só quem tem o poder de usá-la é o bandido.

    Em menos de um minuto ele prende, julga, condena e executa – todos os dias – e assistimos a um sem número de famílias destroçadas.
    Só nos resta chorar pelas perdas de pessoas inocentes, honestas, úteis à sociedade.
    Isso não é justo.

  5. Esse país não tem estrutura nem para manter na cadeia os ladrões de galinha.
    Incluir a prisão perpétua em nossas leis é incompatível com o sistema ora em uso.

    O país tem mais de 500 mil recolhidos nas penitenciárias pelo Brasil afora e, apesar das progressões de pena, mais as liberações para Natal, dia das mães, etc – muitas delas sem retorno, o número de criminosos só cresce.

    Então, prisão perpétua é incompatível com a estrutura do sistema prisional no Brasil.
    A sociedade brasileira precisa discutir essa questão.

    • Sem contar com mais de 250.000 mandados sem cuprir e que em média apenas 3% dos homicídios chegam a juri.
      No Japão a média é de 94 %. Na seria mais interessante fazer funcionar o que já existe primeiro ?

  6. Sou literalmente contra a PENA de MORTE, por diversos motivos, ainda mais uma justiça podre e farta de corrupção que acontece. Mas não tenho nem um receio daquele que de fato coloca a vida do próximo em risco venha cair por sua espada. Afinal aquele que Jesus lhe ordenou: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada pela espada morrerão”. Logo melhor opção é não atentar sobre o próximo pois o risco é grande de morrer.

  7. Caríssimo e estimado Dr.Béja,

    O nosso incansável mediador, Carlos Newton, me deixou em camisa de força, sem eu poder me mexer!

    Publica um comentário seu, que vale sempre como artigo, para me dar um puxão de orelhas, me chamar à atenção pela ousadia que tive de admitir a pena de morte como meio de minimizar-se a violência que hoje impera e nos coloca à sua mercê, e que nos espreita diariamente para nos tirar do convívio da sociedade eliminando-nos fria e calculadamente, às vezes apenas pelo poder e sensação de matar!

    Não tenho a menor condição de discutir com o senhor a pena de morte em termos éticos, morais e legais, e seria ridículo se eu quisesse estabelecer qualquer debate neste sentido.

    Reconheço a minha posição na sociedade em comparação à sua.
    Enquanto pertenço à plebe ignara, o senhor é um eminente jurista, um advogado de renome nacional e internacional, um ser humano bondoso, solidário, caridoso, religioso, e dotado de uma fé inabalável em Deus, enquanto ainda me questiono as razões por que nasci, apesar de agradecer a Deus diariamente a família que tive, um graça Divina indescritível!

    POIS DIANTE DESTE AMOR QUE TENHO PELOS MEUS AMADOS, caro Dr.Béja, que me preocupa a violência de Porto Alegre, onde a minha nora teve um revólver no seu rosto e COM A MINHA NETA NO BANCO DE TRÁS DO CARRO QUE O LADRÃO IRIA LEVÁ-LA CONSIGO SE A NORA NÃO A PEGASSE ENFRENTANDO AS ORDENS DO CRIMINOSO PARA QUE NÃO SE MEXESSE, e a tirasse da cadeirinha e saísse em disparada, correndo do possível assassino, que somente lhe levou o automóvel!

    Não sei se eu não me tornaria um JUSTICEIRO, não sei, acho que sim, em todo caso!

    Não quero, dr.Béja, que Deus resolva depois desta vida os problemas que seres humanos ocasionaram a si mesmos nesta existência, tirando a vida de outros.
    Por exemplo, e se Deus não existir?!

    E se morremos e a vida acaba em definitivo?!

    Por favor, o senhor precisa conceder as dúvidas pertinentes a seres como eu, sem a sua estrutura psíquica, sem a sua estatura moral, sem os seus conhecimentos sobre a natureza humana!

    E assim o Brasil é composto na sua maioria, de gente simples, analfabetos absolutos e funcionais, de incultos e incautos, de gente despreparada, as vítimas de bandidos, de governantes e parlamentares que as exploram, roubam, matam, e ainda exijam ser obedecidas e reverenciadas!

    Se eu não posso matar também não podem me tirar a vida, e quem não cumpre com esta lei natural está sujeito a punições da mesma relevância, a meu ver.

    O homem não tem o direito de ser o predador do homem, e se insurgir contra esta ordem pagará na mesma moeda a ofensa cometida, simples.

    Ora, meu admirado e respeitado amigo, que tanto estimo, se Deus admite que a minha vida pode ser interrompida, mas eu decido que a de assassinos podem também ser impedidas de continuar porque mataram, assim como não devo questioná-Lo porque puniu a humanidade várias vezes quando lhe desobedeceram, Ele deve entender que estou fazendo exatamente o mesmo com aquele que desobedeceu o Seu Mandamento específico, de não matar!

    Mas como não matar, matando?!

    Porque Deus agiu exatamente desta forma, matando quem matara as Suas determinações, quem matara Seus filhos, quem não respeitou a vida!

    Acho, até, que manter um assassino é um pecado!

    Tratar com carinho, cuidados, atenções com quem foi cruel, hediondo, uma besta humana, infringe normas divinas, e se torna infinitamente mais grave que eu cobiçar a mulher do próximo mesmo que em pensamento ou até mesmo tomando-a como amante, pois a vida não foi tirada de ninguém, enquanto aquele que recebe a minha compreensão mesmo punido, ceifou a vida de um inocente!

    Ora, se o livre arbítrio, que Deus nos dotou, envereda por questões consideradas sagradas e as ofende, mata-as, em face deste poder de escolher como agir, como se comportar, posso, em consequência, tomar medidas que evitem condutas que seguem nesta trilha de assassinatos, eliminando o inimigo do homem e de Deus!

    Assim como devemos combater as tentações e delas nos afastar, não aceito e não compreendo me aproximar de um assassino E DEPOIS DE TER PRATICADO VÁRIAS MORTES, querer demonstrar compaixão, perdão, porém que fique penando o resto da sua vida em presídios imundos, humilhantes, que por mais que venha a sofrer até deixar este mundo, jamais compensará a vida que roubou!

    Um contrassenso, conforme a minha interpretação que uma vida vale outra vida, pois NÃO SOMOS IMORTAIS, E VAMOS MORRER TODOS, SEM DISTINÇÃO, então por que não questionamos Deus sobre a nossa finitude, mas tratemos de antecipar a morte daquele que matou, pois se vai morrer amanhã ou depois, então que permaneça livre, haja vista que será o Criador que irá puni-lo, supostamente!

    Nessas alturas, as leis que são criadas pelo Legislativo deverão acrescentar que todos devem acreditar em Deus, caso contrário, para os ateus, o crime se manterá impune, enquanto que a pena de morte se não compensar a vida útil de uma pessoa boa, pelo menos avisará a outros matadores que a deles está em risco, que se cuidem.

    Acho que pessoas da sua estirpe, do seu altíssimo nível pessoal e profissional, deveriam liderar discussões sobre a violência e como diminuí-la, mas ao mesmo tempo que medidas fossem aplicadas para conter os assassinatos, tipo aquelas que sugeri para não ser usadas mais as escolas de crimes, os presídios, que seriam os navios prisões, navegando em alto mar com pessoas altamente perigosas ou as prisões subterrâneas para os mesmos crimes hediondos, poupando custos de construções e manutenção dos prédios, mas usando o solo como muralhas intransponíveis.

    Agora, continuarmos sendo caçados selvagemente, sem podermos nos defender porque o Estado nos tirou o direito de termos uma arma, e se agirmos com rigor com o criminoso aparecem políticos que se arvoram defensores dos direitos humanos, na verdade direitos que permitem matar, lamento, que a pena de morte seja implantada, e concretizada a extinção da vida daquele criminoso através de um tribunal especial, escolhido unicamente para julgamentos onde a pena capital possa ser concretizada, e mediante pressupostos de várias vidas ceifadas ou de crimes que sejam mesmo bestiais, horripilantes, que seus autores não tenham como se tornar pessoas sociáveis, pois elas existem, e em número assustadores, posso lhe afirmar, basta qualquer contato com as psicólogas ou psiquiatras que trabalham em locais de adolescentes e jovens detidos por assassinatos, e em presídios que acolhem os matadores em série, que jamais irão se recuperar.

    Pedi perdão anteriormente pela decepção que lhe causei. Reitero as minhas desculpas. Repito a minha humildade em lhe implorar compreensão, que não rejeite a sua amizade por este comentarista, que não me exclua do rol de seus amigos, mesmo virtuais, eu lhe suplico.

    Mas entenda a minha posição, de me aliar aqueles que sofreram a perda de entes queridos, que eu poderia estar pranteando desesperado o assassinato de uma nora e de uma das minhas adoradas netas, e que eu me tornaria um criminoso cruel porque não pararia enquanto não matasse o assassino, e com requintes de crueldade extrema!

    Compreenda que precisamos ser mais rígidos com aqueles que não se importam com Deus, que não se preocupam com a vida alheia, que desobedecem os mais comezinhos princípios de vida em sociedade!

    Não tenho o seu alcance benevolente, tolerante, de perdoar quem tenha cometido tamanho e grave crime contra Deus e os homens.

    Não desejo vingança, mas equiparação; não quero matar, mas não permito que matem; não pretendo mostrar que sou fraco, mas severo quando roubam vidas alheias.

    Estaria eu errado?

    Eu não seria um bom ser humano se quero que assassinos sejam punidos com a pena capital porque mataram?

    Eu não estaria dando mais importância ao crime cometido que a vida ceifada?

    A vida do assassino deve ser mantida mas, a do assassinado, apenas lamentada por que em hora e local indevidos?

    Devo aceitar e superestimar a vida difícil que o criminoso teve no passado, perdoando-o pelas mortes que ocasionou, e sendo absolutamente impiedoso com pessoas que igualmente sofreram, que não mataram, mas roubaram para comer, e trancafiá-las nas mesmas celas dos assassinos?!

    O assassino pode ter a mesma diminuição da pena pela proporcionalidade do tempo preso nos mesmos moldes de um estelionatário, que não matou, que enganou, mas que obteve vantagens ilícitas desta forma?!

    Tais critérios de “justiça” são válidos?!

    Ora, se a vida roubada não vale nada, por que dar valor para quem a tira de outro?!

    A minha mente está em profusão, em ebulição, fervendo, caríssimo, tanto pela frustração e decepção que lhe causei, quanto pelas inúmeras respostas que ainda escrevo a essas horas, meia noite e meia!

    Preciso descansar, confesso.

    O senhor terá uma boa noite, eu me revirarei de um lado para outro tentando justificar a minha posição neste momento, que me coloca sujeitar às críticas e desânimos de colegas comentaristas pelo que escrevi, que se afastarão de mim, lamentavelmente, mas tenho comigo o compromisso de ser sincero, verdadeiro, mesmo que o preço a pagar seja demasiadamente elevado!

    No entanto, pelo menos meus pensamentos e ideias se manterão vivos! Não serei eu o assassino de minhas intenções que visem a proteção de inocentes, na medida que os criminosos paguem com as suas próprias existências aquelas que violentaram, e que inexplicável e injustamente tomaram para si.

    Um forte e fraterno abraço, caríssimo Dr.Béja.
    Saúde e paz!
    Excelente domingo junto à amada esposa, que, respeitosamente, envio-lhe minhas saudações.

  8. Dá para entender a lógica e a pertinência dos argumentos do senhor Bendl.
    Sem maiores adendos sobre o assunto muito e tão bem comentado pelos senhores comentaristas, uma decisão a meu ver draconiana pelo Congresso deixou o cidadão de bem totalmente desprotegido do cangaço que assola as cidades do país.
    No caso, a Lei do Desarmamento.
    Uma piada pois só vale como refresco para a bandidagem com seu armamento de guerra, enquanto o coitado do brasileiro não pode comprar uma pistola para proteger o seu lar, sem cumprir um demorado ritual burocrático composto de muitos itens que, apostamos, não é exigido a centenas de agentes de segurança.
    Da intenção, só nós, os civis , continuamos a contar com a sorte, de não estar no lugar errado na hora errada…
    Daí, se pensar na pena de morte, quando um ente querido morre muitas vezes sem reagir ao assaltante.

  9. O maior erro da justiça braceleira não é a possibilidade de cometer erros com penas de morte, um argumento aceitável e ocorrida nos países do 1º mundo O maior erro, no caso do Brasil, é a certeza da impunidade.Já que não temos a pena de morte, nos casos crimes hediondos seria justo a prisão perpétua

  10. Desde que Caim matou Abel, segundo a bíblia, a pena de morte passou a ser uma realidade entre os seres humanos.
    Uma pessoa, que por qualquer discordância atenta contra a vida de outra, o esta sentenciando com pena de morte.
    O que se discute, é se a “sociedade”, pode exercer o poder sobre a vida de um dos seus membros, mesmo que este membro tenha tirado a vida de um outro.
    O estado pode tirar a liberdade das pessoas, porém não pode tirar-lhes a vida.
    Concordância plena com a preservação da vida.
    Porém o estado tem a obrigação de defender também a vida do restante dos seus cidadão, não permitindo que os violentos atentem contra ela.
    Sendo assim o que fazer com aqueles que voltam a matar, deveriam ser eliminados ou permitir que um dia voltem a matar, como existem milhares de exemplos neste nosso pais?
    Penso que a verdade esta no fato que qualquer um pode matar, menos o estado. dai a pergunta, como fica a sociedade? A merce dos matadores?

  11. Parabéns ao sensacional Dr. Jorge Béja pelo artigo, onde discorda da posição do amigo Chicão Bendl, sobre a pena de morte, mas ao mesmo tempo homenageia a amizade que existe entre os dois.

    Assim devem ser as amizades. Com a ocorrência do respeito às diferenças de opiniões. Sempre! Sempre! Sempre!

    Também sou infinitamente contrário à pena capital.

    E no entanto sigo admirando a esmagadora maioria dos comentários e artigos de manifestações de opiniões do meu amigo Chicão Bendl.

    Quando discordo de algo, continuo no meu caminho com as minhas convicções…

  12. A princípio, todos nós somos contra tirar a vida de qualquer um que seja. Matar um assassino contumaz, não serve de punição, a dor da morte é uma só, mas vai inibir os criminosos que ainda não foram pegos. Isso é um fato.
    Quando um latrocida notório é morto, inocentes deixam de morrer.
    No Brasil de hoje vivemos numa verdadeira guerra, num sistema de guerrilhas, de um lado os criminosos e do outra a polícia e o povo no meio.
    Acredito que não há necessidade de pena de morte, o que precisa é reformar os dois Códigos: o Penal, o de Processo Penal e do sistema penitenciário, que é uma universidade do crime.
    O maior castigo para um criminoso é ter que trabalhar, imaginem esses criminosos de alta periculosidade e políticos corruptos reincidentes com uma picareta e pá nas mãos abrindo estrada de ferro pelo Brasil afora. Para eles seria pior que ser morto. Receberiam um salário mínimo e pagariam todos os encargos, como qualquer trabalhador brasileiro honesto, a única diferença é que os criminosos continuariam sem liberdade. O mais importante é que acabaria com o problema de superlotação nos presídios, que só seria usado como dormitório.

  13. O bandido faz e desfaz. Assassina vários. Vai preso. Pega, no máximo, 30 anos de prisão. Tem, 3 refeições por dia; banho de sol. Um colchão para dormir. Se for bonzinho, com 1/3 da pena fica em liberdade condicional e volta a agir. Isso, se for pobre. Caso contrário, apelará indefinidamente até a pena prescrever. Em liberdade, naturalmente. Isto está certo? Quem está pagando por tudo: NÓS!
    Fuzilamento sumário para esses canalhas !!!!!!

  14. Tempos atrás Manelão e Burica discutiam o assunto.

    Os dois eram favoráveis a pena de morte, com algumas divergências, embora ambos acreditassem em reencarnação.

    Manelão achava que quando era tirada diretamente a vida de um assassino, na realidade, a sociedade estava dando a ele uma oportunidade de reencarnar melhor, mais humano.

    Burica era contra matar diretamente. Achava que o assassino devia passar por um exame médico e, se gozasse de boa saúde, deveria ser considerado um doador de órgãos compulsório: coração para um, fígado para outro, e assim por diante… Se fosse portador de doença contagiosa incurável, aí sim deveria ser executado.

    Manelão e Burica são pessoas do povo, com mais de 70 anos de idade e nível de instrução primário.

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