Uma serenata dos bons tempos, que fez sucesso com Vicente Celestino

Resultado de imagem para candido das nevesPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O instrumentista, cantor e compositor carioca Cândido das Neves (1899-1934), apelidado por Índio, na letra lírica de “Dileta”, faz uma serenata para a sua amada. Este tango-canção foi gravado por Vicente Celestino, em 1932, pela Columbia.

DILETA
Cândido das Neves

Nesta noite prateada,
Minha terna e doce amada,
A chamar-te insinua,
Nos acordes desta lira,
Que de amor geme e suspira,
Ante o arvor meigo da lua.

No rendado da neblina,
Mais parece uma cortina,
De uma festa de noivado,
A lua é a noiva bela,
Recostada na janela,
De um palácio constelado.

Desperta,
Vem matar o meu desejo,
A minh’alma vaga incerta,
A procura do teu beijo,
Dileta,
Tu, formosa, e eu, poeta,
Quero por nos tristes versos meus,
As linhas dos beijos teus. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *