Uma surpresa na política: o PSD de Kassab vai se aliar ao PSDB em São Paulo, para ficar na oposição ao governo federal.

Carlos Newton

De repente, não mais que de repente, como dizia Vinicius de Moraes, surge uma espantosa novidade na política nacional. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criador do novo PSD, comunicou aos aliados que irá propor um acordo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tentar reeditar nas eleições municipais de 2012 a aliança que o levou à Prefeitura em 2004, como vice de José Serra (PSDB).

A revelação é surpreendente, porque tudo indicava que o PSD, que reúne uma verdade salada de políticos que integravam outras siglas, especialmente o PSDB e o DEM, caminhava para se unir ao PT e apoiar o governo Dilma Rousseff.

Mas agora, de uma hora para outra, Kassab  mudou de rumo e quer reeditar a aliança com os tucanos na disputa da sucessão na capital paulista, que tem o terceiro maior orçamento da União, Com isso, enfraquece expressivamente o PT, quando o ex-presidente Lula aposta todas as fichas no ministro da Educação, Fernando Haddad, desconhecendo as demais pré-candidaturas de seu partido, inclusive a da senadora Marta Suplicy, que lidera as pesquisas para a prefeitura de São Paulo e insiste na realização de prévias.

E em nome dessa aliança, Kassab tem afirmado que está até disposto a abrir mão da candidatura ao governo em 2014 para apoiar a reeleição de Alckmin, colocando sua sigla e o próprio nome à disposição para compor a chapa encabeçada pelo tucano. Para Kassab, juntos, PSD e PSDB têm chances se manter no comando da capital.

Resta saber agora a opinião das dezenas de políticos hoje no exercício de mandatos federais ou estaduais, que abandonaram suas legendas para se filiarem ao PSD, julgando que o novo partido se posicionaria na base aliada da presidente Dilma Rousseff.

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AFIF ACHA A ALIANÇA “NATURAL”

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos , que é um dos mais importantes dirigentes do PSD, disse considerar  “naturais” as conversas sobre uma aliança entre o PSDB e o seu novo partido. Afif deixou o DEM para ingressar na sigla do prefeito Gilberto Kassab.

“O PSD veio para confirmar a aliança que foi feita na campanha de Alckmin em 2010, quando nós trabalhamos muito para conseguir os votos na capital. Sempre ficou muito claro da minha parte que o PSD era uma dissidência com o DEM, nós não rompemos com o governo paulista”, disse Afif, em entrevsiat á repórter Daniela Lima, da “Folha”.

Afif, que participou esta quinta-feira de evento no Palácio dos Bandeirantes, ao lado de Alckmin e do secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de de São Paulo, é considerado um articulador capaz de agregar tucanos e pessedistas na próxima eleição. Apesar de ser citado em conversas, Afif nega a intenção de se candidatar, destacando que a “função do homem público é buscar agregar”.

Questionado sobre a possibilidade de uma aliança de tucanos com o PSD, Bruno Covas disse ser possível, mas afirmou que o assunto deve ser tratado apenas pela direção do partido.

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