Uma toada para louvar o nascer do dia e a natureza, na visão de Cláudio Nucci e Juca Filho

Claudio Nucci - Ritmo Melodia

Nucci, um dos mais conhecidos compositores de Sampa

Paulo Peres
Poemas & Canções

O produtor musical, cantor e compositor paulista Claudio José Moore Nucci, mais conhecido como Claudio Nucci, na letra de “Acontecência”, em parceria com Juca Filho, faz uma narrativa bucólica dos acontecimentos ao amanhecer.  Essa toada foi gravada pelo próprio Claudio Nucci, em 1980, pela EMI-Odeon.

ACONTECÊNCIA
Juca Filho e Claudio Nucci

Acorda ligeira e vem olhar que lindo
Sobre o morro sol se debruçar
Leite novo espuma dessa madrugada
Passarada vem te despertar
Tantos pés descalços
Posso ver meninos a correr na direção do dia
Banho de açude alegre e lava o corpo
Fruta fresca é pra te alimentar
Acorda ligeira e vem ver que bonito
Pelo pasto solta a vacaria
Na barra da serra gavião campeiro
Vem primeiro vento costurar
Tantos pés descalços posso ver libertos
A correr na direção do dia
Chuva desce pra regar a terra
Engravidar sementes em frutas se tornar

3 thoughts on “Uma toada para louvar o nascer do dia e a natureza, na visão de Cláudio Nucci e Juca Filho

  1. O sol desponta no nascente
    Qual uma esfera incandescente
    Do campo, o orvalho cristalino
    É sugado pro éter distante
    Para à noite voltar sereno fino

    PS1: Seria possível revivermos um cenário, tal como descrito e narrado pelos autores acima; se medidas saneadoras, urgentes, fossem adotadas:
    1- Legalização mundial do aborto;
    2- Deflagração, por parte de todos os governos da terra, de uma campanha publicitária, instigando as pessoas ao suicídio.

    PS2: Embora seja ateu declarado, recentemente, Bill Gates, posicionou-se contra o controle populacional. Todo mundo ja saber o porquê da objeção desse bilionário: ele deve acreditar que, cada humanoide que nascer, será um potencial usuário, freguês, consumidor ou cliente para ampliar a megafortuna dele!

  2. Para ficar no tema amanhecer, aqui vai a lembrança de uma manhã de outono ou, quem sabe, de primavera. Em verdade tanto faz, pois ela não é mais que uma quimera:

    Manhã de Nevoeiro:

    A brisa húmida soprava fria, fraca
    E a neblina espessa quase tudo cobria;
    No chão pássaros saltitantes petiscavam
    E o sol, no horizonte, lentamente subia…

    No pasto o gado avançava lento
    De toiça em toiça, em harmonia;
    No galinheiro, o galo vermelho,
    Nervoso, atrás das galinhas corria.

    Era uma manhã perfeita para a indolência
    E um bom cafezinho quente.
    Pena que o nevoeiro foi logo embora,
    E o sol nos trouxe um dia ardente!

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