Urna eletrônica é validada e só falta o parecer da firma israelense contratada pelo Exército

Charge do Zé Dassilva: urna eletrônica nos holofotes | NSC Total

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Márcio Falcão e Fernanda Vivas
TV Globo — Brasília

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu, nesta sexta-feira (13), a última rodada de testes públicos de segurança nas urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de outubro. Segundo a corte, os investigadores não conseguiram alterar nenhum voto, mudar o resultado da urna ou fraudar o processo eleitoral.

Os chamados “testes de confirmação” começaram na quarta (11). Nessa etapa, os investigadores que encontraram falhas no primeiro exame, em novembro de 2021, voltaram ao tribunal para verificar se as vulnerabilidades apontadas tinham sido resolvidas.

TESTE ANTERIOR – Em novembro, durante seis dias, especialistas em tecnologia da informação tentaram acessar o sistema das urnas a fim de identificar possíveis falhas de segurança. O trabalho reuniu investigadores, hackers, programadores, representantes de universidades e peritos da Polícia Federal.

Ao fim do trabalho, apenas cinco dos 29 “ataques” ao sistema conseguiram burlar alguma das barreiras de proteção do TSE. Mas nenhum deles chegou perto de acessar o sistema das urnas ou da apuração, segundo informou o presidente do tribunal à época, ministro Luís Roberto Barroso.

Mesmo com o risco descartado, o Tribunal Superior Eleitoral informou ter corrigido as falhas apontadas pelo teste de novembro. Nesta sexta-feira, os equipamentos já atualizados foram submetidos novamente ao teste dos investigadores.

SEM INTERFERIR – O juiz auxiliar da presidência do TSE, Sandro Nunes Vieira, reforçou nesta sexta que nenhum dos planos de invasão executados pelos especialistas – nem em novembro, nem agora – foi capaz de alterar um único voto ou interferir na apuração.

“O balanço que eu faço é positivo. Os planos de ataques que foram bem sucedidos em novembro tiveram melhorias implementadas pelo TSE que foram satisfatórias. Foram resolvidos os problemas encontrados pelos investigadores na primeira fase. Nos 29 planos [de ataques], nenhum deles conseguiu alterar nenhum voto sequer ou mexer na totalização dos votos registrados ou totalizados pelo TSE”, afirmou Vieira.

Um dos ajustes promovidos pelo TSE corrigiu uma brecha encontrada pela Polícia Federal que poderia permitir o acesso indevido à entrada dos sistemas do tribunal. No teste desta semana, a corporação fez uma nova tentativa de acessar o sistema por esse caminho – mas fracassou, e os ataques foram derrubados. A solução do TSE foi validada pela PF.

GENERAL PORTELLA – Representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições, o general Heber Portella visitou nesta sexta a sala onde foram realizados os testes. O general, indicado pelo ex-ministro da Defesa Braga Netto para capitanear as sugestões dos militares ao TSE, conversou diretamente com os investigadores da Polícia Federal.

Nesta sexta, o TSE anunciou que recomendará que os mesários das eleições de outubro façam uma inspeção rotineira nas cabines de votação. A ideia, segundo o tribunal, é verificar e garantir a integralidade das urnas.

O TSE também informou que promoverá um estudo para avaliar se é possível reduzir o tamanho da cabine de votação em eleições futuras. A medida, no entanto, não valerá para este ano – e só será efetivada se o novo tamanho assegurar a reserva do voto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O resultado positivo dos teste é mais uma derrota para Bolsonaro e o núcleo duro do Planalto. Agora, só resta uma esperança – a investigação que já começou a ser feita pela empresa israelense de segurança cibernética, contratada pelo Exército brasileiro, que é representada no Brasil por dois ex-assessores de Bolsonaro. Se não der certo, o golpe eleitoral de Bolsonaro vai escorrer pelo ralo. (C.N.)

10 thoughts on “Urna eletrônica é validada e só falta o parecer da firma israelense contratada pelo Exército

  1. Para Bolsonaro, a urna só é boa se ele ganhar.
    Não tem outra opção.
    É triste mas é verdade.
    Ele está certo de que o Brasil todo o quer. No devaneio ele não vê milhares de motos, ele vê milhões.
    Fazer o quê?
    Para quem não quer aceitar uma verdade de nada adiantam provas.

  2. Mas, o mal também tem o seu valor, pois obriga o bem a refinar-se.
    O trabalho que os ministros do TSE estão fazendo, está acima do bom; eu estou tirando muitas dúvidas e aumentando minha confiança nas urnas.

  3. Quanto ao ‘tosco’, por ser tosco continua com as estratégias do Trump, ou seja: Negar a confiabilidade da apuração eleitoral; lá é no papel aqui é na urna eletrônica, mas, os dois idiotas garantem que não são confiáveis os sistemas.

  4. Não haver qualquer meio de comunicação (ethernet, wi-fi, bluetooth etc.) na urna é fundamental para garantia dessa inviolabilidade.

    Claro, contudo, que não é absoluta. Basta lembrar que o Projeto Nuclear do Irã sofreu um ataque na década de 90 (ou início de 2000) embora não tendo acesso à Internet, foi apor meio de um pendrive que foi distribuído nas cidades vizinhas da usina na esperança de algum trabalhador do Projeto utilizasse no trabalho – o que de fato foi o que aconteceu, infectando a usina com um vírus destrutivo de dados.

    • A Urna Eletrônica tem entrada para Disquete – que vai na urna lacrado.

      Antes dos trabalhos, emite-se a Zerézima comprovando que não há registros.

      Ao final da votação, emite-se o Boletim de Urna com os Votos, inclusive quantitativo de Brancos e Nulos, além do total de justificativas na Seção.

      Encerrados os trabalhos na Seção, o disquete é removido e lacrado novamente e afixado o Boletim de Urna na parede da Seção.

      Portanto, a maior vulnerabilidade quanto às pessoas com acesso à urna antes dos trabalhos quando inserido o disquete até a abertura dos trabalhos na Seção.

      É de se esperar que a proteção das urnas seja integral, inclusive com monitoramento por câmeras.

      Quando as Urnas estão na posse dos TREs. Quando sai deslocadas para as Zonas Eleitorais que distribuirão para as Seções Eleitorais.
      E no pernoite quando é a Polícia que fica na Seção que é lacrada a porta com mero papel caso existam vulentabilidades nas janelas e forro do teto.

    • Sr Leão,

      “Não haver qualquer meio de comunicação (ethernet, wi-fi, bluetooth etc.) na urna é fundamental para garantia dessa inviolabilidade”

      JÁ existem técnicas de invasão baseadas na frequência de funcionamento de componentes digitais integrados ao sistema.

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