Vá lá! Quando-um-mestre-fala, os burros, se tanto, baixam as orelhas…

Edson F. Carvalho

O também tão cascudo e brilhante quanto o Carlos Chagas nosso-de-cada-dia, e também jornalista, Pedro do Couto, dá mais manga-prá-camisa para uma apreciação crítica quanto a polêmica da obrigatoriadade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, e, detalhe insofismável, sem os silogismos vagos como açougueiro e médico. O Pedro, sempre providencial, dá endereço eletrônico e tudo-mais.

Fico com o Pedro, adiciono a vocação lembrada por Vicente Limongi Netto, debruço-me ao sarcedócio e de modo até um tanto démodé e sem démarche, mas saudoso de Joel Silveira, repriso o que redigi na oportunidade da postagem do primeiro citado:

Pela falta de intimidade com a língua-mãe, o que levou-me a adotar, para um simples bate-papo, o recurso aos estrangeirismos, é melhor calar, ficando apenas na indignação manifesta de Joel Silveira diante da ignorância de uma “foca”(estagiária) não tão somente quanto ao dito “getulismo”, mas até ao nome Getúlio Vargas.

Lembra-me também um ardoroso defensor do diploma, dono de jornal e faculdade de Jornalismo (Salvador-BA), falando da imprescindibilidade da Ètica e que só seria possível obtê-la através de academias licenciadas. Controvérsias, sempre ilustrativas, o nosso brilhante e macaco-velho Carlos Chagas deita letras e conjecturações mil quanto ao tema, afinando-se, na prática, ao que entre nós – leigos de berço – achamos que seja mero/nefasto corporativismo.

Agora… pelas calçadas que os pés de Machado de Assis andavam sozinhos, eu, – leitor sem Gramática (G maiúsculo, para evitar-se danos maiores) e, ufa, também sem gramaticismos -, por-castigo-ou-praga-de-madrinha, só está me faltando uma foca no dia de minha gloriosa cachaça. Como se já não bastasse o jornalista em sonoro francês acercando-se de minha mesa ou o advogado de Barbacena em latim inaudível… Apeteceria, ó gula, a mulata vendedora de amendoim.

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