Vaccari, do PT, sai humilhado do Conselho de Itaipu

Acredite se quiser: Vaccari continua a ser tesoureiro do PT

Tânia Monteiro
Estadão

Atingido pelas denúncias de corrupção no escândalo da Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari Netto, apresenta hoje sua carta de renúncia do Conselho de Administração da hidrelétrica de Itaipu, na reunião de hoje em Foz do Iguaçu, conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo.O mandato de Vaccari só expiraria em dia 16 de maio de 2016, mas o petista decidiu deixar o cargo pressionado, para evitar maiores problemas para o governo. Mas a justificativa oficial apresentada para a sua saída é a intenção de se dedicar integralmente às atividades partidárias.Ele está como conselheiro de Itaipu há 11 anos e 10 meses, desde janeiro de 2003, quando foi nomeado pela primeira vez para o cargo. Depois, foi reconduzido para mandatos sucessivos de quatro anos em maio de 2004, maio de 2008 e maio de 2012.Além do petista Vaccari, integram o Conselho de Itaipu, pelo lado brasileiro, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o ex-governador do Rio Grande do Sul Alceu Collares (PDT), o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Luiz Pinguelli Rosa, o ex-governador do Paraná Orlando Pessutti (PMDB), e o diretor de transmissão da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes.

Cada conselheiro da Itaipu ganha, por mês, R$ 20.804,13. O Conselho realiza seis reuniões ordinárias por ano, de acordo com calendário aprovado na última reunião do exercício anterior e, excepcionalmente, podem ser convocadas reuniões extraordinárias.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta cena vai ser constrangedora. Será que Vaccari será aplaudido pelos colegas de Conselho? Ou será vaiado? De toda maneira, é um cara-de-pau. Deveria mandar o pedido de demissão pelo Sedex, mas ele não quer deixar de faturar os últimos R$ 20.804,13. (C.N.)

6 thoughts on “Vaccari, do PT, sai humilhado do Conselho de Itaipu

  1. Gostaria dever esse calhorda trabalhar numa empresa privada, 6 vezes por ano e ganhar R$ 20.000. Está aboletado nesta “boquinha” a muitos anos, com crachá e tudo, imaginem as tramoias que este vagabundo já armou. “País Mudo é País que Não Muda”

  2. Tipos assim, como esse bandido, antes do PT chegar ao poder, tinham cara de indignados, tristes, etc. Até choravam para externar esses sentimentos. Agora, nadam em dinheiro e não querem outra vida. A carinha dele aí na foto.
    Meneguelli também se destacou nisso também. Nessa luta. Luta pelo dinheiro, claro. Ganha , dizem, mais de 60 mil por mês.
    Inacreditável.

    Quem te viu . Quem te vê.

  3. São 120 estatais, logo, são:

    – 120 Conselhos de Administração
    – 120 Diretorias.

    Por que será que eles brigam tanto para ficar com a chave do cofre para si ?
    E quem mantém essa desgraça toda ? Os partidos políticos, verdadeiras organizações criminosas. Até eleições eles fraudam para não perder as 13 tetas !

    Como disse Claudio Abramo (creio que foi ele), que as estatais são a Disneylândia dos políticos. Foi muito feliz na comparação.
    E aí eu pergunto:
    – Vale a pena fazer mais uma reforma política, mantendo essas organizações criminosas comandando a “reforma” e continuar sangrando os cofres públicos e tudo mais em que eles põem as mãos ?

  4. Se tem algo claro na política desse país é que os petistas, não importa o que fizerem, jamais ficarão envergonhados. Acho que esse sentimento, sentimento de vergonha por ter feito algo ruim, não lhes foi ensinado no momento apropriado. Agora é tarde.

  5. O enriquecimento de político ou de gestor de empresa estatal à custa de dinheiro público prejudica milhares ou até milhões de pessoas; improbidade administrativa deveria ser tratada como crime hediondo. Verbas desviadas por malfeitores deixam de ser aplicadas na manutenção de leitos de hospitais, na conservação de viaturas policiais ou no pagamento do salário de professores, lesando a população em geral; por esse motivo quem delas se utiliza para aumentar seu patrimônio pessoal deveria receber punição exemplar. Lamentavelmente o Poder Judiciário mostra-se leniente com crime tão lesivo à sociedade ao aplicar penas brandas aos seus autores, quando não os inocenta perpetuando a tradição da impunidade. Alguns juízes seriam mais rigorosos no julgamento de crimes cometidos por servidores públicos se não recebessem do Poder Judiciário carro com motorista, privilégio que os dispensa de viajarem como o restante da população – espremidos em ônibus e trens superlotados. Também seriam mais severos se usassem os serviços de Saúde prestados pelo SUS, em vez de se tratarem nos hospitais privados mais caros do país. Se políticos e juízes utilizassem ônibus e se tratassem em hospitais públicos, não haveria tanta reclamação dos serviços oferecidos pelo Estado nas áreas de Transportes e de Saúde.

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