Valdemar Costa Neto, réu do mensalão, escapa pela segunda vez de um pedido de cassação.

Carlos Newton

O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) mais parece um gato de sete vidas. É um dos principais réus do mensalão e teve de renunciar ao mandato em 2006, para não ser cassado. Em seu discurso  de renúncia, o então presidente do PL confirmou que recebeu dinheiro irregular do PT, mas alegou que foi usado em despesas de campanha.

Em 2010, candidatou-se novamente e ei-lo de volta à Câmara, para ser novamente acusado de corrupção. Agora, era alvo de representações do PSOL e PPS em denúncias que envolvem o Ministério dos Transportes e suposta cobrança de propina.

Mas Costa Neto conseguiu escapar mais uma vez. Por 16 votos contra e apenas dois favoráveis, o Conselho de Ética da Câmara derrubou a admissibilidade do processo que pede a cassação dele.

O relator do processo, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), pediu o prosseguimento do processo no conselho, mas foi derrotado. Segundo ele, a título preliminar, não se pode negar que haja indícios de prática de atos ilícitos pelo deputado, como recebimento de vantagens indevidas e tráfico de influência. Mas só teve um voto de apoio.

 

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