Vale tudo nas articulações políticas

Vicente Limongi Netto

As emoções não terminaram. Vem muito mais por aí. O jogo continuará pesado. Mais duro do que no primeiro turno. Quem for podre que se quebre. Os conchavos já começaram. Para governador e para presidente. Vale tudo nas articulações políticas.

O xadrez das artimanhas é amplo e tira proveito quem tiver mais argúcia e sensibilidade para antever os lances dos adversários, além de uma boa dose de esperteza misturada com sagacidade. O bom político sabe que o adversário de ontem pode ser o aliado de amanhã.  O jogo inteiro é focado nesta perspectiva.

O leque de promessas também é mais amplo no segundo turno. Quem somar, tiver votos, poder de transferi-los, comando e coordenação, e pertença a partido que  ajude a fortalecer a base política no Congresso, considere-se forte pretendente a ministro ou a diretor de Banco ou de empresa estatal.

É DANDO QUE SE RECEBE

Segundo turno é campo perfeito para o retorno da velha senha do incansável São  Francisco de Assis, “É dando que se recebe”.  Segundo turno também é bom roçado para intrigalhadas, dossiês e plantações torpes e mesquinhas . A internet é campo ainda mais profundo e vasto para patifarias e baixarias.

O jogo pela conquista do poder é para profissionais. Não é concurso para freiras nem para padres e pastores. Evidente que os eleitores dos dois candidatos permanecem afinados com eles. Vencerá quem souber usar as armas e munições que têm. Cativando novos eleitores e, sobretudo, passando a eles credibilidade e firmeza em suas propostas.

4 thoughts on “Vale tudo nas articulações políticas

  1. Atitude muito aplicada pelo PT, principalmente nas eleições, é o “Vale Tudo Nas Articulações Políticas” tanto que em 2006 um dito Intelectual disse:

    “Não se faz política sem sujar as mãos e sem pôr a mão na merda”

  2. Sei não…

    ” É dando que se recebe”, foi o mantra com que o Paulinho da Petrobras justificou ao MP do Lava a Jato, quando perguntado sobre a “motivação” de tamanha roubalheira…
    É por essas e outras que um dia a casa cai… com o povo dando de cara com um fuzileiro em cada esquina…

  3. Limongi escreve bem… política é assunto para profissionais, não para amadores… corre-se risco de morte (morte física, morte política, morte econômica, morte empresarial, morte jurídica, morte familiar, morte nos mais variados tipos de relacionamentos, às vezes, alguns renascem/reencarnam). Só um detalhe, São Francisco de Assis não tem nada a ver com esta máxima (ainda bem !) foi um escritor francês que fez a poesia e atribuiu ao santo. E a moda pegou mundo à fora.
    Nos escritos dele não consta a tal prece.

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