Valeixo relata pedido “por canal não apropriado” para operação que matou Adriano

Investigadores querem ouvir Maurício Valeixo, ex-diretor geral da ...

Valeixo deu um exemplo de interferência externa na Polícia Federal

Deu no Painel da Folha

O ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo confirmou, em depoimento dado nesta segunda (11), que a operação contra o ex-capitão Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), teve conhecimento prévio do Ministério da Justiça e tentou envolver a PF. O episódio foi revelado pelo Painel em fevereiro.

Dias antes da ação, uma das Secretarias da pasta de Sergio Moro sondou a possibilidade de apoio de um helicóptero e alguns efetivos, a pedido da polícia do Rio. Em geral, operações sensíveis são tratadas pelos canais de inteligência entre órgãos, sem informações sobre o alvo.

PEDIDO RECUSADO – Valeixo disse que o pedido de apoio foi feito por canal não apropriado. O ex-diretor-geral citou ainda a participação do superintendente do Espírito Santo no episódio.

“Que houve uma consulta à Polícia Federal, não pelo canal apropriado, vez que se deu via Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça (SEOPI) e através do Dr. Jairo, Superintendente da PF no Espírito Santo, de um apoio aéreo a uma operação na Bahia, que o depoente respondeu que devia se observar os canais apropriados, via canais de inteligência se houvesse informações reservados, para que se avaliasse o apoio da Polícia Federal, que no entanto esse pedido nunca foi formalizado, logo não foi respondido”, disse o delegado em depoimento nesta segunda-feira (dia 11).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Importante essa revelação de Aleixo. Mostra que havia um grupo dentro do Ministério da Justiça e da Policia Federal que se comunicava e agia sem conhecimento do ministro Moro e do diretor-geral Valeixo. Se isso não significa interferência externa indevida, minha avó é bicicleta, como se dizia antigamente. (C.N.)

8 thoughts on “Valeixo relata pedido “por canal não apropriado” para operação que matou Adriano

  1. senador Flávio Bolsonaro… Até que ponto chegamos. Tivemos um playboy presidente colorido; tivemos um analfabeto funcional apreciador de vinhos e coisas tais; tivemos uma dama das Camélias que não sabia somar (mas era economista!); tivemos um mordomo sinistro, temos agora um imbecil e ainda elegemos o senador Flávio Bolsonaro…
    Assim não dá. Que tal pedir anexação á Portugal?

    • Alex, você quer tirar o Moro de qualquer maneira. Eu sei por quê.
      Jair tem chance de 2º turno porque ele conta com os votos mais do que fiéis dos evangélicos, dos olavistas e mais alguns outros.
      Bolsonaro teria, em tese, pela frente, um candidato da esquerda e aí estaria a chance do Messias.

      O maior adversário de Bolsonaro poderia ser um centro-esquerda, isto é esquerda mais nem tanto.
      Está longe pra se ter uma projeção mais confiável.

  2. O delegado Jairo de Souza é carioca e fez toda a carreira no RJ. Só saiu para ser superintendente no ES. Se havia alguma intenção oculta ela também é carioca da gema.
    Curioso, o Witzel é governador do RJ e foi juiz no ES… durante muito tempo…. Meu avô é bike.

  3. Ramagem ao final de seu depoimento, sem ser instado a falar, foi repreendido pelo delegado por fazer elogios ao “mito”. Ainda por cima, tomou uma dura dos advogados do Moro. Ramagem sem moral.

    Ramagem disse que não é amigo da família, mas o próprio “mito” disse, e o vídeo passou agora na GloboNews, que o presidente disse que tomou café com Ramagem e no café tinha “leite condensado no pão”, e questionou se queriam que ele pusesse um inimigo no cargo. Então, se ele colocaria o Ramagem é porque o Ramagem é amigo do “mito”.

    Que feio Ramagem.

  4. KKK agora se entende porque tanto o Moro como o Valeixo estavam tão chateados, a turma da famiglia já tem gente dentro da PF cuidando dos interesses dela desde o ano passado. Tá tudo dominado, nem a PF escapou dos tentáculos da famiglia.

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