‘Vamos ver o que posso assinar’, afirma Maia sobre ‘pacto’ sugerido por Bolsonaro

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Rodrigo Maia pretende dar uma bela embromada em Bolsonaro

Eduardo Bresciani e Jussara Soares
O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia , reafirmou nesta quarta-feira que vai discutir com os líderes dos partidos algumas contribuições da Casa ao texto do “pacto republicano” que vem sendo debatido com o presidente Jair Bolsonaro , o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli .

— Vamos ver o que posso assinar. Tenho que representar a maioria da Casa — disse Maia, depois de tentar minimizar a frase de Bolsonaro de que teria mais poder “na caneta” .

Na véspera, Bolsonaro disse ter mais poder que o presidente da Câmara e prometeu usar sua caneta Bic para revogar decretos, portarias e instruções normativas que atrapalhem, na visão do governo, quem quer produzir e investir.

SEM AVANÇO – Nesta terça-feira, Maia se reuniu com Bolsonaro, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Depois do encontro, o chefe da Câmara relatou a parlamentares que não houve nenhum avanço efetivo na relação entre os poderes. Ele relatou que a conversa foi genérica e manifestou incômodo de Bolsonaro ter carregado ministros para a reunião.

Maia então almoçou com líderes do centrão e em nenhum momento relatou a eles a necessidade de discutir o “pacto” anunciado com pompa pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O presidente da Câmara disse que a conversa foi protocolar e que Bolsonaro limitou-se a fazer pedido de apoio a “pautas de interesse do país”, sem dar detalhes específicos de que tipo de apoio almeja.

DESCONFIANÇA – Após as manifestações de domingo, Maia reconheceu a aliados que a narrativa martelada pelo governo e por pessoas que foram às ruas de que “o centrão quer cargos” foi bem explorada. Os acontecimentos só reforçaram a visão do presidente da Câmara, assim como de outros parlamentares, de que não é possível confiar no governo.

A negociação para a criação de dois ministérios na tramitação da Medida Provisória 870, que tinha o aval de Jair Bolsonaro, é um exemplo do receio. O indicado para a pasta de Cidades seria o secretário de Transportes de São Paulo, Alexandre Baldy, próximo a Maia. Mesmo depois de ter conversado e apoiado a recriação da pasta, Bolsonaro recuou, sem interceder diante das acusações de que a Câmara estaria em busca do “toma lá dá cá”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O Planalto diz que a assinatura do tal pacto ocorrerá no próximo dia 10. É mais uma prova de que sonhar ainda não é proibido. (C.N.)

10 thoughts on “‘Vamos ver o que posso assinar’, afirma Maia sobre ‘pacto’ sugerido por Bolsonaro

  1. A imprensa, cúmplice da roubalheira do quadrilhão tucano-petista, espalha que Bolsonaro não é confiável; ok, petralhas, confiável é o Botafogo e seus 300 ratões.
    Quanto ao ‘pacto’, até o CN, com sua vasta experiência, não enxerga o óbvio: após o sucesso retumbante da marcha pró-reformas, Bolsonaro, humildemente, convida os mascates de ninharias para um café e propõe um pacto pelo Brasil, transferindo para os dois antros a responsabilidade pela situação caótica. Há quanto tempo o pacote do Dr Moro e o da previdência foram entregues? Quem está impedindo a votação?

  2. Reitero o que comentei num artigo anterior; Bolsonaro, não tem credibilidade, não é confiável, parece uma biruta que oscila de acordo com o vento.Um dia mete o pau nos parlamentares, noutro dia os convoca para fazer um “pacto”, num dia defende o Olavo de Carvalho, noutro dia defende quem ele atacou.
    No início do governo, Bolsonaro poderia acabar ou pelo menos minimizar ao que ele alardeia como velha política, mas não conseguiria, porque não tinha metas, ou projeto de governo e, pior os plano e projetos do Paulo Guedes são altamente prejudiciais ao Brasil.
    Não adianta, até com razão, falar mal do Congresso. É com esse Congresso que o presidente tem que governar.

    • E espantoso como agora todo mundo finge que não entende o que esta acontecendo. O Congresso Nacional foi acostumado a trabalhar chantageando o executivo, simples assim. É isso que o congresso chama de “negociar”.

      O deputados e senadores, tem por função fiscalizar o governo e propor leis, para isso foram eleitos e recebem seus fastos salários. Eles deem fazer seus trabalhos sem exigir mais nada em troca. É simples assim.

      Se o executivo tem um projeto para enviar o congresso, cabe aos congressistas analisa-lo para ver se a proposta é boa, se sim votar a favor se não votar contra. E acabou. O que diabos é pra ser negocia-do? Nada!

      Essa promiscuidade entre o legislativo e o executivo tem que acabar, os congressistas tem que aceitar seu papel e este não é ficar recebendo cargos no executivo, nem benesses do governo.

      Gostaria que alguem me explicasse o que exatamente querem que o Bolsonaro faça, sem papo furado, é pra atender as chantagens do congresso e dai voltar o toma-lá-da-cá, ou é pra governar de forma honesta?

      Ou vc paga a chantagem e recebe o que quer e será portanto chantageado pra sempre. Ou se recusa a pagar a chantagem e ai não tem o que quer.

      Escolham, por que as duas coisas não dá pra fazer.

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