Veja “denuncia” as condições dos presos da Lava Jato

A Veja pretende que os réus tenham serviços padrão Fifa

Yuri Sanson

A inacreditável revista Veja denuncia que os bilionários presos na Operação Lava Jato estão passando por privações terríveis, monstruosas e absurdas na carceragem da PF (mais conhecida como “PF Hilton”). Vamos lá, algumas das denúncias da revista:

1) Não há camas para todo mundo. Que horror! Tem três beliches e o resto deles tem que colocar o colchão… no chão! Realmente desumano.

2) Quando acordam, os presos precisam empilhar os colchões, para se fazer de sofá, pois não há nenhum lounge ou divã para descansar!

3) Roupas: não há uniformes! São obrigados a passar o dia de chinelo, bermuda, ou qualquer roupa que queiram. O preso presidente da Camargo Correa faz questão de passar o dia de paletó. (Coitado, deve estar louco.)

4) Há apenas três banheiros para os pobres 12 executivos de empreiteiras. E para piorar, no fim de semana um dos vasos entupiu! E quem teve que resolver o problema? Não foi a carceragem, foi o preso presidente da Galvão Engenharia. Que absurdo!

5) E os cigarros? São proibidos! Estão tendo que usar adesivos ou chicletes de nicotina. O preso presidente da UTC é um dos que mais sofre com a abstinência.

6) A PF não permite comida de fora. Um absurdo completo! Estes homens são obrigados a comer o que é servido no “PF Hilton”. A exceção é para chocolates belgas e para água francesa Evan. Ufa! Ao menos isso, se não seria desumano demais!

7) Sem banho de sol no horário que eles querem! O último absurdo é o fato de que os banhos no pátio são de 8 as 10 ou das 10 as 12 horas. Curitiba é muito frio de manhã, mas a PF malvada não quis mudar o horário de banho. Precisa dizer mais?

MAIOR ESQUEMA DO MUNDO

O esquema desbaratado desviou ao menos 20 bilhões de reais desde 2011. Como não se sabe ao certo quando tais operações se iniciaram, as cifras podem ser muito maiores. É considerado o maior esquema de corrupção de todo o mundo considerado “democrático”.

Para comparar, o Mensalão rondou as cifras de (apenas) 100 milhões. Na Lava Jato, ao menos 500 milhões de reais os acusados já se comprometeram a devolver aos cofres públicos.

8 thoughts on “Veja “denuncia” as condições dos presos da Lava Jato

  1. Ora, vamos transferí-los então para um desses presídios do interior do país, onde os presos dormem por etapa: metade fica em pé, para que a outra metade possa deitar, na LAJE, sem colchão.
    Deveriam colocar essa turma que está presa em Curitiba, distribuída em alguns presídios do interior, para que sintam a falta que faz o dinheiro que eles ROUBAM !!!

  2. Não li a reportagem, mas não entendi a ironia do artigo. Se tivessem prendido uma gangue composta de negros , homossexuais e assassinos, já teríamos os movimentos sociais e organização de direitos humanos fazendo protestos na frente do presídio.

  3. Na minha opinião, valeu a ironia… no caso, como suspeitos investigados, uma amostra grátis, menos pior que o das masmorras que os esperam, se condenados… o pavor ajuda abrir o bico…
    Quanto ao PF Hilton, não estão lá por um acaso. e depois, quem não deve, não teme…

  4. Não queria estar na pele da Veja: se denuncia a corrupção é elite branca paulista, do zóio azul, homofóbica, cristã, opressora, golpista, blá, blá, blá.
    Se diz que as condições na carceragem são indignas, também é criticada por elitismo. Até o ministro da justiça (o “responsável” pelos presídios disse que são desumanos. Tudo bem que ele queria tirar os quadrilheiros da cana).
    Li aqui mesmo nos comentários (não me lembro quem disse) que o país deve muito à Veja.
    Concordo.
    Não sei que apito toca o autor, mas… menos, bem menos.
    Isso não é motivo para “ironia”. É apenas a informação das reclamações dos presos. Como disse a Teresa Fabricio, em comentário logo acima, se fossem gangues, assassinos, a tigrada dos direitos dos manos estaria gritando. A ‘zelite intelequitual’ também.

  5. O sofrimento desses homens devem ser enormes. A desmoralização diante da família, manchetes de jornal, as pessoas os vendo saírem de suas casas no camburão, longos interrogatórios. Espero sinceramente que os bons espíritos assistam as aflições dessas pessoas.

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