Veja publica listão da Odebrecht e diz que Temer pediu R$ 10 milhões em dinheiro

veja_2508Deu na Veja

Com exclusividade,a Veja teve acesso à íntegra dos anexos de Claudio Melo Filho, que se tornou delator do petrolão depois de trabalhar por doze anos como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht. Em 82 páginas, ele conta como a maior empreiteira do país comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo. O relato atinge o presidente Michel Temer, que pediu 10 milhões de reais a Marcelo Odebrecht em 2014.

Segundo o delator, esse valor foi pago, em dinheiro vivo, a pessoas da estrita confiança de Temer, como Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e José Yunes, amigo há cinquenta anos de Temer e assessor especial do presidente.

LISTA COMPLETA – A revista também publica a lista dos que, segundo Melo Filho, receberam propina da empreiteira. São deputados, senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma Rousseff.  A clientela é suprapartidária. Para provar o que disse, o delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos. Uma das mensagens mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando pagamentos a políticos importantes. Eles estão identificados por valores e apelidos como “Justiça”, “Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O vazamento estava demorando, mas enfim aconteceu. Na era da informática e do celular que funciona como gravador, máquina fotográfica e transmissor de textos e imagens, fica impossível manter sob sigilo esse tipo de informação, embora ainda haja parlamentares que sonham em criar uma legislação específica para punir vazamentos. Afinal, sonhar ainda não é proibido. (C.N.)

38 thoughts on “Veja publica listão da Odebrecht e diz que Temer pediu R$ 10 milhões em dinheiro

    • O Ministro do STF Edson Fachin tem que aceitar o novo pedido de liminar da PGR, que diz que réu não pode ser representante de nenhum poder da república (presidente do Senado), ou seja, outra matéria, outro mérito que depois pode ser levado pra discussão com os outros Ministros dos STF.

      ACEITA
      FACHIN !!!

    • A Rainha está com as calças a molhaire, com diz o Seu Manuel das Tamanquinhas…..
      Quando o Partideco da Obredrechis soltar o Listão com certeza seu nome sujo de Esgoto do Tietê será muito lembrado.
      A propósito, seu filhotinho sugador-vagabundo que nunca trabalhou na vida o acompanhará a visita a República Imparcial de Curitiba,
      O Grande Super-Juiz quer dar uma palavrinha aos dois….

  1. O JN também confirma que Claudio Melo Filho delatou repasses da Odebrecht a Jaques Wagner, Antonio Palocci, Ciro Cunha, Geddel Vieira Lima, Lúcio Vieira Lima, Rodrigo Maia, José Agripino Maia, Marco Maia, Arthur Maia e Kátia Abreu – além dos já citados.

    “Todos esses nomes ajudaram no relacionamento da empresa no Congresso em troca de doações financeiras para suas campanhas.”

  2. “MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

    JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

    MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

    JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

    MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

    JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.”

  3. O angorá do Brizola….

    Nos documentos, Melo Filho descreve, sob sua ótica, a atuação de Temer, Padilha e Moreira Franco no que ele chama de núcleo político do PMDB na Câmara.

    Ele afirma que Temer atua de forma “muito mais indireta”, e que, normalmente, não é ele o responsável por pedir ajuda financeira às empresas para o PMDB, “embora isso tenha ocorrido de maneira relevante no ano de 2014”, quando ele pediu R$ 10 milhões à Odebrecht.

    O delator explica ainda que o responsável por falar com agentes privados e “centralizar” as arrecadações financeiras ao PMDB é Eliseu Padilha. “Ele atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome. Eliseu Padilha concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos”, diz o delator.

    “Tanto Moreira Franco como Eliseu Padilha, contudo, valem-se enormemente da relação de representação/preposição que possuem de Michel Temer, o que confere peso aos pedidos formulados por eles, pois se sabe que o pleito solicitado em contrapartida será atendido também por Michel Temer”, continua.

        • Não me Freud !
          Um alto executivo da Odebrecht delatou a entrega de dinheiro vivo, durante a campanha de 2014, no escritório de advocacia de José Yunes, amigo e conselheiro próximo do presidente Michel Temer, em São Paulo.

          José Yunes é amigo de Temer há 40 anos, já autointitulou “psicoterapeuta político” do presidente e foi nomeado para a assessoria especial da Presidência.

  4. Jucá a chave de ignição…

    Ele diz ainda que “todos os assuntos” que tratou no Congresso se iniciaram por meio de contatos com Romero Jucá. O delator afirma que, desde 2004, participou de pagamentos a Jucá “que hoje superam R$ 22 milhões”.

    “Normalmente, me dirigia a ele, que me orientava sobre quais passos adotar e quais parlamentares seriam acionados. Romero Jucá agia em nome próprio e do grupo político que representava, formado por Renan Calheiros, Eunício Oliveira e membros do PMDB. Jucá era o líder do governo no Senado e, embora não falasse pelo governo, falava com o governo. Os assuntos que começavam com ele avançavam ou se encerravam diretamente com ele”, afirma o delator.

    Segundo Melo Filho, Jucá, por sua “capacidade de interlocução política”, era o “homem de frente”, responsável por tratar com agentes particulares os temas de interesse tanto das empresas quanto do PMDB.

    “Exatamente por essa posição destacada, o senador Romero Jucá, no meu entendimento, é o principal responsável pela arrecadação de recursos financeiros dentro do grupo do PMDB no Senado”, relata o executivo.

    “A minha experiência deixou claro que o Senador Romero Jucá centralizava o recebimento de pagamentos e distribuía os valores internamente no grupo do PMDB do Senado Federal, especificamente, no que posso atestar com total segurança, no que diz respeito aos Senadores Renan Calheiros e Eunício Oliveira”, complementa.

    Da mesma forma que na Câmara, o executivo diz que, ao falar com um dos integrantes do núcleo político, ele entendia que estava falando com todos.

    Melo Filho diz ainda que Jucá “centralizou” os valores pagos pela Odebrecht ao PMDB no Senado, e que depois o peemedebista redistribuia os valores ao seu grupo no partido.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *