Vem aí o novo julgamento do mensalão, com Joaquim Barbosa fora da relatoria, substituído por Luiz Fux

Helio Fernandes

Tranquilo, sem demonstrar a menor possibilidade de ser pressionado, Celso de Mello começou a falar às 2h40, o tribunal demorou muito do almoço. Sabiamente, o ministro fez a primeira frase definidora: “Sou apenas mais um votante, que junto com os outros, decidirei, pois o resultado está 5 a 5”.

Saudou o novo procurador-geral, voltou a 67 anos do passado, “quando O Supremo voltou a funcionar depois do Estado novo”. Lógico, tinha que exaltar o cearense José Linhares, que fiou na presidência da República entre 29 de outubro de 1945 (fim do Estado novo) e a posse do marechal Dutra (depois da eleição de 2 dezembro do mesmo 1945).

Celso de Mello elogiou a excelente Constituição de 1946. (Que foi assassinada antes da maioridade, não chegou aos 18 anos).

Foi lendo e citando de memória, aumentando a veemência, mas sem “denunciar ou revelar” qualquer tendência. Exaltou o Supremo, sua importância, qualquer que seja a decisão.

A impressão nesse primeiro bloco: até a hora do lanche, geralmente às 4h30, o país todo continuará em suspense. Quem pode, está ligado no Supremo, pela televisão, rádio, internet e nas chamadas “rádios corredores”. Muita ansiedade até agora.

ADMISSIBILIDADE 

Às 3h10, Celso de Mello deixa de lado o texto escrito, se volta para os ministros, fala duas vezes a palavra “admissibilidade”, mas ressalva e ressalta, “para o negativo ou positivo”, zero a zero em matéria de expectativa.

Exalta os embargos infringentes, cita Pontes de Miranda, grande constitucionalista, muito esquecido.

Durante 8 minutos, deu aula de Direito Criminal, e indo até o Império. Elogiou muito Bernardo de Vasconcelos, autor do Código Penal do Império (não disse que ele foi primeiro-ministro duas vezes), depois Eduardo Spinola, grande figura (nome da rua onde mora hoje cabralzinho).

Gesticulando muito, fala do ponto de vista “rigorosamente normativo”, lembra seus votos no passado, “a favor dos embargos infringentes, privativa das circunstâncias”.

Cita a Carta de 1967 e a de 69 (as duas da ditadura), mas com precisão incrível. Mostra datas, artigos, capítulos, e por aí vai. Alguma relação com o seu voto o como irá se manifestar? De modo algum. Tentativa de fazer suspense? Também não.

Existe hoje, em matéria de infringentes, “o domínio da lei e o domínio do regimento interno”. Mais ansiedade e menos proximidade com ele mesmo, Celso de Mello no ano passado.

Às 15h40, completando exatamente uma hora, cada vez mais tranquilo, sem beber um gole de água, lúcido e notável em matéria de memória, cita duas vezes a Constituição e o Legislativo, uma vez dizendo, “os embargos infringentes estão em vigor”, para logo depois concluir, não por ele mas pela “Carta Maior”, que “os infringentes foram abolidos”.

E agora? Vai para lá ou para cá?

 QUANTO MAIS RECURSOS…

Brilhante, redundante, adjacente mas jamais imprudente, Celso de Mello pode desagradar a muita gente, mas está esclarecendo a todos, sem dúvida alguma. A interpretação do Direito e de sua aplicação, é sempre polêmica e até mesmo hostil e conflituosa. Se não fosse assim, não haveria julgamento e sim “manifestações do Poder não eleito”, como nas ditaduras citadas por Celso de Mello.

Nesse momento, afirma textualmente que “quanto mais recursos, maior a possibilidade de se fazer justiça”, um grupo quase festejou a “aceitação” dos infringentes. É possível, é possível, mas não para este repórter, que insiste em esperar, “é como voto, senhor presidente”. Não vislumbro, ainda, essa afirmação, por enquanto não cabal, pelo contrário, cambaleante”.

Às 16h10 Celso de Mello abandona o “rodeio” que eu disse agradava aos advogados de defesa, se define com a frase tão esperada: “Os embargos infringentes continuam válidos, segundo o regimento do Supremo”. Festa de um lado, movimentação perigosa nas ruas. Já definido o voto, Celso de Mello continua com a palavra, mas a ansiedade dos ministros é pelo fim de tudo, é hora do lanche, faltam 10 minutos.

E além da obrigatória prorrogação, como disse o brilhante Jorge Béja, faltam os recursos de revisão. E o também brilhante Fernando Orotavo, anteontem e ontem, me dizia: “Helio, o Celso de Mello, obrigatoriamente, tem que votar a favor dos infringentes. E tanto Béja quanto Orotavo não discutiam nem apostavam, reconheciam o IMPÉRIO e o DOMÍNIO da lei.

MAIS UM 18 DE SETEMBRO

Mocíssimo, secretário-adjunto da revista O Cruzeiro, fui fazer meu primeiro trabalho importante: cobrir a Constituinte de 1945, que promulgaria a bela Constituição de 46 (em 18 de setembro, justamente o dia de hoje).

Como a revista era semanal e os fatos, diários, escrevia um artigo assinado com meu nome e os outros, com pseudônimos. Durante sete meses e 17 dias, ia todo dia, lógico, mesmo sábados e domingos, ao belo Palácio Tiradentes.

Essa Constituição vinha depois da ditadura do Estado Novo e duraria menos de 18 anos, seria assassinada antes de atingir a maioridade. E este repórter jamais imaginaria que 67 anos depois ainda teria que me lembrar dessa Constituição, no momento em que se debate e se decide o que cabe ou não cabe em outra Constituição, também excelente e até magistral, a de 1988.

A PALAVRA DE JOAQUIM BARBOSA

“Há alguma coisa no ar e não são os aviões de carreira”, dizia o Barão de Itararé. Imitando-o, seria possível registrar: levaram 72 minutos no lanche, e não era o prazer de degustar e sim o desencanto de desgostar e desgastar a própria vontade, quase ia escrevendo vaidade.

Ontem eu dizia que, através do voto de Celso de Mello, ficaria decidida ou não a aplicabilidade, desculpem, o destino dos embargos infringentes. Era a parte legal e visível. Mas exista outra, mais importante, praticamente invisível e subterrânea. Qual seria? Elementar, o que chamei de disputa pela prorrogação do prazo ou do tempo para continuar o julgamento. E eu mesmo respondia; favorecidos os acusados com a aceitação dos embargos, o processo não teria limite nem precisão ou previsão de quando terminaria.

A melhor prova da confirmação da minha colocação: na discussão tão simples como se o prazo para os infringentes seria de 15 ou 30 dias, o relator foi novamente derrotado. Imaginem nas questões mais difíceis?
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PS – Visivelmente nervoso e inquieto, Joaquim Barbosa deu a sessão por encerrada novamente às 6h20, como na quinta-feira passada. Parece uma data-base, mas não é. Apenas estão confusos, e admitindo que o 6 a 5 pode se repetir, talvez não para o mesmo lado.

PS2 – É preciso não esquecer: quem votou a favor dos infringentes pode votar contra os acusados, ou vice-versa.

PS3 – Não se preocupem, quem sabe o Brasil ganha a Copa do mundo? Antes do fim do julgamento? Nem uma coisa nem outra.

PS4 – Agora começa tudo de novo, com Joaquim Barbosa fora da relatoria, substituído por Luiz Fux, aquele que pediu a José Dirceu para ser nomeado ministro e depois votou contra ele no processo do mensalão. Vamos em frente.

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46 thoughts on “Vem aí o novo julgamento do mensalão, com Joaquim Barbosa fora da relatoria, substituído por Luiz Fux

  1. “Agora começa tudo de novo,”
    .
    Não Helio, não começa nada. Salvo a corrupção e violência sem controle.
    .
    Já não se fazem mais neste país Homens como antigamente.
    .
    Arrego!

  2. Prezado Mestre Hélio Fernandes, com todo o respeito que lhe é devido, merecidamente devido, não haverá novo julgamento, mas a revisão do julgado. O que foi admitido pelo STF é um recurso de apelação e não a anulação do julgado até aqui. Recurso de apelação que é um direito legítimo do cidadão condenado em todas as nações onde impera o Estado Democrático de Direito, tão invocado e propalado em nossa incipiente democracia.

  3. Hoje parece outra pessoa escrevendo.Sobriedade; 2. Por que jogam bosta na Rede Globo?, basta lê e comparar a manchete do Globo com a da Folha.

    ” Globo: A justiça tarda: STF mantém impunidade de mensaleiros até 2014.

    ” Folha: Supremo decide julgar de novo parte dos crimes do mensalão”

  4. Eufemismo somente agrada aos que preferem ser enganados; se satisfazem em tirar o sofá da sala.
    .
    Menos interessava qualquer reexame do mérito que chicanas para postergação da efetivação da punição que não mais ocorrerá.

    “Mas, pode-se dizer, é um grande mal ser enganado. Há um pior ainda: não ser enganado – E. de Rotterdam”

  5. Se esse jurista de meia pataca depois de tanta baboseira que falou tivesse olhado para traz e se lembrasse que, com o dinheiro desviado pelos ladrões vagabundos do PT, daria para construir vários hospitais, escolas, comprar medicamentos que falaram que com certeza salvaria a vida de muitos que perderam a vida, o voto “DELLE” seria contra.

  6. Depois de sete anos mofando no STF, propositalmente, a Ação Penal 470, que representou o maior roubo da nossa história, terminou como piada de salão. Se alguém tem alguma esperança de que a justiça existe em nosso País, é um perfeito idiota. Julgamento que dura tantos anos já representa, por isso mesmo, uma grande injustiça. Mas, após sete anos e depois de tantas condenações, acontecer um recomeçar do meio, claro está que todos os doze principais réus serão absolvidos, ainda mais após o PT reaparelhar a mais alta Corte de “Justiça” brasileira. Garanto que faço peças jurídicas muito melhores do que o Levando-sei-lá-aonde e o novato Barroso. Do Toffoli então, talvez sirva para office-boy de algum escritório de advocacia. Quanto ao Celso de Mello, deixou claro que está se lixando para a opinião pública, não está nem aí para o povo brasileiro. Deixou claro que, na Banânia, compensa roubar. Mas, há de se roubar quantias grandes, para pagar os honorários advocatícios mais caros e, mas, no final, soltarem fogos de artifício, brindarem o mais caro vinho e rirem em nossa cara. Depois, se fizermos outra contra-revolução não venham encher o nosso saco. Da próxima vez, faremos o serviço melhor.

  7. Caro Helio e comentaristas, O Brasil é a “terra dois ladrões do cofre público” que roubam milhões: Saúde, Educação, Segurança, Transporte, etc., em troca dão “Pão e circo e me engana que eu gosto”.
    A suprema, que a muito desconhece o significado, sacramentou a “injustiça”.
    Rui Barbosa e os grandes juristas desse País, que batalharam para que a Srª Justiça, apesar da venda nos olhos, fizesse JUSTIÇA, foi estuprada após 2 horas de bláblá; com toda certeza, estão morrendo de vergonha, os que já morreram, tornaram a morrer.
    Sr. Antonio Rocha, a 2 mil anos fomos alertados: “A Cada um segundo suas obras” e “Pagarás até último Ceitil”, nossas obras, gravamos na consciência, que é o Tribunal Divino que nos julga além túmulo.
    No País, a Justiça acoberta os crimes (corrupção) dos poderosos, e abate os 3Ps – Pobre, Preto e Puta, portanto seu nome é “INJUSTIÇA”.
    VERGONHA!!!!!

  8. DAY AFTER.
    (The Day After, como sabido, é um filme norte-americano lançado em 1983)
    .
    Acordei nostálgico. Entretanto, com mais vigor que antes como cabe numa velha barata taurina.
    Não há mais que ser fatigante insistindo em abordar evidências sobre um episódico que parou a Nação e que nada tem a ver com o Direito, mas, sobremaneira, com a indispensável legitimidade em que devem se fundam os Estados Constitucionais.
    .
    Longos prolegômenos para tentar despistar um voto acolhedor da farsa dos embargos infringentes que, não contando com a dissidência da Ministra Carmem Lúcia, o apanhara de surpresa.
    O discurso de Mello, em seguida, foi angustiante. Menos pelo cansativo rol de ostensivas chicanas, de cretinices jurídicas (no papel tudo cabe), que pelo forte odor levandosquiano prenunciando a que ponto um caráter frágil pode se mostrar leviano e perigoso.
    Era sensível nos repetitivos e enfadonhos jeitos e trejeitos, nas desajeitadas caras e bocas que Mello estava desconfortável com a qualificação que se tornou pública e que mofava, sem contestação, em amareladas páginas de um livro: Juiz de m…!; que hoje, mais que ontem, ecoa forte pelos rincões deste Brasil. Brasil, que se inigualável em sua pujança natural, produz gente tão mesquinha; tão pequena quanto a sociedade que lhe dá vida.
    Magistrado que aliena a história da pátria em troca de um voto que supostamente redima uma natural faceta pessoal que o inquieta; que se aproveita de instantes circunstanciais críticos nacionais sem o menor pudor.
    .
    Mais espantoso foi o silêncio final do colegiado, feliz! Gilmar, Marco, Fux e o indisfarçável e atônito Barbosa sob os olhares irônicos de defensores de meliantes travestidos de magistrados aboletados no Estado.
    Venceu o Direito que lhes convêm e que sustenta o Poder suprindo-o do suor e sangue de um povo sem soberania. Distante e que esmaga um povo cada vez mais exaurido em suas esperanças por dias melhores; por dias menos imorais.

    • Receba meus cumprimentos pelo brilhantismo de suas considerações. Newton, fica a dica de publicar esse texto como artigo de comentarista. Saudações e sigamos na luta por um Brasil soberano de fato e livre da praga da IMPUNIDADE para os poderosos.

  9. Celso de Mello se apequenou. Nas suas duas horas de lero lero equivocados, distribui cascas de bananas no caminho dos brasileiros e virou as costas para o Brasil.
    Celso de Mello se apequenou do tamanho de um verme.
    Fez o papel de um verme julgando vermes.

  10. Rodrigo,
    Celso de Mello não se apequenou, foi obrigado a seguir seus pares.
    Não houvesse quatro votos favoráveis aos embargos, ele não os teria acolhido.
    O problema se instalou quando ministros favoráveis aos meliantes admitiram a possibilidade do recurso. Ora, como o Regimento Interno do STF prevê a revisão do julgamento quando existir QUATRO votos contestando a maioria, os embargos devem ser aceitos.
    Portanto, antes de criticarmos Celso de Mello, que apenas cumpriu com o estabelecido, devemos é crucificar os ministros que o levaram a votar dessa forma, pois ele não tinha outra opção. E não se trata de valentia ou de não atender o clamor popular ou possibilitar a postergação do julgamento, não, mas de obedecer o que está registrado, determinado.
    Os ministros que decidiram pelos embargos ANTES do voto de Celso de Mello é que devem ser repudiados pela população, haja vista que tripudiaram sobre sobre aqueles que o Barata acima menciona, que rejeitaram o recurso quando da sua votação.
    Então, a meu ver, essa fúria para cima do Mello é exagerada, e não que eu o esteja “defendendo”, mas me sinto obrigado a entendê-lo porque não lhe deram escolha quando já havia cinco votos ao acolhimento dos embargos, repito.

    • Caro Francisco Bendl,

      …enfim, cabia a ele desempatar. E ele desempatou, usou para tanto a tese dos advogados de defesa, que alegaram estar os réus num tribunal de exceção. Desde o início todos os ritos processuais foram seguidos e respeitados. No final, faltou desembaraçar uma questão técnica, ninguém era melhor preparado que ele. Alegar aquele monte de bobagens com mais de duas horas de equívocos históricos e citações para impressionar cegos, apenas, demonstrou estar de costas para o Brasil e no bolso dos mensaleiros. O tempo todo era um coringa no bolso da defesa.
      Você acha que o Brasil está melhor, hoje?
      Ele entrou na Corte como uma Greta Garbo e saiu como Sasha Grey. Se apequenou feito um verme, se besuntou no óleo da podridão para transparecer isento com a propria consciência.
      Os réus nunca foram vitímas de um Estado atroz, muito pelo contrário, são bandidos como ele mesmo havia afirmado.
      Erra quem pensa que Barroso é um grande pavão, o grande pavão do STF é Celso de Mello com suas tratativas escusas e bazófias expostas. Borroso, infelizmente chegou para substitui-lo.
      As questões levantados por ele foram insatisfatórias, nenhum pouco além do ordinário, do esperado. A justiça também é didática, é pedagógica, é escolar quando aplicada corretamente. Estava julgando malfeitores! Delinquentes! Apedrejadores!Corja imunda de ladrões transvestidos de pobrezinhos e inofensivos cidadãos.
      Celso de Mello quis ser o espadachim na defesa daqueles a merce das injustiças, passou para a história como um verme garantidor de lesas-pátria, garantidor da impunidade, garantidor dos malfeitores.

      • Em tempo. Esses 6 ministros, isentos do clamor das ruas, realmente não julgam para a multidão, não julgam com o espirito embutido na concepção da palavra povo. Eles julgam para uma duzia de canalhas que chegaram no topo da pirâmide. Seis juízes exclusivos para mimar, compadecer, zelar de canalhas, de bandidos, de salafrários assaltantes da coisa pública, que estão em apuros e precisam se passar por vitimas do Estado coercitivo. Então o Estado só é bom quando permite, quando pune, não presta!

    • Sábias palavras. Eu havia me decepcionado com o decano mas agora vejo que ele foi tão somente mais um burocrata de plantão. Não considero que ele seja de seita ou da quadrilha petista.

  11. Ao grande Jornalista Helio Fernandes

    Grandes pintores deixaram fantásticas obras de arte de suas épocas, manuseando tintas sobre telas, com genialidade. Em semelhante arte, grandes jornalistas fazem notáveis obras narrando importantes momentos da história, saindo do preto e do branco, em incursão à alma humana, além das palavras, forjando para a história as circunstâncias daqueles momentos, com imensa habilidade e veracidade, usando tinta, papel e muito brilhantismo. Mais uma vez, Helio Fernandes, você produziu outra bela peça. Excelente.

  12. Celso Melo deixou de entrar para a história e ocupar um lugar bem restrito e reservado somente aos grandes brasileiros como Rui Barbosa.

    Comparando muito a grosso modo, a democracia no Brasil é tão distante da democracia americana e continuará a ser assim, como os países do Oriente Médio, pois aqui no Brasil, os vícios privados sempre prevalecerão, assim como lá, a religião prevalecerá.

  13. eu me sinto como se vivesse numa daquelas cidades dos filmes de western \americanos (sem lei e sem alma) ao mesmo tempo me sinto no brasil do inicio dos anos sessenta (republiqueta sem ordem e sem lei)desgovernada por um presidente fraco(goulart) onde todos gritavam e ninguem tinha razão e assim se passaram 60 anos

  14. Muitos aqui, entre eles eu, não está questionando o direito de Mello votar contra ou a favor. Isso é da lei.
    O que preocupa aos interessados em uma nação com um mínimo de moral, são as consequências do seu voto.
    Com o voto dele esta esperança evaporou. Ou Mellou.

  15. Rodrigo,
    O culpado não foi Celso de Mello, mas os seus colegas já mencionados que aceitaram os embargos conforme determina o Regimento Interno do STF, exigindo um mínimo de QUATRO VOTOS para o acolhimento do recurso!
    Celso não poderia fugir dessa determinação, sob pena de os condenados buscarem os tribunais internacionais alegando cerceamento de defesa, e encontrariam respaldo às suas reivindicações.
    A questão se reporta aos ministros que sempre foram favoráveis aos criminosos, e que cumpriram com as suas funções com zelo e dedicação, cujo ápice aí está, a revisão quanto às acusações que os condenaram.
    Se temos de criticar veementemente o recurso acolhido, somos obrigados a repudiar os ministros declaradamente petistas, mas Celso de Mello não pode ser apontado como o causador do acolhimento dos embargos e, sim, seus colegas que prepararam seus votos para este impasse.
    Uma questão de justiça para com o decano do STF, que está recebendo a indignação da sociedade brasileira LÚCIDA, enquanto que seus pares que o obrigaram a esta decisão estão sendo deixados de lado, lamentavelmente.

    • Caro Francisco,

      Ahhhhhhh! Você não explica direito, agora entendi seu raciocínio.
      .
      .
      .
      Ele não é um MERDA sozinho, tem outros 5 merdas com ele. É isto!?
      Você não acha que é muita MERDA para um só tribunal produzir?
      Você acha que o Brasil é penico?

  16. Helio Fernandes, com todo respeito que você merece pelo homem, pelo jornalista que voce é e por tudo que voce ja viveu e viverá muito ainda para nos presentear com artigos que nos enriquece com informações corretas o que no mundo de hoje estar cada vez mais escasa, não preciso puxar seu saco pois minha idade já não aceita com motor 6.6 não é necessario mais vamos ao comentario simples:

    VOCÊ ACREDITA EM CONDENAÇÃO NA TURMA DO MENSALÃO.

  17. Infelizmente, o Gilmar Mendes fugiu do plenário: poderia ter aprendido muito sobre direito, imparcialidade e honestidade jurídica.
    Mas depois daquela magistral aula magna do Celso de Mello as discussões estereis devem cessar, para o bem da Nação.
    Hélio, interfira para que o apaixonado Carlos Newton deixe de falar tanta bobagens; pega mal para um jornalista da grandeza dele, por quem tenho grande admiração.

  18. Agora, a pressão do resultado

    Por Jânio de Freitas, na Folha de hoje:

    Valeu a pena que o ministro Celso de Mello dispusesse de mais cinco dias para enriquecer a substância do seu voto, como consta haver feito madrugadas adentro desde quinta-feira passada.

    Se o espichamento palavroso dos votos de Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, naquela quinta-feira, teve o propósito nele identificado, de forçar o intervalo –em que Celso de Mello estaria sujeito a mais pressões, inclusive as dos dois pelos jornais–, o que saiu pela culatra não foi um tiro. Foi um canhonaço.

    Pena que Gilmar Mendes se retirasse do plenário quando Celso de Mello recordou, pela primeira vez no tribunal, a tentativa de obter da Câmara e do Senado a extinção dos embargos infringentes, feita pelo então presidente Fernando Henrique. Do qual Gilmar Mendes ganhou a cadeira no Supremo e a cujo governo prestou importantes serviços, com atividades não só de advogado-geral da União. A tentativa contra os embargos infringentes, incluída como item em projeto mais amplo, era burocraticamente assinada pelos então ministros da Justiça e da Casa Civil, que não elaboraram aquele texto –repelido nas duas Casas do Congresso, que mantiveram o embargo infringente– nem qualquer outro de fins jurídicos. O autor era pessoa da área.

    Será interessante acompanhar, agora, os desdobramentos da aceitação de recursos pelos réus que receberam ao menos quatro votos favoráveis (às vezes entre dez ministros, às vezes entre nove, com as aposentadorias de Cezar Peluso e, depois, também de Ayres Britto). As previsões vão desde a queda do Supremo “no precipício”, segundo a antevisão do ministro Marco Aurélio, à “duração infinita” do processo do mensalão, na aritmética infringente de Gilmar Mendes.

    Sem falar nas previsões, não menos assustadoras, do que serão as reações “das ruas”. Se bem que o Datafolha tenha jogado um balde de água geladíssima no asfalto. A exposição discreta do número apurado pela pesquisa é inversamente proporcional à sua eloquência: os que se dizem devidamente informados sobre o mensalão somam apenas 19% dos paulistanos. Ou seja, nem um quinto dos que vivem sob o mais numeroso e intenso fragor de meios de comunicação, incluída a prolixidade da internet.

    A RESPOSTA

    A suspensão, sine die, da visita de Dilma Rousseff dá solução a duas questões.

    A primeira foi a necessidade da soberania nacional de afirmar-se com uma resposta audível às várias transgressões implícitas na espionagem do governo americano a comunicações da Presidência, de partes do governo, de empresas e de cidadãos do Brasil. Uma agressão branca, na verdade.

    A segunda é a limitadíssima possibilidade de respostas audíveis por parte do Brasil. Estão feitas críticas no sentido de que a atitude correta de Dilma Rousseff seria a negociação. É um desconhecimento, por certo de origem mais política do qualquer outra, das iniciativas adotadas: ministro da Justiça foi mandado a Washington, reuniu-se até com o vice-presidente americano, e mais recentemente lá esteve em busca de negociações o novo ministro das Relações Exteriores. Sem resultado. Não só neste caso brasileiro, negociações diplomáticas não fazem o gênero dos americanos.

    Suspender a visita, descabida até pelas circunstâncias que a dominariam de um e de outro lados, tudo indica ser a única resposta mundialmente audível que o Brasil poderia dar. E deu.

    Daniel Marenco/Folhapress
    Janio de Freitas, colunista e membro do Conselho Editorial da Folha, é um dos mais importantes jornalistas brasileiros. Analisa com perspicácia e ousadia as questões políticas e econômicas. Escreve na versão impressa do caderno “Poder” aos domingos, terça

  19. É…existem mais crápulas entre o céu e a terra do que minha vã filosofia imagina…
    .
    Li há pouco em um comentário que o homem nasce ignorante,mas que se faz necessário muita intelectualidade para se tornar um estúpido. Pla , plac, plac!

  20. Prezado Mauro J. Vieira,
    As consequências do julgamento do mensalão não podem ser atribuídas ao Celso de Mello tão somente.
    Desde o início, sabemos quem são os ministros que defendiam abertamente os criminosos neste processo, e foram eles que conseguiram que os embargos infringentes fossem acolhidos.
    Celso não poderia ter votado diferentemente, sob pena de possibilitar que os condenados buscassem recursos internacionais.
    Ora, se o Regimento Interno do STF determina que são necessários QUATRO VOTOS em onze para que este recurso seja acolhido e já havia cinco favoráveis, ele somente os chancelou, pois não podia votar diferente, conforme muito bem explicou em suas alegações.
    A nossa indignação deve ter como alvo os seus colegas que sempre se demonstraram parciais, defensores dos criminosos, e que ensejaram que os embargos fossem aceitos.

  21. Chico,ia ficar calado, mas…não deu.
    .

    Texto do tal Jânio (não leio); “…duas Casas do Congresso, que mantiveram o embargo infringente”
    .
    Mas,perdão: um projeto é um projeto, não mantém, nem deixa de manter nada.Quando muito, acentua a dúvida existente.
    .
    Sds.

  22. Houve algo didático no entorno do STF na semana que passou
    publicado em 19 de setembro de 2013 às 8:53

    Com a devida licença do décimo segundo juiz

    por Luiz Carlos Azenha

    Há um aspecto didático no que aconteceu em torno do STF na semana que passou. Depois do empate na votação sobre a admissibilidade dos embargos infringentes, em 5 x 5, a grande mídia se entregou a uma campanha de pressão como há muito não se via — talvez, apenas, durante as campanhas eleitorais. Ficou nua diante de leitores, ouvintes e telespectadores: tem lado e usa seu poder para “construir maiorias”, das urnas ao STF. Destaque para a capa da Veja, mas a revista já não é levada a sério como a Folha, que presume existir pairando sobre a opinião pública.

    Daí que a pesquisa Datafolha feita apenas em SP, publicada no dia do voto de Celso de Mello, merece um prêmio. Serve para deixar evidente outra tática: o eixo Globo-Folha-Estadão-Veja se dedica diuturnamente a campanhas de propaganda e coroa seus esforços com pesquisas para “medir” o impacto de suas coberturas distorcidas e tendenciosas. Prêmio cara-de-pau para a Folha. Mas será que perde mesmo para o Merval, o décimo segundo juiz?

  23. Rodrigo,
    Agora chegaste à conclusão lógica do que eu escrevera acima!
    Celso não é o culpado pelo recurso acolhido, mas os seus colegas que optaram por aceitar os embargos infringentes que, sabidamente, foram escolhidos pela presidente Dilma com função definida.
    E a cumpriram com méritos, haja vista a revisão dos processos, que poderá beneficiar ou não os condenados.
    Certamente alguns dos crimes irão prescrever diante desta postergação até ser transitado em julgado o processo, um dos motivos pelos quais os cinco votos necessários ao acolhimento do recurso.
    Assim, cabe a nós reclamar deste método de escolha de ministros pela presidência da República, cujo resultado hoje estampa o vínculo existente entre os Poderes, eliminando de vez a independência tão insistentemente pleiteada, fruto apenas de retóricas, menos de soberania e consciência nacional!

  24. A verborragia se fez presente tanto no voto de Marco Aurélio como no voto do Celso de Mello. Os ministros não resistem à sedução dos holofotes. Gesticulam e falam pelos cotovelos. A questão comportava síntese e solução simples. Não havia complexidade a exigir tal palavrório. 15 minutos era mais do que suficiente para proferir voto bem fundamentado sobre a matéria.

  25. Por último,
    Os embargos infringentes não somente foram aceitos pelo STF, mas também foram acolhidos, aceitos e amplamente demonstrados, os vínculos hoje inquebrantáveis entre os Três Poderes!
    E, todos eles, agindo em defesa de um corporativismo maquiavélico, tenebroso, prejudicial ao País.
    A política brasileira prepondera sobre o orgulho nacional, sobre nosso patriotismo, sobre a decência e a honra.
    Ministros do STF sucumbem diante de pedidos da presidência e acolhem solicitações de parlamentares, modidificando suas tarefas de julgadores para serem agentes de manutenção da impunidade do partido que comanda o Brasil!
    Esta é a realidade presente no Estado brasileiro desde o seu aparelhamento com o advento do PT ao poder. O objetivo era exatamente esse de, um dia, haver o estreitamento entre Executivo, Judiciário e Legislativo em níveis nunca antes visto nesta Nação. O mensalão é a prova incontestável desta intimidade, desta cama ser dividida como uma espécie de ménage a troi, onde hoje seus participantes aproveitam momentos de grande satisfação e sensação privativas de elementos inescrupulosos, amorais, que buscam somente seus prazeres em detrimento de suas próprias dignidades.
    Os embargos infringentes aceitos não contemplam apenas a revisão do julgamento dos condenados, mas exigem que sejam revistos a maneira de se conduzir ao STF seus representantes, que não poderão mais ser escolhidos pela presidência da República!
    O STF formulou com esta decisão de embargar a si mesmo, de se confessar dependente de outros interesses e conveniências que apenas suas consciências julgadoras, comprovando não haver a isenção necessária e fundamental às pretensões de uma Nação que exige moral e ética de seus Poderes constituídos.
    o STF se igualou ao Legislativo e Executivo no que esses detém de péssimo, de asqueroso, de ignóbil. Não conseguiu se distanciar desses defeitos, ao contrário, aproximou-se, querendo compartilhar deste bacanal que tanto diverte seus frequentadores, que tanto alucina parlamentares e membros do Executivo. Por que os ministros do STF ficariam alheios a esta orgia?
    Assim, resta-nos afirmar agora, sem receio de erro que, o Brasil, virou uma grande casa de tolerância, como se chamava no passado os locais de encontro, os cabarés, as casas de prostituição.
    Assistimos passivamente o sexo feito a três e regado com pompa e circunstãncia porque praticado entre os Três Poderes ou vamos exigir respeito como povo que somos e, nesta condição, quem efetivamente manda neste País?!
    Ou, quem sabe, implorar para participar desta farra?

  26. “O Brasil virou uma Casa de Tolerância, uma Casa de Prostituição”, escreveu o Francisco Bendl.
    Me permita, Francisco … me permitam comentaristas … o Brasil virou um … Puteiro!!!
    Toffoli … já advogou para José Dirceu!!!
    Lewandówski tem parentesco com a ex-Primeira Dama (argh!!!) Marisa Letícia!!! Seus votos são claramente, escancaradamente, sempre a favor da bandidagem!!! E agora a Casa de Tolerância, ou o Puteiro, tem mais dois Vândalos Togados, que, logo ao chegar, já justificaram seus salários.
    “O STF embargou a si mesmo”, ainda escreveu o Francisco Bendl. Querem saber? Então que matem-nos a todos de uma vez!!! Mas antes … empunhemos as nossas armas, que são muito superiores às deles. “ISTO” exige LUTA!!!

  27. Você quis dizem Tom Jobim?

    Assim como o brasileiro foi educado para perder, o americano foi educado para ganhar.
    Tom Jobim ( ao se referir ao complexo de vira lata dos brasileiros)
    O Brasil não é para principiantes.
    Tom Jobim( ao se referir a máfia petista instalada no governo)
    Tristeza não tem fim. Felicidade sim.
    Tom Jobim ( ao se referir sobre o julgamento do Mensalão)
    No Brasil, sucesso é ofensa pessoal.
    Tom Jobim ( ao se referir sobre Joaquim Barbosa)
    Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis.
    Tom Jobim( se referindo aos comentaristas do TI)

  28. Os que queriam a canalhice, a putaria classificada está aí,membros da mais alta corte de justiça de nosso país estão desclassificados perante ao povo. Temos que pedir a Deus clemencia, já que os nossos juristas são altamente coorupitos. Quanto deverá ter ganho dos vagabundos o Celso Melo? O cara levou 2 horas de baboseira para dizer besteira. Bastava 10 minutos.

  29. “Não haverá novo julgamento, mas a revisão do julgado. O que foi admitido pelo STF é um recurso de apelação e não a anulação do julgado até aqui. Recurso de apelação que é um direito legítimo do cidadão condenado em todas as nações onde impera o Estado Democrático de Direito”. Vendo a charge da pizza pode ser engraçada mas é ridicula se tomada como verdade. Como pode ter ministro como Gilmar Mendes (produziu 2 HC para um band. como Daniel Dantas, Marcus Aurelio que deu um HC para o médico estrupador, e para o Cacciola fugir do país, eu que pergunto?

  30. Apenas uma pergunta?o que houve com o Ministro Joaquim Barbosa,ficou mudo e pensativo com o verdadeiro teatro do Ministro Celso.às vezes me pergunto,,se não houvesse a televisão,será que os ministros manteriam aquele linguajar e as caras e bocas.Imaginem se amanhã a globo que só quer o poder ,comprar a exclusividade da transmissão dos julgamentos,vai ser um deus nos acuda,para segurar as vaidades desses senhores da capa preta em rede nacional.Um luxo……

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