Venda de imóveis novos em SP cai 21%. É a menor desde 2005. Parece ‘bolha imobiliária’, mas não é..

Carlos Newton

Reportagem de Tatiana Resende, da Folha, mostra que a venda de imóveis novos residenciais na capital paulista somou 28,3 mil unidades em 2011, com retração de 21,2% ante o ano anterior, de acordo com os dados divulgados pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.

A quantidade é a menor desde 2005 (23,8 mil) e foi a mesma registrada em 2006. As moradias de dois e três dormitórios responderam por 77% das vendas. “2010 foi um ano de crescimento exuberante. É completamente fora da curva”, afirmou Celso Petrucci, economista-chefe da entidade, tentando minimizar o impacto da redução.

Já a quantidade de lançamentos, contabilizada pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos sobre o Patrimônio), registrou queda de 1,3% no mesmo comparativo, totalizando 37,7 mil moradias postas à venda no ano passado.

O único crescimento (54%) foi registrado nas unidades de um dormitório, que atingiram 6,6 mil unidades. Os imóveis com valor acima de R$ 500 mil representaram 18,4% dos lançamentos em 2009, 25,8% em 2010 e chegaram a 28,2% no ano passado, considerando o valor corrigido pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).

Vale lembrar que o dinheiro do trabalhador depositado na conta do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) só pode ser utilizado na compra de unidades até esse patamar. Para atrair mais clientes, com o aumento do poder de compra do consumidor, os bancos negociam a elevação desse número com o governo federal.

Traduzindo: em função da crise internacional, o preço dos imóveis dispararam artificialmente. Agora, têm de cair, caso contrário as vendas continuarão devagar, quase parando. O mercado é implacável.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *