Vexame: A fabricação do caça Rafale, que o Brasil quer (?) comprar, pode ser suspensa, por falta de interessados. E o russo Sukhoi SU-35, por que foi alijado da concorrência?

O sempre atento comentarista Carlo Germani nos envia uma notícia muito interessante. Como todos sabem, em 2009 o então presidente Lula disse ao colega francês Nicolas Sarkozy que o Brasil compraria 36 caças Rafale, para renovar a esquadrilha de supersônicos da Força Aérea Brasileira. Desde então, Sarkozy vem sendo enrolado seguidamente, pois o governo brasileiro ainda não decidiu qual modelo comprará e nem mesmo quando se dará a operação.

E agora surge a notícia de que, depois de ver algumas eventuais transações serem descartadas ao redor do planeta, a empresa Dassault pode interromper a produção do Rafale. A informação é do ministro de Defesa da França, Gérard Longuet, que garantiu, porém, que a manutenção das aeronaves já vendidas não será interrompida. “Se a Dassault não vender mais nenhum Rafale no exterior, a linha de produção será interrompida, depois que a França receber as 180 aeronaves que encomendou”, anunciou o ministro.

Na disputa da FAB, o modelo fabricado pela Dassault tinha como concorrentes o norte-americano F-18 Super Hornet (Boeing) e o sueco Gripen NG (Saab), porque o caça russo Sukhoi SU-35, considerado o melhor do mundo e preferido pelos militares brasileiros, foi inexplicavelmente excluído da concorrência.

Recordar é viver. O então ministro da Defesa Nelson Jobim fez força, antes de deixar o cargo, para decidir o negócio em favor da Dassault, mas seu desejo esbarrou na desconfiança da presidente Dilma Rousseff. Há especulações de que Jobim só teria permanecido no ministério, a pedido de Lula, para concluir o negócio, o que causou enorme estranheza. A paixão de Lula e Jobim pelo Rafale nunca foi bem explicada, por ser o modelo mais caro.

E o processo de renovação da frota da FAB continua parado. Até quando? Ninguém sabe. Do jeito que tratam as Forças Armadas brasileiras, era melhor fechar logo as portas dos quartéis e das bases áreas e navais.

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