Vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, luta para tirar o PL da base aliada de Bolsonaro

Marcelo Ramos já desistiu de apoiar o atual governo

Coluna do Estadão

De quem tem boa capacidade de síntese: o PP abraçou Jair Bolsonaro, o PSD pulou fora, o MDB disse não ao presidente e Valdemar Costa Neto dá risadas. Por essa lógica, o presidente do PL se encontra em situação confortável, pois mantém cargos no governo federal sem ter se aferroado a ele, conservando margem de manobra para acenar a adversários de Bolsonaro.

“O PL ainda não decidiu sobre o apoio a Bolsonaro em 2022 e eu disputarei opinião com todas as minhas forças para que o partido não esteja no palanque do presidente”, diz Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara.

AGORA NA OPOSIÇÃO – O deputado amazonense nunca foi simpático a Bolsonaro, porém, votava com o governo e não era considerado adversário figadal do presidente, como passou a ser, a ponto de trabalhar contra uma aliança com Bolsonaro e de se declarar opositor.

“Bolsonaro nunca teve chance de ter meu apoio. Mas eu tinha boa vontade com as pautas do governo. Isso ele perdeu”, diz Ramos, enfaticamente.

O entrevero com o vice-presidente da Câmara ilustra à perfeição o estilo Bolsonaro. Para preservar os filhos e sua narrativa capenga de ser contra privilégios, o presidente difamou Ramos, atribuindo a ele a culpa pela aprovação do Fundo Eleitoral.

INCOMÍVEL E IRREFREÁVEL – Portanto, a agenda do País na Câmara parece não interessar ao presidente, que não mede seus atos. Para um veterano cientista político, o ponto mais preocupante da recente live de Bolsonaro se deu quando ele relacionou a absolvição de Lula ao sistema de contagem de votos e às cortes superiores do País.

De duas, uma: ou o presidente da República sugeriu ruptura institucional antes das eleições ou depois de eventual derrota eleitoral.

4 thoughts on “Vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, luta para tirar o PL da base aliada de Bolsonaro

  1. deputado marcelo ramos, enxergue a sua insignificância.

    Ontem houve manifestações pelo Brasil inteiro pedindo o óbvio. É muito estranho que o país tenha que pedir o óbvio, que é a garantia do voto. É como dizer que vou botar uma tranca na porta da minha casa. Não vou trocar de casa e nem de porta, apenas botar uma tranca. Se alguém me disser que não pode, é porque está com alguma má intenção, querem arrombar minha casa. Todo mundo quis, desde 2001, foram aprovadas três leis neste sentido. A última lei, do então deputado Bolsonaro, foi aprovada por 433 votos a 7. E, agora, por que não querem? É porque antes era de um deputado do baixo clero, agora é de alguém que pode ser obstáculo para voltarem ao poder. Esse poder que deu tanto dinheiro para tanta gente.

    O Supremo, que está contra, infelizmente, não tem condições de sair para a rua. Se saíssem, os ministros iam ouvir o povo, mas eles estão distantes, estão numa redoma, protegidos do povo e assim, não sentem. Mas eles nem precisam sentir, eles têm que fazer cumprir a Constituição e a Lei. Quem tem que sentir o povo é o Congresso Nacional, os deputados e senadores, que estão tendo a oportunidade de sentir o povo, basta olhar pela janela para ver o povo nas ruas, o povo que saiu sem botar fogo e estátua, sem quebrar agência bancária.
    (A.Garcia)

  2. Por que políticos sempre dizem: eu voto com o governo, e não eu voto favorável em projetos que beneficiem o povo. Politicagem pura das mais baixas!

  3. É isto, senhor Dirceu.
    O cara, não merece outro adjetivo, não tem que votar a favor, nem contra.
    Tem que votar a favor do que é bom para o país, só.

    O poder judiciário é outra tragédia.
    Ministros que se manifestam a todo momento, a favor ou contra.
    Deviam se darem ao respeito, se manifestarem somente somente qdo acionados forem.
    Sempre a favor da lei……

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