Você acha que alguém será mesmo condenado no processo do mensalão? Então, pode esperar sentado.

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Carlos Newton

O advogado Jorge Béja, reconhecidamente um dos maiores do país, já revelou aqui no Blog da Tribuna que o processo do mensalão pode acabar no ano 2020. Surpresos? Pois é, Béja explica que, além de demorada tramitação e julgamento dos Embargos Infringentes, o processo não acaba aí, porque em seguida são apresentados os recursos de revisão criminal, e tudo recomeça da estaca zero.

Ainda segundo o jurista carioca, não se pode descartar a possibilidade da concessão de liminar (antecipação da tutela) para que os condenados possam continuar respondendo ao processo em liberdade, porque a condenação ainda não transitou em julgado. E o pior é que a tramitação desse recurso de revisão criminal é sempre demoradíssima. Leva anos e anos, mormente pela variedade dos crimes e da quantidade de réus.

Béja assinalou ainda mais: “Se, em matéria cível, existem as Ações Rescisórias, que visam desconstituir sentença ou acórdão transitado em julgado, e os tribunais concedem liminar (antecipação da tutela) para que as condenações percam seu efeito de coisa julgada, por que não será concedido o mesmo benefício no campo do Direito Penal, para o recurso (ou ação, segundo alguns) de revisão criminal?”

Isso significa que Delúbio Soares tinha razão, quando avisou que o mensalão “vai virar piada de salão”.  Os mensaleiros seguirão inatingíveis, mostrando que neste país a justiça decididamente não funciona contra os poderosos.  Foi por essas e outras que no regime militar o então deputado Francelino Pereira,  presidente da Arena, partido que representava a ditadura, não se conteve e perguntou: “Que país é esse?”.

Décadas depois, o cantor e compositor Renato Russo, da Legião Urbana, repetiu a pergunta, e até hoje ninguém soube responder.

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38 thoughts on “Você acha que alguém será mesmo condenado no processo do mensalão? Então, pode esperar sentado.

  1. Quando em um país, até o ministros do supremo (com letra minúscula mesmo) são passíveis de corrupção, então não existe nenhuma solução. E, cada vez mais, aumenta o número de pessoas que acredita que o melhor, ainda, seria uma ditadura.

  2. Caro Sr. Newton, no dia 18 de setembro de 2013, assassinaram a Srª Justiça, depois de a estuprar durante longos anos. Toquemos requiem e mandar missa.
    Os Homens, esquecem que HÁ uma Justiça, que faz JUSTIÇA, quando a porta do túmulo se abre para o banquete dos vermes, e sobre isso fomos alertados a 2 mil anos “A CADA UM SEGUNDO SUAS OBRAS” E “PAGARÁS ATÉ O ÚLTIMO CEITIL”, QUER CREIAMOS OU NÃO.
    A justiça dos homens, no Brasil, provou que Ela é surda, e agora a tornaram surda (inclusive um desses ministros, afirmou isso), e está a serviço dos corruptos, e ferrando o “Zé Bagaço”
    Quem País é esse, De Gaulle tem razão, e RUI BARBOSA TORNOU A MORRER DE VERGONHA.
    Duas horas de firula, para decepar a “cabeça” da dita cuja.
    Só nos resta rogar a DEUS sua Misericórdia, para a maioria, que somos nós dos grupos dos 3Ps, pobre, preto e puta.
    Consciência, TRIBUNAL DIVINO, QUE NOS JULGA, SEM PERGUNTAR O PODER QUE SE TINHA NO MUNDO!.
    ESTOU ENVERGONHADO E INDIGNADO.

  3. O STF está em desacordo com a População Brasileira. Infelizmente é isto que aconteceu. Eles, os 6 Ministros principalmente, não querem nem saber se o Povo Brasileiro é que é o maior prejudicado nesta decisão que não dá para acreditar. Pobre Brasil. Pobre Povo Brasileiro. Nós, aposentados, em 2014 temos que dar o troco para este políticos que hoje estão no poder. PT NUNCA MAIS senhores e senhoras aposentados. Nós somos tratados por eles como se não existíssemos. CHEGA DE PT na política brasileira e chega também de seus aliados. ( PMDB e outros aliados do PT )
    Concordo com o que o senhor Theo Fernandes disse acima. 3Ps, pobre, preto e puta. Só estes é que são condenados e não possuem bons advogados para defende-los e levarem o julgamento de seus crimes ao SUPREMO e ter o mesmo direito dos embargos infringentes como teve os mensaleiros.

  4. A lição é simples: os ladrões atuais aprenderam com os colloridos de outrora que o crime compensa. Foi Mello que inocentou Collor. Quanto maior o roubo maior a impunidade, o STF JAMAIS PUNIU OS POLÍTICOS GRAÚDOS DO PODER PORQUE ELES SÃO ESCOLHIDOS PELOS PRESIDENTES DE PLANTÃO. HÁ UMA ESPÉCIE DE FORTE LIGAÇÃO ENTRE O PODER E JUDICIÁRIO, O POVO NÃO MANDA NA JUSTIÇA, MAS O PRESIDENTE MANDA.

  5. Corrupção: ameaças do ainda ministro Manoel Dias confirmam viés mafioso do desgoverno do PT
    Chave de cadeia – Nada pode ser mais irresponsável do que o desgoverno do PT, que há mais de uma década administra o País com a mesma técnica usada pelo dono de um botequim. Creem os magnânimos petistas, certos de que são os oráculos do Senhor, que basta levantar a porta de aço para que o Brasil funcione. Governar não é isso e nem em sonho é possível aceitar a corrupção como mola central da atividade política.
    O PT é corrupto, algo comprovado pelos fatos históricos recentes, e prega a corrupção como forma de se perpetuar no poder. O Ministério do Trabalho mais uma vez é palco de escândalo de corrupção, mas a presidente Dilma Rousseff, que entregou a pasta ao PDT, prefere não se pronunciar sobre um desvio de recursos públicos que pode chegar a R$ 800 milhões. Ainda ministra-chefe da Casa Civil, a petista Gleisi Hoffmann, que fala pela presidente, declarou que nada há de errado na conduta do seu colega Manoel Dias, pedetista que está à frente do Ministério do Trabalho.
    Na sociedade civil, onde as leis prevalecem com tenacidade, o presidente de uma empresa, por exemplo, é responsável, mesmo que indiretamente, pelos delitos cometidos sob sua tutela. No setor público, onde a transparência e a legalidade dos atos praticados pelos operadores do Estado deveriam ser respeitadas em grau máximo, a complacência com o crime e o desmando chega a ser aviltante.
    Diante de acusações envolvendo a própria esposa, Dalva Dias, o ministro do Trabalho ameaçou revelar o que sabe caso seja demitido pela presidente Dilma Rousseff, que dificilmente tomará tal atitude contra um integrante do seu partido de origem. “Se me mandar embora, tomo providências”, disse o pedetista em entrevista ao jornal “O Globo”.
    Para dar veracidade à ameaça que faz na direção do Palácio do Planalto, Manoel Dias incluiu no alvo de suas eventuais retaliações o PSDB de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se de uma manobra orquestrada com o próprio governo do PT, que tenta minimizar as cobranças feitas pelos partidos de oposição.
    Manoel Dias é vítima de correligionários, que deixaram a pasta debaixo de denúncias de corrupção e agora desejam retornar à mamata proporcionada pelo sangramento do dinheiro público. Se de fato tem conhecimento de irregularidades na pasta, o ministro tem a obrigação de revelar o que sabe, sob pena de incorrer no crime de prevaricação.
    Em qualquer país minimamente sério, Manoel Dias não apenas já teria sido sumariamente demitido, mas estaria preso. No Brasil esse tipo de situação é sonho de uma noite de verão, pois na condição de grande fomentador da corrupção o governo não tem moral para qualquer medida punitiva ou moralizadora. A essa altura, os marginais da política nacional já estão discutindo como será a divisão do produto do roubo.

    ucho.info
    http://ucho.info/corrupcao-ameacas-deslavadas-do-ministro-manoel-dias-confirmam-vies-mafioso-do-desgoverno-do-pt

  6. Que país é esse ?

    Ora, Carlos, que pergunta desnecessária.

    Este país conseguiu atingir o “status” de REPUBLIQUETA DE MERDA,
    no mesmo nível e conteúdo das REPUBLIQUETAS DE MERDA BOLIVARIANAS que nos cercam.

    Ou será que não ?

  7. Eu prefiro não entrar no mérito da questão, para evitar falar coisas indevidas.

    Mas, o que mais me irritou foi escutar aquele senhor todo eufórico, sorridente e com pose de majestade, de dedo em riste esbravejar, com educação, reconhecemos, que a justiça e o direito a defesa é igual para todos como manda a Constituição e tome blabla.

    Ora nobre senhor, Data Venia, ………

  8. Transcrevo este artigo pois o achei muito oportuno:
    Brasil Fix – Restauração de fábrica ou sucata
    Por Fabrizio Albuja

    Nosso país é uma máquina com muita potência, mas pouca memória. Está cheia de vírus, arquivos maliciosos e espiões.
    Como o seu HD está ultrapassado, seus clusters não admitem mais adequação logística. Os erros que travam a nossa máquina se repetem e o tempo todo tentamos a utopia de reiniciar. Num primeiro momento parece que as coisas melhoram, mas volta a travar.
    Formatar por completo a máquina seria uma solução, no entanto a versão do Sistema Operacional deste país está muito aquém do ideal.
    Toda atualização tem seu custo e é um preço que teremos que pagar se quisermos que ter acesso, velocidade e principalmente execução de tarefas.
    O Brasil não pode começar, ele precisa inicializar!
    Nossa justiça funciona tão bem quanto um programa pirata: parece que funciona, contudo, toda hora falta alguma coisa que emperra o processamento e geram milhares de erros, corrompendo o HD.
    O analista de sistema, mais conhecido por Poder Executivo, é conhecedor do sistema Pascal, defasado em pelo menos três décadas. Para quem lembra, era aquela tela preta com letras verdes que parecem sinal de trânsito.
    E os arquivos de sistema, chamados de DLL, que comandam a distribuição lógica desta máquina, ou estão corrompidos, ou foram deletados, ou ainda são incompatíveis. Chamamos de Legislativo.
    Dessa forma, é melhor desligar o estabilizador. Pena que o Steve Jobs não está mais entre nós, esse gênio teria uma solução efetiva e ao invés de estrelas na bandeira, seriam maçãs.

    Fabrizio Albuja é Jornalista e Professor Universitário.

  9. Como acertadamente dizia Figueiredo: Vocês não queriam democracia? Então toma…

    O maior erro da ditadura militar foi não ter passado fogo nessa escória toda: Dilma, Dirceu, Lula, a lista é longa.

    No fim das contas, Roberto Jefferson foi o “Tiradentes” da situação e o resto do bando continuou na boa. Ainda acho que Dirceu vai fugir, podem escrever.

    Paulo Francis nunca teve tanta razão. A única saída para o Brasil é o Galeão.

  10. Que país é esse?

    De súbito e repentino, tomados de indignação (parece), só agora, uma dada corrente de pessoas tomou juízo de nossa lerda, injusta e muito incompetente Justiça. Até então, milhares de falcatruas – gigantescas e muitas vezes superiores às atribuídas ao mensalão – sempre ficaram impunes e longe da Lei. Inclusive, as criminosas privatizações FHC/PSDB, que a valores de hoje, passam de R$ 10 trilhões. Salvo raras exceções, sempre caem na vala do esquecimento. Os responsáveis, corruptos e entreguistas, estão por aí (muitos, já no outro mundo), eleitos, reeleitos, ricos, felizes e livres. Rindo de tudo.

    Que país é esse?

  11. Bom dia , como havia algum tempo atrás,.. onde já previa, o que aconteceu no dia de ontem. O povo brasileiro foi mais uma vez ignorado, o que é uma constante das nossas autoridade (autoridades em diminutivo) que sempre quando veem que lei pode pega-los, usam métodos mas mirabolantes e ginástico para escaparem dos laços a qual fizeram para merece-los, os doutos da lei como maiorais invocam as artimanhas constante na famosa constituição. Vilipendiada, para frustrar a maioria sofredora que quando precisa da mesma apreciação os doutos não tem o mesmo equilíbrio de trapezista circense; para suas agruras. Mas quando figuras que se julgam inatingível começam a serem alvos do braço da lei, logo nota-se , a forma de nomeação para o cargo dos julgadores se revelam ineficiente. Pois na verdade estão mais para amigos do que julgadores …Um voto que leva tanto tempo para ser justificado, revela que a lei é não é boa e precisa ser revista ….agora se está na lei; como não usar para seu beneficio …não podemos crucificar o Julgador…mas deixam de observar a mesma, e passam até de largo das leis, quando interesses estão em jogo !!!!!

  12. “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

    (Ayn Rand)

  13. Já que decidiram por um novo julgamento, poderiam aumentar as penas dos réus que fazem
    parte do governo, pelo fato de que os maiores interessados no esquema foram eles e o governo.
    É necessário corrigir, deveria ser: penas maiores para os que faziam parte do governo (sem eles,
    não haveria o esquema de corrupção) e penas menores para os réus do setor privado. Como vimos
    o réu considerado Chefe do esquema criminoso, teve uma pena quase quatro vezes menor que a pena
    do Marcos Valério. Infelizmente, a aprovação dos embargos infringentes, mesmo sem ser advogado,
    vejo como um ato protelatório e diminuição das penas, principalmente para os réus ligados ao governo do PT. Nossas leis são totalmente elitista, é um emaranhado, que um bom advogado encontra
    sempre dentro da lei maneira de absolver seu cliente. Um bom exemplo foi a ação contra Paulo Maluf.

  14. E pensar que por muito menos os militares deram o golpe de 64! Cadê vocês de volta? Além de vocês custarem muito menos para os nossos bolsos, esses bandidos que estão no poder hoje morriam de cagaço de vocês. Voltem e terão apoio incondicional da classe média, porque a final é ela que paga as contas.

  15. Agora, a pressão do resultado

    Por Jânio de Feitas:

    Na tentativa de submeter Celso de Mello às pressões, o que saiu pela culatra não foi um tiro. Foi um canhonaço

    Valeu a pena que o ministro Celso de Mello dispusesse de mais cinco dias para enriquecer a substância do seu voto, como consta haver feito madrugadas adentro desde quinta-feira passada.

    Se o espichamento palavroso dos votos de Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, naquela quinta-feira, teve o propósito nele identificado, de forçar o intervalo – em que Celso de Mello estaria sujeito a mais pressões, inclusive as dos dois pelos jornais–, o que saiu pela culatra não foi um tiro. Foi um canhonaço.

    Pena que Gilmar Mendes se retirasse do plenário quando Celso de Mello recordou, pela primeira vez no tribunal, a tentativa de obter da Câmara e do Senado a extinção dos embargos infringentes, feita pelo então presidente Fernando Henrique. Do qual Gilmar Mendes ganhou a cadeira no Supremo e a cujo governo prestou importantes serviços, com atividades não só de advogado-geral da União. A tentativa contra os embargos infringentes, incluída como item em projeto mais amplo, era burocraticamente assinada pelos então ministros da Justiça e da Casa Civil, que não elaboraram aquele texto –repelido nas duas Casas do Congresso, que mantiveram o embargo infringente– nem qualquer outro de fins jurídicos. O autor era pessoa da área.

    Será interessante acompanhar, agora, os desdobramentos da aceitação de recursos pelos réus que receberam ao menos quatro votos favoráveis (às vezes entre dez ministros, às vezes entre nove, com as aposentadorias de Cezar Peluso e, depois, também de Ayres Britto). As previsões vão desde a queda do Supremo “no precipício”, segundo a antevisão do ministro Marco Aurélio, à “duração infinita” do processo do mensalão, na aritmética infringente de Gilmar Mendes.

    Sem falar nas previsões, não menos assustadoras, do que serão as reações “das ruas”. Se bem que o Datafolha tenha jogado um balde de água geladíssima no asfalto. A exposição discreta do número apurado pela pesquisa é inversamente proporcional à sua eloquência: os que se dizem devidamente informados sobre o mensalão somam apenas 19% dos paulistanos. Ou seja, nem um quinto dos que vivem sob o mais numeroso e intenso fragor de meios de comunicação, incluída a prolixidade da internet.

    A RESPOSTA

    A suspensão, sine die, da visita de Dilma Rousseff dá solução a duas questões.

    A primeira foi a necessidade da soberania nacional de afirmar-se com uma resposta audível às várias transgressões implícitas na espionagem do governo americano a comunicações da Presidência, de partes do governo, de empresas e de cidadãos do Brasil. Uma agressão branca, na verdade.

    A segunda é a limitadíssima possibilidade de respostas audíveis por parte do Brasil. Estão feitas críticas no sentido de que a atitude correta de Dilma Rousseff seria a negociação. É um desconhecimento, por certo de origem mais política do qualquer outra, das iniciativas adotadas: ministro da Justiça foi mandado a Washington, reuniu-se até com o vice-presidente americano, e mais recentemente lá esteve em busca de negociações o novo ministro das Relações Exteriores. Sem resultado. Não só neste caso brasileiro, negociações diplomáticas não fazem o gênero dos americanos.

    Suspender a visita, descabida até pelas circunstâncias que a dominariam de um e de outro lados, tudo indica ser a única resposta mundialmente audível que o Brasil poderia dar. E deu.

  16. Amigo Carlons Newton. Um fato talvez tenha passado despercebido ontem, no longo voto do ministro Celso de Mello. Observei que Sua Excelência reservou grande parte do seu voto para ressaltar a importância do Pacto de São José da Costa Rica e de sua Corte Interamericana de Justiça. Possivelmente, o senhor ministro tenha sinalizado para que os réus que restarem condenados, após a apreciação e julgamento dos Embargos Infringentes e mesmo depois de esgotado o recurso da Revisão Criminal, que arrastará o processo até o ano de 2020, possam eles recorrer àquela Corte Internacional de Justiça. Perdão, mas excedeu-se o senhor Ministro, se sua intenção foi mesmo a de indicar aos condenados o caminho que eles ainda poderão percorrer.Se assim foi, Celso de Mello agiu como juiz e advogado dos réus, lamentávelmente.
    JORGE BÉJA

  17. A MATEMÁTICA DA CONDENAÇÃO

    Por Fernando Orotavo Neto

    O povo brasileiro está preocupado, haja vista que o julgamento dos embargos infringentes propiciará a nova reavaliação do crime de formação de quadrilha, pelo qual vários acusados foram condenados no julgamento do mensalão. O fundamento maior da preocupação reside no fato de que dois novos ministros que não votaram no julgamento original, Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso, tenderiam a votar pela não configuração do delito, o que tanto contribuiria para diminuir a pena de alguns condenados, colocando-os a salvo do cumprimento da pena em regime fechado, quanto para configurar prescrições relacionadas aos outros crimes, de não menos importância, pelo qual os acusados foram condenados.

    A matemática da condenação mostra que a preocupação popular possui algum fundamento.

    No primeiro julgamento, votaram pela condenação do crime de formação de quadrilha 6 ministros do STF, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ayres Brito. E contra, 4 ministros: Ricardo Lewandowsky, Rosa Weber, Dias Toffoli e Carmen Lúcia. Ausente do próximo julgamento o ministro Ayres brito, se os ministros Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso acompanharem a divergência, o placar será invertido, para 6 a 4, a favor dos acusados.

    Como lidar, então, juridicamente, com a matemática da condenação?

    Considerando que o ex-procurador geral da república, Dr. Roberto Gurgel, não execpcionou a suspeição de Dias Tóffoli, motivo pelo qual não cabe à PGR mais fazê-lo, já que o § 1º do art. 137 do CPC, institui o dever legal de a parte arguir a suspeição “na primeira oportunidade que falar nos autos”, tendo, portanto, ocorrido, quanto á suspeição de Dias Toffoli, o fenômeno jurígeno identificado por preclusão (perda de uma faculdade processual pelo seu não exercício no prazo), a única saída jurídica, a meu ver, será a PGR excepcionar, neste novo julgamento dos embargos infringentes, o impedimento do ministro Luis Roberto Barroso, considerando o fato de que ele, antes mesmo de se sentar na cadeira de ministro do STF, e, portanto, de ler os autos, declarou ser contrário à tipificação do crime de formação de quadrilha e à dosimetria da pena imposta no julgamento original, situação que, a meu juízo, com o devido respeito que devo ao ministro Barroso, jurista a quem muito admiro, constitui prejulgamento, fato jurídico apto a configurar seu impedimento, usada a palavra na sua acepção técnica, ausente, como já disse e agora repito, qualquer estigma de pessoalidade contra o ínclito ministro Barroso.

    Há, inclusive, precedente do STF no sentido do entendimento ao qual me filio, como se vê e lê abaixo, no julgamento do HC 74203:

    “IMPEDIMENTO – ANTECIPAÇÃO DE JUÍZO. Constatando-se haver o magistrado emitido juízo de valor sobre a controvérsia antes do momento propício, forçoso é concluir pelo respectivo impedimento, a teor do disposto no artigo 36, inciso III, da Lei Orgânica da Magistratura. Isso ocorre quando, no julgamento de embargos infringentes, revela convencimento sobre matéria que lhe é estranha, porquanto somente passível de ser examinada uma vez provido o recurso e apreciada a apelação que a veiculou. (HC 74203, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 17/12/1996, DJ 22-09-2000 PP-00069 EMENT VOL-02005-01 PP-00079)”

    É claro que arguir o impedimento do ministro Luis Roberto Barroso vai demandar coragem extremada do novo procurador-geral da república, Rodrigo Janot, e não se dará sem algum constrangimento, apesar de ser meu entendimento e sentimento que ninguém deve ter melindres em postular a aplicação da lei.

    No entanto, uma vez julgada procedente o impedimento do ministro Barroso, a matemática da condenação volta a pender para o lado dos interesses do povo brasileiro, já que um empate de 5 a 5 (placar previsto sem o voto do Ministro Barroso e com a repetição dos votos dos 5 ministros que votaram pela configuração da quadrilha, os quais certamente manterão seus efusivos votos), levará ao voto de minerva (este sim voto de minerva, e não o proferido por Celso de Mello, voto comum de integrante do pleno do STF), a ser proferido pelo ministro Presidente do STF, Joaquim Barbosa, cujo teor já é sabido de todos (e não por ser suspeito, mas porque efetivamente votou no julgamento anterior e tem direito a manter sua convicção). 6 X 5, e estarão todos condenados, inclusive pela formação da quadrilha que atentou contra a democracia e espoliou os cofres públicos, cabendo ao STF, agora mais do que nunca, ser o mais célere possível.

    Deste modo, o povo brasileiro poderá se despreocupar, pois a matemática da condenação estará de novo a serviço da Justiça, e não da impunidade.

    Ao trabalho, Dr. Rodrigo Janot. Os lídimos anseios do povo brasileiro dependem de vossa excelência e de uma providência processual: a exceção de impedimento. Onde há coragem, sempre haverá esperança!

  18. Anos atrás meu pai – que lutara em movimento estudantil contra a ditadura, na sua juventude – falou-me para eu não perder tempo acompanhando esse julgamento do mensalão, porque acabaria em pizza.

    Pois é, este meu pai – que também nunca votara em candidato algum do PT, apresentando-me claras justificativas – estava certo a respeito desse mensalão.

    Mas eu não acreditei. E portanto perdi tempo. Muito, aliás.

  19. Gilmar Mendes, sobre o salvo conduto do STF aos bandidos do Mensalão: “Eu recomendo uma boa pizzaria para vocês”

    Sem acreditar em nada do que acontecerá nesta segunda fase do julgamento do Mensalão, mesmo com a entrega da relatoria do caso dos embargos infringentes ao ministro Luiz Fux, eis o que recomenda o ministro Gilmar Mendes, que queria a imediata prisão de Zé Dirceu e seu bando de quadrilheiros do PT:

    – Eu posso recomendar a pizzaria para vocês. Estamos a caminho de uma justiça bolivariana no Brasil. Os novatos (os ministros novatos) deram rumo heterodoxo ao julgamento.

    do blog do Polibio braga

  20. – Abram TODAS as cadeias e soltem TODOS os presos deste Brasil !!!

    Pois um país que não consegue condenar seus MAIORES criminosos – que são aqueles que corrompem o desenvolvimento da nação e de seu povo, praticando a corrupção – não tem MORAL para condenar, tampouco para manter presos condenados por CRIMES MENORES.

    É isso.

    (Juca Valo)

  21. “O direito à ampla defesa, no Brasil, torna-se cada vez mais amplo, e portanto diretamente proporcional ao tamanho do poder econômico ou político do réu”.

    (Autor desconhecido)

  22. Qual mensalão Newton? Se é o mensalão tucano é de 1998, e ja esta todo prescrito, prescreve agora no fim de dezembro. Pode soltar foguetes, voces são “probos”. Para que processar e prender o Daniel Dantas, que foi filmado, gravado, testemunhado, por juizes, por procuradores e Delegados e não foi preso e nem será. Mas o Ze, este tem que ser preso, mesmo que não se tenha nada contra ele. Senão como voces tentarão ganhar as eleições. AQquele golpe de vestir camisetas do PT em sequestradores, não funciona mais.

  23. A morosidade dos tribunais brasileiros ocasionada pela possibilidade de recursos protelatórios é coisa muito antiga. Estranhíssimo ler que só agora neste julgamento do “mentirão” haja tanta indignação por um procedimento tão notório. Não era preciso consultar um advogado que é “reconhecidamente um dos maiores do país” para saber de algo tão evidente, como se isso fosse equivalente à descoberta da cura do câncer ou da SIDA. A cada dia fica mais evidente que este julgamento é apenas político, com propósito de vingança e que a verdadeira intenção é desconstruir a imagem do partido que refundou o Brasil de maneira ampla, seja no âmbito nacional quanto internacional. Este é o caso Dreyfus brasileiro e o senso do ridículo dos acusadores foi desligado a ponto de sugerirem um novo golpe militar para “moralizar” o Brasil.
    PS-1- Um estrangeiro, em época passada, me disse que o Brasil jamais sediaria uma Copa ou Olimpíada, pois não teria prestígio para isso. Hoje eu respondi para ele que o Brasil é o ÚNICO pais do mundo que sediará uma Copa e posteriormente uma olimpíada, devido ao seu atual prestígio internacional.
    PS-2- Eu ganhei todas as causas judiciais na qual fui autor, pois sempre tomei o cuidado de iniciar o embate amplamente amparado pela lei. Mesmo assim tive que percorrer três instâncias até o veredicto final e encarei isso com naturalidade, coisa que os verdugos da direita agora consideram imoral.

  24. Desculpem os comentaristas mais na minha opinião, os réus foram condenados , a única coisa que esta em discussão com os embargos é se os doze poderão conseguir diminuição das penas ,para obter novo regime de prisão.Infelizmente as pessoas se omitem nos seus comentários e não falam a verdade,Tudo isso é porque todos queriam ver o “chefe da máfia”,José Dirceu,preso,infelizmente, isso pelas circunstância processuais não será possível.Causa-me estranheza esse açodamento por este julgamento e sua lentidão.Será que já esqueceram do processo da Tribuna da Imprensa.

  25. …que país é esse!, Parabens Welinton Naveira, voce disse quase tudo. Acho um desrespeito para com nosso
    amado País, o que alguns ,indignassimos, escrevem, nada mais que baboseiras, ou barboseiras. Ha ate gente que elogia/lembra um frances que nos faltou com o respeito, quando afirmou que nosso país nao é um país serio. Pode ate nao ser serio, no ponto de vista dele, mas isso nao lhe diz respeito. Os problemas do Brasil, so interessam aos brasileiros.
    …serio é a França, financiam guerras desnecessarias, apenas por interesses financeiros, manipulam, exploram, naçoes e povos, deixam presos fugirem, para trazerem problemas para nos aqui. …de onde veio o C. Batisti? Todo país tem falhas. Todos sao compostos por pessoas com interesses varios.
    …ser democratico é bom, mas permitir certos termos,
    acho que, por dever moral, deveria ser retirado dos comentarios. Quem quiser escrever idiotices, que crie paginas, ou blogs proprios…esse tipo de linguajar nao faz parte da historia da TI. Principalmente, quando se sabe que os indignadissimos sao altamente seletivos. No link: http://heliofernandes.com.br/?p=71133, ha motivos de sobra, para muita indignação, mas como nele nao há um centavo de ptistas ou amigos, …o silencio é sepulcral. Lamentavel.

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