Volta à campanha presidencial

Tereza Cruvinel (Correio Braziliense)

Ninguém pode garantir mas é possível que a antecipação geral das campanhas de 2014 tenha contribuído para encher o copo que transbordou em junho sob a forma de protestos contra partidos e políticos. Depois disso, todos recolheram seus “flaps” mas parecem estar novamente aquecendo motores para a disputa. A presidente Dilma retomou o tom eleitoral de seus discursos em Minas, o  presidenciável tucano Aécio Neves rebateu e o provável candidato do PSB, o governador Eduardo Campos, entrou na briga entre o Congresso e o Governo, apoiando a emenda que torna obrigatória a liberação dos recursos previstos em emendas orçamentárias, cuja votação foi adiada para evitar uma “guerra civil” dentro da coalizão governista.

Dilma foi a Minas inaugurar um campus universitário federal na cidade mineira de Varginha e ali, no discurso e numa entrevista, o sotaque anterior a junho reapareceu. Nem ela nem qualquer outro em seu lugar deixaria de faturar a queda da inflação, que foi de 0,03% em junho, com barateamento da cesta básica em 18 estados, fechando o acumulado em 6.27%, afastando-se do centro da meta e da perigosa ultrapassagem apontada por analistas e economistas. Petistas celebravam ontem a derrota da “escalada de terror econômico-midiático”.

Foi o primeiro  refresco depois de muita notícia ruim na economia, afora o urro das ruas e os desacertos na política. Dilma teria recebido também sinais
das primeiras oscilações para cima na avaliação do Governo. Otimismo à parte, foi desnecessário o beliscão nos tucanos, ao afirmar que “neste primeiro semestre de 2013 nós criam os 826 mil novas vagas com carteira assinada, que significam a quantidade de empregos criados em todo o primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “.

 

AÉCIO RESPONDE

Treinando para a campanha, quando prevalece o bateu-levou, Aécio Neves
retrucou. Como faz sempre que Dilma vai a Minas, lembrou dezenas de projetos que teriam sido inviabilizados ou estariam atrasados por
“desconsideração do governo federal para com os mineiros”. Mas rebateu
especialmente a questão do emprego:

“A presidente não pode ficar fazendo comparações descontextualizadas, que soam como um desvio intelectual. Se ela quer comparar, vamos falar de crescimento. No Governo dela, bem como no de Lula, o Brasil cresceu menos que seus vizinhos sul-americanos. No dela, a média até agora foi de 1,8%, e o
da região vem sendo de 2,3%. Este ano, só não perderemos da Venezuela, que crescerá apenas  1%”, disse Aécio à coluna.

 

EDUARDO CAMPOS

Lá em Pernambuco, preparando-se para voltar a circular pelo país, Eduardo Campos tomou partido na guerra fria da aprovação da execução obrigatória das emendas orçamentárias. “Se tem emenda parlamentar, que ela seja impositiva para que não paire nesta relação qualquer tipo de dúvida sobre a posição tanto do Legislativo como do Executivo”, justificou. Pregou o “bom senso” para evitar que a disputa política piore o quadro econômico.

“Para termos compromisso com as vozes que vieram das ruas, é preciso ter equilíbrio fiscal, responsabilidade, é preciso colocar os interesses do Brasil acima dos interesses partidários ou do posicionamentos de quem é governo ou oposição”. Retomou também o discurso anterior aos protestos, na linha do moço ajuizado.

Estamos a dois meses de uma esquina crucial do processo eleitoral, o prazo final para a para troca de partidos, no início de outubro. Ninguém vai agora congelar planos e movimentos eleitorais. Mas, com os protestos ainda ecoando, deviam todos moderar a excitação. Se vier uma segunda onda, o quadro  pode ser novamente alterado, nunca se sabe em que sentido.

 

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4 thoughts on “Volta à campanha presidencial

  1. Ô Terezinha, essa ladainha já encheu o saco.
    Eu sei que tá ruim para achar notícias desabonadoras,
    mas ficar sempre com o mesmo lero já deu prá bola.
    Até 2015.Hasta la vista.

  2. AÉbrio responde mas não convence nem explica. Nos anos Lula/Dilma o Brasil cresceu INFINITAMENTE mais que nos anos da turma dele a galera do FHChado. É fácil crescer quando se tem uma economia pequena (como Bolívia,Colômbia, Peru etc) que tem uma exposição às crises e às condições adversas do mercado INFINITAMENTE menor que a nossa. É fácil crescer quando se sai da manietagem imposta pelos vizinhos do norte e suas ditaduras fantoches que destruíram nossas expectativas por quase um século. O Brasil de Dilma e Lula é exponencialmente melhor e mais justo que o Brasil proposto por esses incompetentes, vendidos e entreguistas que, graças a Deus estão em plena extinção, e alvo de denuncias GRAVÍSSIMAS ocultadas HÁ ANOS por nossa mídia,com a qual, cada vez mais este espaço aqui se parece!!!!

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