Vomitar na autoridade

Sebastião Nery

Bosco Braga, advogado, bravo suplente do senador Humberto Lucena, do PMDB da Paraíba, foi a Campina Grande, fez comício:

– Ofereceram salários, os retirantes foram para as frentes de trabalho, deram duro e até hoje o governo não pagou. São uns caloteiros. Quem diz que paga e não paga, o que é que é? Os retirantes gritavam: – Xexeiro!

A Polícia Federal não gostou, prendeu Bosco Braga e levou para João Pessoa. No caminho, os policiais puxaram conversa, Bosco Braga não abriu a boca. Em João Pessoa, na Superintendência, a mesma coisa. O delegado interrogava, nada. Oferecia água, nada. Mandou buscar o almoço, nada. E Bosco Braga já com dois dias em greve de palavra e de fome.
A notícia chegou a Brasília, Humberto Lucena procurou Tancredo Neves, que procurou o ministro da Justiça, o mineiro Abi Ackel, que tomou providências e, afinal, Bosco Braga foi solto, sem abrir a boca.

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BOSCO BRAGA

O advogado João Bosco Tenório, colega de faculdade, vereador cassado de Recife, foi visitá-lo:

– Braga, por que é que você fez greve de fome e não falou nada?

– Não fiz greve nenhuma. Eu não podia era abrir a boca. Nunca bebi. Em Campina Grande, depois do comício, fui a uma buchada, deram-me cachaça, bebi, passei mal. Quando a Federal chegou de manhã, eu estava arrebentado. Fiquei com medo de abrir a boca e vomitar na autoridade.

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PELOURINHO

Durante décadas, os governos federal, estadual e municipal, o IPHAN (Patrimônio Histórico), universidades e sobretudo artistas e empreendedores culturais investiram para salvar o Pelourinho, o Centro Histórico de Salvador. E o pais é testemunha do ressurgimento que houve.

De repente, ganha as eleições o Jaques Wagner, uma anta cultural, com seu PT que só cuida de negócios, comissões, boquinhas e dossiês. Durante quatro anos não fincaram um prego. O Pelourinho voltou a desmoronar. No ano passado, na véspera da eleição, apareceu lá o Lula para “lançar” (sic) um “Plano de Recuperação do Centro Antigo de Salvador”
Ferreira Gullar tem razão. Sãos uns “farsantes”.

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“AFUNHANHAR”

Não adiantou tentar esconder. Lula nunca explicou por que,  humilhando e desrespeitando o PT, fez de Dilma sua candidata. Perguntado, sempre despistava. Depois, a Dilma acabou confessando. Lula a escolheu porque acha que ela é a mais capaz de “afunhanhar” (sic!) o pais.
E que palavrão é esse? Perguntem a ela. Ela é a dona do palavrão.

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SARNEY

Sarney anda muito azarado. Deve ser castigo do céu. Vocês viram de que cidade é, onde nasceu, o “Monstro do Maranhão”, que teve filhos com a filha e netas? Pois é de Pinheiro, também terra de Sarney. Te esconjuro! Desse jeito, todos acabam vomitando em autoridade.

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