Voto livre, sem influências religiosas

Jacques Gruman

Parte de um discurso de dom Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo: “Entendemos que o voto dos cidadãos é livre e não deve ser imposto aos fiéis, como por “cabresto eleitoral”, pelos ministros religiosos; nem devem nossos templos e organizações religiosas ser transformados em “currais eleitorais”, reeditando práticas de uma política viciada, que deveriam estar superadas. A manipulação política da religião não é um benefício para o convívio democrático e pluralista e pode colocar em risco a tolerância e a paz social”.

Sábias palavras. Em época eleitoral, os candidatos dos partidos da ordem peregrinam, sem exceção, a todos os templos e congregações religiosas, fazendo, não raro, profissões de fé hipócritas. Ajoelham-se, benzem-se, aceitam passes, beijam mãos, colocam solidéus, desidratando a já raquítica educação política do povo, que acaba misturando canais. Fariseus.

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